O herdeiro do império GLOBO

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Nesta última sexta-feira, por ocasião de uma reunião de trabalho, conheci um sujeito chamado Paulo Marinho, que vem a ser o herdeiro do império, do conglomerado, da mega corporação de comunicação brasileira chamada Organizações Globo. Não me espantaria caso tivesse sido apresentado a um cara que se crê acima do mundo dos mortais, presunçoso ou arrogante por conta de uma interpretação equivocada da enorme resposabilidade e do enorme poder cultural, político e sobretudo financeiro que ele já tem e um dia terá de maneira definitiva. Pelo contrário: o cara é simpático, bem-humorado, fala e se veste normalmente e aparenta ser bem pé-no-chão. Fiquei supreso; agradavelmente supreso. Me flagrei matutando depois sobre o tamanho da empresa que um dia ele vai herdar e tudo o que ela representa em nosso país, e principalmente refletindo sobre sucessões e heranças. Não exatamente sobre os aspectos financeiros. É interessante como – num caso como o do Paulo Marinho, neto do fundador recentemente falecido – ele pode representar ao mesmo tempo, e em igual intensidade, a total continuidade ou a total ruptura.

Como cada um de nós ele não pediu para nascer. Ainda assim nasceu, e já nasceu sucessor de um colosso; tendo crescido e se definido enquanto indivíduo neste universo, sendo obrigado a digerir uma tonelada de informações – e talvez inevitavelmente passando a ter suas próprias opiniões e maneiras de ver cada aspecto de seu mundo global. Não são mérito dele todos os acertos da empresa no passado – e no presente; e ninguém jamais poderá culpá-lo pelos crimes e erros que a empresa supostamente já cometeu. No caso de uma sucessão como esta, é como se tudo se resetasse. Como se fosse uma alemanha onde a atual geração não pode mais ser culpada pelo holocausto feito por seus avós; tampouco parabenizada pelo levante industrial que hoje a torna capitã da Europa. Ele poderá aprender ou não com o que já foi feito, poderá ouvir ou não seus tutores, acionistas e/ou advogados; talvez até resolver surtar e tomar as rédeas da empreitada, mirando toda a energia e o poder da corporação em outras direções, com outros intuitos e missões. Que a força esteja com você Paulo, uma vez que é fato que – pelo menos – uma das letras da palavra Brasil será de sua propriedade!

3 Comments so far

  1. Gleidson (unregistered) on July 31st, 2006 @ 10:09 am

    Casa com ele!


  2. Cid Andrade (unregistered) on July 31st, 2006 @ 11:05 am

    Sempre que você ouve falar sobre algum homem rico, casamento é a primeira coisa que te vem à cabeça? ;-) (respeito suas opções, não se preocupe!)


  3. Gleidson (unregistered) on July 31st, 2006 @ 12:01 pm

    rsrsrs boa essa! rsrsrs



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