Um capricho à toa
- Bom, mas você sabe como é que se trata uma arritmia cardíaca como a tua?
- Remédio, né?
- É, também, mas tem um procedimento mais rápido: te levam prum centro cirúrgico, te dão um baita choque com um aparelho chamado cardioversor, e aí o teu coração pára. Em seguida te dão um outro choque, dessa vez menor, e o teu coração volta a bater, só que no ritmo certo, entendeu?
- Entendi… Bom, que fazer, vamos lá: marca isso aí então. Mas marca no São Vicente de Paulo.
- Há hospitais melhores, Adalberto…
- Não, doutor: se é pra eu morrer e nascer de novo, me dá essa alegria de nascer outra vez tijucano.
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Coração suburbano!
Lembrei de uma história de Aldir Blanc. O cara subiu pelado numa árvore na Saens Pena gritando que a Tijuca era uma merda e repetia isso sem parar. Quando viu a ambulância do hospício chegando, gritou: “Pinel não, porra!!!! Aqui na Tijuca a gente tem nosso próprio hospital!!!”
Corrigindo a fala final:
“Pinel não, porra!!!! Aqui na Tijuca a gente tem nosso próprio HOSPÍCIO!!!”