Seja solidário: ceda o lugar
PIPUM: Próxima es-ta-ção: Co-e-lho Neto. Desembarque, pelo lado, direito.
- Quando você chegar em casa, me manda uma foto sua?
- Mando. Você não tem?
- Não. E quando a gente vai embora eu tento lembrar o teu rosto e não consigo. Quer dizer, consigo, mas o rosto que aparece na minha cabeça não é o seu, mas o de uma garota parecida com você, sabe? Acho que ainda não decorei o teu rosto.
- E eu conheço ela?
- Não, nem eu! Uma garota que eu nunca vi, tô te dizendo. Ela se forma assim, do nada, e pega o teu lugar. Parecida contigo só.
- E como ela é?
PUNHÉÉÉÉÉÉÉÉÉMMMM… FLOOSH!
- Ah, o cabelo é assim igual o teu, a roupa também. Mas o rosto… Mais fino. Os olhos puxados. E o nariz é menor um pouquinho…………………………………………….. Que é que foi? Hein? …………………… Fala.
- Ah, não gostei dela.
- Cê tá com ciúme???
- Mais bonita que eu… Ah, pára. Me solta…
- Mas eu nunca vi! Só na cabeça……………………………………………………………… Fala, Flávia ………………………………………………………………………………………………………..
PIPUM: Próxima es-ta-ção: Colégio. Desembarque, pelo lado, direito.


“Next stop Colégio station!”
Rumo ao PAN!!!
ah não, parei! virei vidente!
Comentei com a Maíra hoje, dela escrever sobre essas falas do metrô e olha o que aparece? Eis que surge alguém escrevendo algo parecido…isso é fantástico! hahahahahaha
que ótimo, nuno.
o metrô é um episódio a parte na minha vida.
75% dos meus poemas, textos foram escritos no metrô.
às vezes me dá uma claustro… não ter uma janela para fugir com os olhos. só vejo gente. e eles me olham também.
vem, caneta, vem.
Eu odeio Metrô!