Ishkam pak do men dazastanesh (“eu nunca vou esquecer”, em búlgaro. juro.)

Porque:

1. Não há de ser o medo da loucura o que nos obrigue a por a meio pau a bandeira da imaginação.

2. O surrealismo te introduzirá na morte, que é uma sociedade secreta. Te enluvará a mão e enterrará o profundo M da palavra Memória.

3. A cor das meias de uma mulher não é obrigatoriamente igual a cor dos seus olhos.

4. Jesus nasceu em Belém/ Conseguiu sair Dalí/Passou por Tamataí/Por Guarabira também/Nessa viagem de trem/Foi Pará no entroncamento/Não encontrando aposento/Dormiu na casa do cabo/Juntou cuscus com quiabo/Diz o Novo Testamento (Zé Limeira)

5. Pode-se dizer que a palavra dada se presta facilmente a trocadilhos. Foi um pouco por isso que nós a escolhemos (André Breton)

6. Em nome de um romance-em-cena.

7. Um pouco também porque os urubus não cantam (por que será?)

Não percam O púcaro búlgaro, em cartaz até o dia 27 de agosto no Teatro Poeira. Se puderem, escolham a fila B ou C, não se prestem a saltos ou calças apertadas, não queiram saber a hora, nem estejam com fome. Um bom amigo dado a abstrações e risadas nonsenses ao lado também é útil, muito útil.

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