Rio, esta tábua de queijos

Vendedor de queijo coalho em algum trecho da orla.
Foto: Cultcha.org
Ao tentar explicar o bairro do Humaitá a uma pessoa, me safei com essa: “É parecido com a ricota: faz bem à saúde, mas não tem gosto de nada”.
No entanto, a cretina analogia láctea é aplicável a outros bairros da cidade. Vejamos:
Jacarepaguá = queijo suíço: cheio de buraco
Copacabana = queijo coalho: safado, contaminado, ilegal, mas no fundo todo mundo come lambendo os beiços
Tijuca = requeijão: meio queijo, meio leite, meio catupiri, meio um monte de coisa
Barra da Tijuca = cheddar: requeijão americanizado
Madureira = queijo prato lanchão: popularzão e essencial
Centro e Botafogo = roquefort: caracterizados pelo odor forte
Ipanema, mais precisamente o Posto 9 = queijo cottage: drenado, mas não prensado (morô?)
Leblon = brie: macio, pálido, afrancesado e amadurecido embaixo do saco do Manoel Carlos


odeio queijo desde que me conheço por gente. abri uma comunidade no orkut que é “não gosto de queijo”, com mais de 150 pessoas.
um amigo londirno q tb odeia queijo, comentou sobre o cheiro do queijo coalho, quando esteve nas praias cariocas:
“man… this is foot-ass cheese”