Assalto tabelado

Os táxis da rodoviária Novo Rio sempre tiveram má fama na cidade. Já ouvi toda a sorte de histórias contra a reputação desses motoristas, desde taxímetros adulterados, até roubo de malas, passando pelo clássico golpe de fazer um trajeto maior do que o necessário. Isso quando não aconteciam as três coisas juntas. É de praxe alertar os amigos que chegam de ônibus ao Rio de Janeiro: jamais, em hipótese alguma, peguem táxi na rodoviária!
Então, para dar um basta nessa má fama, qual foi a solução encontrada pela associação de taxistas do local? Tabelar o assalto! Sim, agora o preço é pré-fixado por uma tabela, de acordo com o destino da corrida. Ignorando o que manda a SMTU (Secretaria Municipal de Transportes Urbanos) o taxímetro é dispensado. Obviamente que o preço da tabela é bem acima do que seria com o taxímetro. Eu, de mané, paguei hoje R$ 10,50 para ir da Rodoviária até a Praça da Bandeira. Uma corrida que em qualquer outro táxi custaria em torno de R$ 7. E nem posso reclamar, o preço está numa tabela que vi antes de entrar no carro. No Brasil é assim: se está escrito, se está assinado, se tem um carimbo, então é lei, tá valendo e ponto final. Na prática, foi um assalto acordado entre as partes. Eu sabia a priori quanto ele ia me roubar e ele sabia quanto eu estava disposto a ser roubado. Então tá certo. Coisa de cavaleiros. Foi um assalto como deviam ser aqueles no século 18 na Inglaterra da minha imaginação, mas movido a gás natural veicular.

3 Comments so far

  1. Marcelo (unregistered) on September 4th, 2006 @ 8:30 pm

    No Galeão rola algo parecido. Você chega, é assediado, combina seu preço com o piloto e pronto. Nada de taxímetro, esse aparelho antiquado e correto demais.


  2. letícia (unregistered) on September 5th, 2006 @ 11:04 am

    é uó isso.

    quantas vezes já voltei de ilha grande, sp ou bahia, com o dinheiro quase no fim, e um taxi que daria uns 11 reais, ultrapassa a faixa dos “15 reais”…

    grrrrrrrr


  3. maíra (unregistered) on September 5th, 2006 @ 11:17 am

    sofri à beça com isso nas minhas idas-e-vindas de petrô… ródi. mas logo aprendemos – mamãe e eu – a atravessar a rua: três passinhos e pronto, o taxímetro entra na moda de novo. :)
    muito doido esse tal de rio de janeiro…



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