Quando só não vê quem não quer
Um turista português de 19 anos foi morto hoje de manhã durante um assalto na praia de Copacabana.
Tô aqui pensando em como começar qualquer comentário a respeito desse triste episódio, mas as possibilidades são tantas que eu me confesso perdido.
Uma coisa é certa: não pra dizer que a praia de Copacabana é um lugar tranqüilo e policiado. Sou morador do bairro, adoro vagar pela orla, mas em determinados trechos (como do Copacabana Palace ao Posto 2, por exemplo), e particularmente em alguns horários (como nos fins de tarde), a praia de Copacabana está entregue às moscas.
Por diversas vezes eu me senti na beira de ser assaltado ali. Durante uma época, quando eu jogava vôlei toda semana à noite como uma galera no Posto 3, vi diversos assaltos a turistas desavisados que tiravam o começo de noite pra passear na faixa de areia mais próxima à água ou fumar seu baseado debaixo das estrelas.
Os trechos da orla com coqueiros, então… Costumo chamá-los de Gotham City: só tem morcego, olhinhos brilhantes esperando a hora certa de pular em você.
Em resumo: tudo é muito óbvio, tudo é muito nítido, menos pra polícia, que nunca está lá, e especialmente nos lugares onde todo mundo sabe que sempre rola uma merda dessas.
E amanhã, claro, vai ser aquela novena: o comandante explicando no jornal que foi um ato isolado, mas que mesmo assim vai reforçar o policiamento na área, aí a Globo põe um cinegrafista de plantão flagrando outros delitos à luz do dia, a polícia prende meia dúzia e blablablá: voltamos às obras atrasadas do emissário e afins.
Ô, meu saco…
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Esse papo de Posto 2 ao Copa e Gothan City me inspirou a vestir uma fantasia e me transformar em um vigilante noturno.
Falta só uma herança gorda pra que eu arrume um monte de gadgets bacanas pro meu cinto.
Agora sério: A orla pelo Lido (assim como a Praça do Lido) não são pra amadores. Eu moro aqui e sei qual é, mas te digo que não vejo assalto simplesmente por que evito essas duas áreas (mais por causa do sol do que pelos punguistas). O policiamento do Lido gira em torno da proteção as àreas de prostituição e segue suas próprias leis. Não sinto medo ao andar de madrugada por aqui, mas também não me sinto seguro andando aqui ou em qualquer parte do Rio.
eu tenhoe ssa coisa boba de ficar muito mais triste quando um gringo morreu no nosso país. primeiro pq a maioria sempre está aqui de férias, o que lembra felicidade. daí que morrer nas férias, num outro país é uma tragédia, sem fim. segundamente pq é todo um problema que acredito eu, os pais nessa hora não tem cabeça para resolver: IML, avião, avisar à família no país… terror, terror.
estava ouvindo uma múisca quando li seu post, fui lá no link doglobo e desliguei a música.
fiquei triste. mesmo.
tb já quase fui assaltada no calçadão. e 2 amigos já foram. levaram a mochila coom óculos e aparelho dentário. terror, terror.
me deprime.
até desliguei a música. um horror.
escrevi tão estabanada, tá cheio de erros o comentário acima, mas vc entendeu, vai…
é… engraçado porque crimes assim são revoltantes e ponto final. mas uns sempre revoltam mais. pra mim foi o fato do cara ter 19 anos. porra!! 19 anos !! muito triste.
É Cruel escrever mas, como chorar pelo leite derramado não adianta, a unica coisa que penso é que é uma pena ver o Assassino/Bandido vivo na foto do jornal.
vc errou. não teve nada disso. a repercussão na globo foi inexplicavelmente fraca. o jornal nacional deu uma nota coberta de apenas uns 20, 30 segundos sobre o caso…
“morreu hoje um fulano portugues na praia de copacabana. e vamos agora a previsão do tempo”
Nem me fale em assalto naquele pedaço da orla. Já passei cada uma ali, principalmente quando costumava caminhar a noite.
Este episodio é o fim da picada.
ps: to com o lap top gringo e nao sei onde estao os acentos. so lamento.