Grito dos excluídos

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Neste 7 de setembro, dia da independência, a avenida Presidente Vargas, no Rio de Janeiro, foi tomada por dois desfiles antagônicos. Uma pista foi tomada pelos militares, que rumaram em direção à Candelária, exibindo seus armamentos e seu patriotismo. Na outra pista, caminhando no sentido contrário, em direção à estátua de Zumbi dos Palmares, na Praça Onze, havia centenas de manifestantes dos mais diversos movimentos sociais: sem terra, sem teto, militantes negros, feministas, sindicalistas etc. De um lado, o silêncio das armas. Do outro, o grito dos excluídos.

5 Comments so far

  1. maíra (unregistered) on September 8th, 2006 @ 11:39 am

    gente, em pleno dois mil e seis, né… armamento simbolizando patriotismo(hein?) e passeata dos excluídos que inclui movimento de preto e de mulher… pelamordedeus. cara, o ser humano faliu. na boa.
    :|


  2. Nuno Virgílio (unregistered) on September 8th, 2006 @ 12:58 pm

    Concordo com a Maíra. O mundo está precisando um update pra ontem.

    Vi o desfile de Independência uma vez, há exatos cinco anos – e quatro dias antes do 11/09, por isso gravei a data.

    É ridículo – pela proposta, pela pompa, pela pobreza das nossas Forças Armadas, se considerarmos o poder de fogo somente do G-8 (fica no ar aquela coisa de “sou pobre, mas sou limpo!”) e pela possibilidade de um canhão ou de uma tropa armada com fuzis despertarem orgulho em alguém.


  3. LP (unregistered) on September 8th, 2006 @ 6:15 pm

    Viram a carinha de satisfação do Lula ali do lado da Dona Mariza?

    A pergunta que não quer calar: Qual é a diferença entre esse sem-vergonha e aqueles muquiranas Morales e Chaves?

    Ai-ai! E pensar que vai ser eleito em primeiro turno.

    Nestes momentos faz um mal danado a nação esse negócio de brasileiro cordial. Cadê aquele velhinho que deu uma bengalada no Zé Dirceu? Esse é o nosso verdadeiro herói. Esse merece estátua em praça pública.


  4. LP (unregistered) on September 8th, 2006 @ 7:04 pm

    Ah Maíra, vc não deve mais escrever ‘preto’. A palavra correta é ‘negro’. O problema não é o mal em si. O problema é o NOME do mal em si. No caso, o problema não é o preconceito que existe em todos os cantos do mundo entre pessoas de todas as etnias. O problema é o NOME do problema. A lógica é simples: se vc mudar o nome do problema vc acaba com ele.
    O mesmo se faz em relação às leis, por aqui. As leis não são respeitadas? Criam-se novas leis. E assim vamos, tapando sol com peneira, alimentando vagabundos e dando sopa pro azar.
    Aliás pelo simples fato de vc ter escrito ‘preto’, vc perpetrou, retroativamente, todas os crimes cometidos contra uma etnia oriunda de uma certa região da África. Eu já me arrependi de ter escrito a ‘estátua anã do New York City Center’. Corrijo: a ‘estátua perpendicularmente prejudicada do New York City Center’. Muito melhor agora.


  5. letícia longe de casa (unregistered) on September 9th, 2006 @ 6:41 pm

    o mundo faliu, na boa – II a missão



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