O Carnaval vem aí! Demora um pouco, mas vem.

Não gosto muito de Carnaval. Sempre foi assim. Toda vez que o Carnaval estava chegando eu me estressava. Só de escrever este post eu já dei uma estressadinha. As únicas coisas boas desta ocasião, pra mim, eram os cinco dias de feriado, porque dava pra ficar de bobeira, ir ao cinema ou então viajar. Depois, mais velho, aprendi que enchendo bem a cara - muito mesmo - era possível aturar aquelas mesmas marchinhas de cem anos atrás, aquelas pessoas arrastando os pés debaixo do sol, alternando os dois dedinhos para cima e entoando “E as pastorinhas, Pra consolo da lua”, etc. Noel Rosa que me perdoe mas eu aprendi que Carnaval era bom pra pegar mulher, isso sim! Ia pro boteco ou comprava a garrafa de cana com os amigos, enchia a cara e depois saía na rua bastante bêbado, arrastando os pés, alternando os dois dedinhos pra cima, entoando “E as pastorinhas, Pra consolo da lua” e só pegando a mulherada que dava sopa no caminho. Na verdade acabei repetindo este ritual dezenas e dezenas de vezes em dezenas e dezenas de ruas de cidades diferentes: São João Del Rei, Ouro Preto, Recife, Olinda, Aracajú, Natal, Fotaleza, São Luis, Santa Rita do Passa Quatro, Ilhéus, Piúma, Fortaleza, Friburgo… namorei e bebi bastante pelo Brasil afora. Detesto Carnaval mas sou um grande folião, after all. Ultimamente tenho saído em uns blocos de rua aqui no Rio. Todo ano surgem novos blocos de rua por aqui. Até que são divertidos. Eu gosto menos daqueles que tocam apenas, única e exaustivamente a sua própria marchinha ou samba-enredo do ano. É muito chato mesmo. No ano passado saí no Quizomba e improvisei uma barba de Bin Laden feita com serpentina que catei na rua. Fez sucesso entre o povo. Ano que vem estou pensando em me fantasiar de “eleitor feliz por morar em um país de ladrões e corruptos”. Não sei bem como vai ser, mas a máscara será feita em madeira, isso eu já sei.
Foto: detalhe de Lula de Pelúcia, do companheiro Raul Mourão.


Sempre passei carnaval no mato, até me fantasiavam, e às vezes eu ficava felizinha. Mas só fui entender MESMO o que era CARNAVAL, em 2005, quando comecei a gostar de caipirinha, e subi pra santa tereza. tenho pânico de multidão, mas com as amigas bacanas, tudo fico divertido.
O mais lúdico é ver gente velha com sorrisão e crianças quase explodindo de tanta excitação. Maravilha.
Minha fantasia esse ano foi meio doente. Mas ano que vem, se eu não voltar a passar o carnaval no mato, acho que vou de Olívia Palito. Ou pinto um coração na cara e tá tudo bem.
Aliás, descobri que eu sou confete!
Só pra quem pode, né minha gente…
(:
Boa, LP.
Topo ser o sócio número 2 do Bloco dos Babacas.
mandei um mail para o sean, pra ver se o comentário vai entrar ou não, hahahahaha!
inacreditável isso.