Mirante

Cheguei às 12h45 no Santos Dumont. Tava vindo de Curitiba.

Sentindo de novo aquele cheiro de fumaça e água salgada parada, tive momento de turista em mirante naquela passarela ali em frente ao aeroporto.

De um lado tinha um mendigo esfarrapado com um farrapo na mão dando um brilho caprichado em seu sapato de couro preto. E o grupo de taxistas comendo na praça, em mesas de ferro dobráveis com tampo forrado de plástico.

Na minha frente, subindo a passarela, a moça nem feia nem bonita de quadril grande, rebolante e desleixado, vestida de roupa de trabalho, modelitos mais caros da C&A.

Lá no alto, à esquerda, a baía banguela e aqueles morros bonitões que tem na beira.

Do outro lado, uma roda de evangélicos – uns de terno, uns de uniforme de empresa de limpeza – na esquina da Marechal Câmara cantando hinos. E o moleque sentado na barraca do camelô do pai-ou-tio ouvindo um mp3player genérico.

É bom estar em casa.

Comé Nuno? In english here.

2 Comments so far

  1. Cesar Cardoso (unregistered) on July 13th, 2006 @ 11:57 am

    Sensacional. É a mesma sensação que sinto toda vez que volto ao Rio, de ‘estar em casa’, mesmo estando há quase 3 anos longe da cidade…


  2. letícia (unregistered) on July 13th, 2006 @ 12:54 pm

    o santos dummont é uma maravilha.

    quando chego no galeão tb penso “é bom estar em casa”, mas rola um fedor absurdo que me atrapalha.



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