Meu Rio de todo dia

Sempre digo que pego dois “sambas” para ir e voltar do trabalho. E o melhor é que ambos são de Wilson Batista: o 473 chama-se São Januário (todos os dias, lembro de O bonde São Januário leva mais um operário…) e o 461 tem o singelo nome de Ipanema (quando vejo o letreiro, cantarolo Lá vem o Ipanema, o bonde que nunca viaja vazio…). Um dia reproduzo as letras aqui, vale a pena. Sortuda, eu, ahn? Dia de luz, festa de sol, subo no 473 na Lagoa… e este é meu Rio de todos os dias. A paulistana embasbacada senta na janela e, diariamente, admira a paisagem. Não cansa… a Lagoa, o Cristo, os morros, as pessoas. Até o túnel Rebouças tem seu charme – quando o ônibus entra, parece furar um portal na floresta. Pura imaginação. Do outro lado, um Rio mais feio, o Rio Comprido. E minha viagem cessa na pior hora, quando lembro que o Rio não é só comprido, mas também dividido. Tudo bem, vai. Já descobri um jeito de não me chatear tanto: é só lembrar que este Rio ainda rende outros sambas… e a maioria deles é maravilhosa.

4 Comments so far

  1. letícia (unregistered) on July 5th, 2006 @ 1:01 pm

    seja bem-vinda!


  2. Mariana (unregistered) on July 5th, 2006 @ 11:02 pm

    Um dia um chefe me disse para sempre desconfiar de quem chega no trabalho de cabelo molhado. Quem mora perto demais não tem esses 20 minutinhos dentro do ônibus para pensar em imagens tão belas…


  3. Juliana Birdª (unregistered) on July 11th, 2006 @ 12:13 am

    CriaHumana,
    O Rio te deixou mais inspirada, hein?! Que orgulho me dá ler textos tão lindamente escritos pela mais carioca das carcamanas! Muito amado, amiga!


  4. JuBirdª (unregistered) on July 11th, 2006 @ 12:16 am

    não, não, seu texto sempre foi maravilhoso! O tema aqui é que é mais inspirador…



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