Aleluia

Sexta-feira, o sol vai naufragando como um transatlântico, e com ele arrasta tudo: prazos, papéis, sorrisos de elevador, o despertador às sete e meia da manhã, tudo em mim que é profissional e especializado. Agora é eu, amador e sem diploma, agora é nóis. Bermuda velha e barba por fazer, caiam sobre mim!
Demorou, pra variar, mas a gente venceu outra guerra contra a semana de trabalho. É isso, irmão, chuta o cachorro morto: foi-se a semana. Porque amanhã e depois não contam, e a gente nem vai precisar de relógio, só vai voltar a pensar nisso assim que escutar a música do “Fantástico” às vinte e duas e trinta de domingo.
Gangorra boa: a sexta-feira de trabalho desce e a gente sobe no empuxo dela. As pessoas lá embaixo correndo, mas não de pressa. É dança mesmo, porque o primeiro minuto do fim de semana é o melhor de todos, porque nele cabe tudo que a gente sonha e não pode ser - mas ainda espera, nem que o milagre.
A noite será de sexta, por isso boa de qualquer jeito, e há um boato forte em cada esquina: sábado de sol pela frente - e essa notícia numa sexta carioca vale mais que o spread, a plataforma do candidato, os mortos no Iraque (o deles e o nosso). Vale mais até que a escalação do Mengão pro jogo de domingo, vejam vocês.
Sexta-feira, o sol vai naufragando, um transatlântico. E a gente dançando em torno dele até cansar e cair no chão como as aleluias do Fernando Paiva.


Valeu pela visita Nuno ! =)
Abraços!!
Malditas aleluias invadiram hoje de novo!!! Leio esse seu texto com as luzes da casa apagadas e as cortinas fechadas….
Belo post, Nuno!
a semana é sempre uma guerra.
vivam os finais.