Tudo o que você sempre quis saber a respeito da vida sexual da Xuxa
A vida sexual da Xuxa deve ser certamente um assunto muito instigante mas hoje eu não vou falar sobre isto. Qualquer dia, quem sabe, mas hoje não. Neste momento eu gostaria de comentar a respeito da teoria da redefinição paradigmática dos enunciados.
Semana passada soubemos que três novos corpos celestes entraram para o seleto grupo dos planetas que compõe o nosso sistema solar. O mais interessante é que isto se deve apenas à mudança dos critérios na conceituação daquilo que vem a ser definido como um planeta. Até então, planeta era definido vagamente como um objeto sem luz própria que orbita uma estrela. Recentemente a União Astronômica Internacional resolveu que, doravante, planetas serão identificados como corpos celestes rígidos com massa suficiente para ter gravidade tal que lhe dêem forma hidrostática equilibrada (quase esférica) e gravitem em torno de uma estrela, não sendo nem uma estrela nem um satélite de um outro planeta. Bem, estas novas convenções acabaram por incluir na categoria de planeta três novos indivíduos celestiais: Ceres, Xena e Caronte. Provavelmente os três primeiros animais que aparecerem em nossas praias ganharão estas alcunhas antes de morrerem com o salvamento desastrado do GMAR. Imagino também algum pai metido a cientista considerando a possibilidade de batizar seus pimpolhos com estes nomes.
Se você não consegue vencer seu inimigo junte-se a ele. E se você não consegue resolver um problema, reformule a questão, de modo que o que era antes considerado um problema agora seja a própria solução.
Nossa imensa criatividade política criou o ‘favela-bairro’, um passe de mágica genial que transforma, apenas na sua mera redenominação, um lugar inóspito e inadequado em um ambiente habitável e acolhedor. Dão uma pintadinha em alguns barracos e coisa e tal mas no frigir dos ovos tudo continua igual. Existem outros precedentes mas o grande perigo dessa prática é que inventem agora o ‘bandido-cidadão’.
Vocês vejam, estamos prestes a reeleger como presidente um dos maiores canalhas, mentirosos e cínicos que ‘este país’ já produziu. O grande legado de Lula para o país será exatamente a lição - aprendida e assimilada docilmente - de que os fins justificam os meios, ou seja, o crime compensa.
A aplicação desta teoria, eu acho, é meio caminho andado para resolvermos nossos diversos problemas e entre eles a questão da criminalidade e da violência urbana. Senão vejamos. Doravante, segundo a teoria da redefinição paradigmática dos enunciados, vamos reconceituar tudo aquilo o que era antes - antiquadamente - considerado crime e, em conseqüência, os que eram considerados criminosos, acabando de vez com estes imbróglios. Não é preciso muito esforço mental sociológico para se estabelecer que Beira Mar e Marcola são os novos Robin Hood e que cumprem, bem ou mal, o seu papel na sociedade. Alguém tem que vender as drogas que a população necessita e se o estado se recusa - por princípios morais - a executar esta tarefa é natural que alguns se aproveitem e preencham esta lacuna no mercado.
Então vamos deixar de frescura e vamos direto ao assunto. Traficar drogas agora não é crime. Pronto. Acabamos com o problema do tráfico de drogas e suas conseqüências. A pedofilia incomoda? Acabamos com isto criando o ‘pedófilo-amigão’. Transgressões e delitos diversos, mensalões, sanguessugas, dutos para desvios financeiros de todo tipo, contrabandos e sonegações fiscais, de agora em diante nada disto será considerado crime. Só mesmo a boa e velha relatividade einsteiniana mitigada com o nosso jeitinho brasileiro para resolver estes problemas, que afinal, não são tão problemáticos assim.


depois de duas semanas away, o bicho volta em alto estilo.
ps: quanto aos planetas, fiquei preocupada com a astrologia…hahahahahahaha! isso muda tudo.