Um bonde chamado desejo

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Tá escrito lá em letras brancas sobre fundo rosa: Carro exclusivo para mulheres. E em rosa sobre fundo branco: Seg. à Sex. das 6h às 9h e das 17h às 20h. Entretanto eram umas 17:30h e tava cheio de vagabundo lá dentro. Confesso que a primeira vez que vi o carro senti uma sensação meio estranha… a de pertencer a alguma categoria de animal, um predador perigoso e destrutivo, que precisa ser afastado…
Não acho boa idéia. Vem agora a lembrança ingênua e romântica daquele dia em que uma mulata bem fornida se aproveitou de mim dentro de um 157, lotado — não foi brincadeira o approach dela, não! — pegando todo aquele trânsito engarrafado de Ipanema em direção ao Humaitá, pela Lagôa. Meus amigos, Tenessee Williams perde…

PS: Coloquei este post na categoria “esporte”. Na falta de outra melhor, acho que está bem ali.

6 Comments so far

  1. Nix (unregistered) on August 3rd, 2006 @ 7:00 am

    Steeeeeeeelllaaaaaaaaa!
    É esporte mesmo. Não precisa se preocupar com isso.


  2. maíra (unregistered) on August 3rd, 2006 @ 1:47 pm

    caramba, lp! estava escrevendo justamente sobre isso… o que não é a sinergia, não? rs
    beijo.


  3. Nuno Virgílio (unregistered) on August 3rd, 2006 @ 2:23 pm

    Outro dia, pra não viajar junto com a Raça Fla no metrô, peguei o vagão rosa. Uma coroa ficou me encarando de Copacabana até o Largo do Machado, onde eu desci.
    Deu vontade de dizer: “Não repara não, vó. Meu nome é Solange e essa barba aqui é tratamento hormonal”.


  4. letícia (unregistered) on August 3rd, 2006 @ 3:43 pm

    eu pegay esse vagão duas vezes.
    eu gostei.

    já me enervei muito com rapazes assanhados dentro do metrô às 18:37.


  5. Leo Lichote (unregistered) on August 4th, 2006 @ 4:25 pm

    Entrei nele distraidamente umas 19h de um dia desses.

    Tava lendo jornal. Dei uma olhada rápida em volta, algumas mulheres olhavam para mim. Uma, que estava sentada me encarando, disse “mulher”.

    Antes de achar que tava no meio de um filme do David Lynch, um guarda bateu no meu ombro e me mandou sair, explicando. As portas ainda estavam abertas. Saí e entrei em outro.

    Talvez a lei seja útil de verdade para as moças que não estejam a fim de corresponder ao aprochego – como fez a (louvada seja) amiga do LP. Mas acho o carro rosa tão esquisito quanto escola que tem recreios separados para meninos e meninas.


  6. Clarisse (unregistered) on August 7th, 2006 @ 10:12 pm

    Peguei algumas vezes. Na estréia, confesso que me senti pela primeira vez como se fosse parte de alguma minoria indefesa que precisasse de um vagao especial, com guardas na porta (dizendo “senhores, com licença, esse vagão é das mulheres”) para evitar ameaças.
    Foi uma sensação bizarra, como se mais a frente pudesse haver um vagão apenas para idosos, outro para anões, e mais um então somente para judeus. Acho que precisaríamos de trens enormes, estações enormes, assim cada qual ficaria bem seguro em seu vagão-minoria.

    O foda é o seguinte: continei pegando, mesmo achando uma estupidez a existência do vagão… simplesmente porque é mais vazio do que todos os outros….



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