A campanha que nos acompanha

Timidamente, a campanha eleitoral começa no Rio de Janeiro. Aos poucos, a cidade é tomada por números e rostos, de todas as cores, de todos os sorrisos, de todos os cabelos, para todos os gostos ou para todas as dúvidas. As primeiras faixas aparecem nas esquinas, estendidas por matutos que passam o dia tomando conta delas. Bandeiras, outrora das cores dos times do Rio, agora colorem as ruas com os números das legendas partidárias. O homem que distribui propaganda de dinheiro fácil no centro divide espaço com o militante pago que espalha santinhos de um candidato. Carros de som entoam jingles pegajosos e deixam no ar mensagens de falsa esperança: educação, saúde, segurança, emprego, lazer, tudo vai melhorar. Assim, de zás trás. Encerram o palavrório com o nome do candidato, devidamente seguido por algum slogan pouco criativo. “Por um Rio melhor”. “O Rio que você merece”. “O Rio que a gente quer”. Não raro, acrescentam, quase que por dever, o tradicional pedido: “conto com seu voto”. Enquanto eles contam com nosso voto, eu conto os dias para que isso tudo acabe e a cidade volte ao normal.

4 Comments so far

  1. maíra (unregistered) on July 20th, 2006 @ 4:55 pm

    ahhh… mas agora todos os jingles são funkão! “sessenta-e-nove, é mauro naves, deputado a gente gosta…” :P
    beijo!


  2. Nuno Virgílio (unregistered) on July 20th, 2006 @ 5:18 pm

    O dinheiro, o que me impressiona é o dinheiro que esses caras gastam pra bancar a festa da democracia.

    É claro que a conta disso tudo vai pra mesa dos Marcos Valérios desse imenso Brasil!!


  3. Fernando paiva (unregistered) on July 20th, 2006 @ 5:56 pm

    Chamaria de farra da democracia. O que eles torram com a campanha é muito mais do que receberão com salários durante o mandato. Das duas uma: ou estão de olho em maracutaias ou as campanhas são bancadas por empresas interessadas no apoio dos parlamentares para aprovação de determinados projetos de lei (ou veto de outros). Não tenho dúvida de que na maioria dos casos o que menos importa é o interesse do eleitor. São poucas as exceções…


  4. LP (unregistered) on July 20th, 2006 @ 6:42 pm

    Tenho um irmão intelectual que mora em São Paulo que diante de uma situação dessas diria o seguinte: só enfiando a porrada!



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