Velhas chuvas
Não me lembro dessa chuva aí de baixo, a chuva da Letícia. O que me faz achar que antigamente eu me lembrava mais das chuvas, aquelas chuvas da infância, talvez porque fossem as primeiras, talvez porque ainda não soubesse como elas são feitas e acreditava naquelas coisas de que o trovão era o Papai do Céu jogando boliche e que o temporal era o Papai do Céu faxinando a casa com baldes d’água e a minha mãe cobrindo os espelhos da casa que atraíam raios e mandando desligar a TV com medo de que ela explodisse com um raio e do do raio que um dia caiu no quintal e abriu o mamoeiro em dois.
No entanto, delírios nostálgicos da infância perdida à parte, tenho a impressão de que há 20, 20 e poucos anos, havia mais chuvas de verão no Rio, ou elas eram mais memoráveis (hoje em dia elas são inesquecíveis somente quando viram enchente e tragédia).
É impressão minha ou no verão chovia mesmo TODO DIA à tarde aqui no Rio, como me faz crer a memória? Daquelas chuvas de verão bíblicas, lembram?
Assim: meia hora de dirty sex embalada por uma sinfonia de Wagner, e pá-pum: a chuva estancava e abria um sol embaçado de fim de tarde, e os passarinhos voltavam a piar, agora ao som de Mozart e cigarras renascendo das cinzas, a esperança e o amor no ar depois da tempestade, como nos desenhos da Disney.
Né não ou é só nostalgia?
ps.: Chuva de verão com sol depois = sexo bom com um grande amor
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gente… o mundo caiu aqui na tijuca, domingo passado.
mas realmente antigamente chovia mais… ou na nosa cabeça…
hahaahahahaha chuve de verão = sexo, muy bueno.
amanhã, PUNHK! até o caroço!
Eu me lembro de uma seqüência de 5 terças-feiras seguidas de chuva em 2002. Só.
Mas acho que não chove-se mais como antigamente. :P