No sex, no city
Fosfobox, Copacabana, 02:02.
O cristo redentor me paquera. Ele me quer. Ele dança se aproximando lentamente. Faz uns passos esquisitos. Eu danço dando uns passos de afastamento. De fato, ele está de braços abertos pra mim. Mas só vejo suas marcas de suor no suvaco. Agora há pouco ele fez um movimento que pingou suor em mim.
It’s like a jungle sometimes
It makes me wonder how I keep from going under
Cristo falou comigo. Eu estava pegando uma água, e ele me ofereceu uma vodka. Um pecado. Não costumo ouvir o que as pessoas falam quando estou dançando, ainda mais quando são estranhos, mas creio ter ouvido o Cristo Redentor me perguntando meu nome. E eu sorri. Meu nome era esse. Um sorriso. A cabeça do Cristo Redentor me seguia. Na pista, no banheiro, no bar. Jesus me amava. De longe, por imposição minha, mas me amava. Me zelava. Me mandava boas vibrações.
Falei: “Posso bater uma foto do teu Cristo?”
Bati.
Depois de algumas horas ele foi embora, disse: “Fica com Deus.”
Pausa.
Voltou e completou: “Fica comigo”
Concluí então que ele era bastante megalomaníaco e mandei um “Que o diabo te carregue”.
Jesus died for somebody’s sins but not mine …
Um beijo para a Patti Smith, meu Jesus particular.
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Delicada, a arte da cantada.
São poucos que a dominam… eu sou um bosta nela!