“Legalidade móvel”
Apesar do título paulistano (aqui no Rio a gente usa “de cabeça pra baixo” em vez de “ponta-cabeça”. assinado: o Chato), o post do Marcelo me fez perceber que a Cet-Rio é realmente chegada a essa história de “legalidade móvel”, aquela que vale aqui e não ali, no metro seguinte de asfalto, como os radares.
No caso, a relatividade da lei não se aplica unicamente à variável espaço, mas também à variável tempo: por exemplo, há lugares na cidade em que as vagas são administradas pela companhia de trânsito, com guardadores uniformizados, bonitinhos, de crachá e tudo, e que (quase sempre) te dão um talão como comprovante de que você pagou pra estacionar.
Pefeito, tudo no esquema, mas só até às dez da noite, hora em que os guardadores vão embora (ou tiram o colete…) e aí é a vez dos insuportáveis flanelinhas estuprarem a paciência dos motoristas, em alguns locais cobrando - com seu assalto a título de uma forcinha aí, amigo! - DEZ REAIS (cinco vezes mais que o cobrado pela Cet-Rio até 21h59) pra que você volte e encontre seu carro inteiro.
Ou seja: há lei, há ordem, mas só neste trecho da Avenida das Américas, ou somente entre sete da manhã e dez da noite.
Isso aqui, ô ô, também é um pouquinho de Brasil iá iá.
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Coincidência das coincidências: não programei nada, só vi isso depois, mas este post foi ao ar exatamente às 21h59, hora em que a lei acaba e a Cinderela Bandida sai pra passear.
Agora, se vocês não querem acreditar, o problema é de vocês.
Po, cara… 10 reais?!?! Que isso…
Dá um sorriso pro cara, aperta a mão, chama de amigo que ele pega 5… se você for convincente aceita até 3, po!
rs
Não tenho carro, Gleidson. Na verdade, eu não tenho nem carteira. Bom, já que chegamos até aqui eu posso me abrir com você: eu não sei dirigir.
Mas pra flanelinha eu dou, no máximo, um “boa noite”. E bem debochado.
talvez seja melhor dar um vai-tomar-na-olhota-,porra!, porque a rua é pública…
eu nunca dou mais de 3 reais pra flanelinha, faço o maior teatro…
“meu carro nem tem som, olha querido… eu sou atriz, cê já me viu na TV? pois é, tô na merda…”
hahaahahha
Marcelo, se tu faz isso, você volta sem uma porta do carro.
E Nuno… rs… tudo bem… veja meu caso: tenho habilitação, mas não tenho habilidade! Já há mais de dois anos!