De ponta-cabeça
O Rio de Janeiro é engraçado.
Na semana passada, todos os jornais noticiaram a intenção de colocar mais 100 pardais na cidade para coibir a direção em alta velocidade. Para quem não mora no Rio, pardal é o mesmo que radar, aquele que monitora os carros dia e noite fotografando os apressados. As notícias atentavam para a indústria da multa, e de como os radares serviriam para coletar dinheiro dos pobres motoristas.
No Rio, a fiscalização é bem peculiar, já que a lei exige que cada pardal tenha sua localização avisada. O infrator prevavido pode entrar no site da CET-Rio e conferir a posição dos pardais, ou contar com outra ajuda: a marcação no chão. Sim, antes de qualquer pardal há a famosa inscrição “fiscalização eletrônica”. Assim, o infrator tem tempo para reduzir de 150 km/h para 80 km/h e escapar de ser fotografado e multado.
Experimente: pegue um carro em direção à Barra da Tijuca. Antes de chegar em São Conrado, cuidado, pois há um pardal no túnel. Depois, é sentar o pau até o final do bairro, quando outro pardal surge. Aproveite a suibida para o túnel e acelere mais um pouco, depois serpenteie entre as curvas com vista para o mar e dispare até a Av. das Américas. É diversão garantida.
E se você acha que os pardais móveis fogem da política de delimitação da infração, fique tranquilo. O site da CET-Rio também mostra onde eles podem se encontrar. Bom, né?
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no rebouças (sentido zona norte) não tem pardal.
já vi taaaaaaaaantos acidentes… é uma reta bizarra… eu mesma já coloquei 180 numa noite com o meu irmão, no carro de papai.
pra nunca mais…