Archive for October, 2006

Tim Festival 2006

Tive o prazer de ir ao Tim Festival esse ano e ver 3, dos melhores shows da minha breve vida:
Patti Smith
Yeah Yeah Yeahs
Beastie Boys

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Fotos: Leonardo Dresch

O ingresso foi caro, o estacionamento era caro e longe, a cerveja era cara, muito cara (viva as garrafinhas de uísque escondidas na perna), a fila para o banheiro era demorada.
Mas ei,
O que foi aquela senhora chamada Patti Smith arrebentando todas as cordas da própria guitarra e urrando G-L-O-R-I-A?
Mais esquizofrênica ainda, para desespero das minhas costas , Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs, fez um show inesquecível para os fãs, e apaixonante para os não-fãs. A mulher parecia uma leoa no cio, com muitos leões em volta. Insana, insana. Voltei para a casa rouca e com o pescoço doendo. I know it’s only rock ‘n roll, but I like it. Na mesma noite, o Mombojó abriu os trabalhos, mas eu perdi. Ocupada com o coração.
No dia anterior (primeiro dia de Tim Festival), assisti à morna apresentação da cantora Céu. Já tinha visto no Humaitá pra peixe, e achei igual. Ela não se entrega, a platéia idem. Coisa morna. Depois foi a vez do casal cego africano: Amadou & Mariam. A platéia que já estava cansada com o atraso de quase duas horas, se animou e dançou bastante. África Unite perde. Devendra Banhart entrou no palco tarde pra dedéu. Cercado de expectativas de gente tola que adora criar expectativas, o show pra mim, e para meus amigos foi lindo. Minimalista, estranho, melódico, desorganizado e divertido. Devendra ainda chamou alguém da platéia para tocar violão. Uma canção própria. Meu amigo
Rômulo subiu, SURREAL, e eu ainda joguei um cd da minha banda no palco. A real good time.
Domingo, já com as costas e o pescoço pedindo arrego, lá fui eu, uísque escondido, amigos ansiosos. WE GOTTA FIGHT FOR OUR RIGHT TO PARTY.
Agradável participação do Instituto de São Paulo, apesar d’eu ter muita dificuldade com sotaques muito paulistas. Show animado e divertido.
Depois o Dj Shadow fez um set rápido de 50 minutos. Achei um saco. Um porre. Ainda chamou um MC que eu não sei o nome que falou mais de 17 vezes: “Riiiiowwwww de janeirowwwww, make some noise”. Chatinho demais.
Quando o Beastie Boys começou, o grave era tão grave que tudo tremia, o chão, os corpos, a cabeça, o cérebro. Era impossível ficar parado. Mesmo sem querer pular, você pulava com o impulso dos outros. Seqüência destruidora de “Super disco breakin”, “No sleep till Brooklin” e “Body movin”. Pra passar mal.
Voltei pra casa, quebrada de grana, e de ossos doloridos.
Mas tudo muito válido. Até o ano que vem.

PS: Pra quem leu meu post sobre baseados e Eduardo Bueno, vale contar que o encontrei no show da Patt Smith. Fui falar com ele, e ele todo simpático. E eu, super explicativa, fiquei “Sou eu, tátátá”, e ele “Eu sei, guria, eu li teu texto no blog”. Yurrul. Daí, dei um cd da minha banda pra ele. Mas esqueci que havia guardado meu joint dentro do cd. Ou seja, o mundo dá voltas MESMO. Quando fui lembrar do meu joint, e que estava dentro do cd que eu dei para o Eduardo Bueno, dei uma gargalhada absoluta. Essa vida é mesmo um bocado engraçada.

Cultura, descaso e chatice.

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“Recebi um informe eletrônico via Universidarte que anuncia exposição de design brasileiro e outra de cultura japonesa. Mas o flyer não explica adequadamente do que se trata. Procurei no site do MNBA e sequer encontrei menção às exposições. Porque o descaso? É isto o que o governo federal chama de incentivo à cultura?”

Enviei este e-mail mal-humorado, mas acertado, para o setor de imprensa, para a diretoria, para a administração, para o setor de educação e até para a técnica — vai que algum técnico leia e passe o recado para o responsável enquanto se encontram no cafezinho…

Ninguém respondeu ao e-mail e até ontem não havia nada no site mas hoje fui lá e encontrei a referência à exposição de design japonês. A mostra abriu ontem e vai até 26 de novembro. A do design brasileiro, que seria inaugurada ontem, não é mencionada ainda.

Sexta no Arco do Teles

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No fim de 2000 o cartunista francês Jano visitou o Rio de Janeiro — pela terceira vez — para conhecer a cena urbana “off-broadway” carioca. O resultado da incursão é um álbum clássico sobre uma parte daquilo que se pode chamar de modo de ser do carioca contemporâneo. Um registro bem humorado que impressiona pela riqueza e pelo apuro dos detalhes observados.

Jano, consagrado como um dos grandes nomes do underground dos cartoons franceses, usa a técnica do nanquim com aquarela. Seus personagens trajam roupas normais e característicos de suas cidades mas todos apresentam cabeças de animais, o que ajuda a definir o espírito e a personalidade dos retratados.

Neste cartoon, vemos o burburinho típico das sextas à tarde na Travessa do Comércio. O happy hour do Arco de Teles, próximo à praça XV, centro do Rio, é território livre, democrático e “sem lei” de boys, auxiliares de escritório, secretárias, advogados e universitários da Cândido Mendes, em sua maioria. É meio “casca grossa”, é verdade, mas é boa opção para quem já está no Centro.

Festival do Minuto

Aconteceu hoje cedo: no banco baixo à frente do meu, no ônibus a caminho do Centro, uma ruiva gordinha fechou o livro, tirou os óculos e começou a procupar o Pão de Açúcar entre as nuvens. Pão de Açúcar, Pão de Açúcar, Pão de Açúcar. Como não achou nada, abriu a bolsa, pegou duas Halls sem açúcar, sem açúcar, sem açúcar e botou na boca. FIM.

Título: “Vendo doces caseiro”
Produção: 27/10/06
Duração: 17 segundos
Trilha sonora: “Meu mel”, Marquinhos Moura

Amarrando os cadarços

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Para Clarice

Andava apressada pelo Largo do Machado. A fome já gritava dentro de mim, e minha mente era povoada por esfihas de carne. Assim andava eu, olhando para frente, desviando de senhoras lentas, não ouvindo gritos dos ambulantes no chão. Mas eu tenho um radar para cores. Coisas coloridas. Juntas então. E assim, cores me chamaram atenção à minha esquerda. Eram cadarços. De todas as cores, amarrados numa tábua de madeira, de maneira que não pude identificar. Como criança em loja de balas, tive dificuldade de escolher uma cor, e ansiosa que só, pensei “Quero todas”. De repente, esqueci da esfiha, esqueci da pressa e esqueci de ver onde o dono dos cadarços estava. E assim, muito excitada com os cadarços coloridos, e já imaginando em qual tênis eu colocaria o vermelho, disse em voz alta, tendo certeza que um senhor que estava sentado, era o dono dos cadarços coloridos: “O senhor pode pegar um vermelho pra mim?”. Concentrada nas cores, só ouvi: “Pode pegar você mesma”, e ali me desliguei dos cadarços e olhei para o homem, dono das cores, que eu julgava estar sentado, quando na verdade, ele não tinha pernas. Ele começava no cu. Não consegui esconder meu espanto de ver um homem sem pés vendendo cadarços. Lembrei da sensação que eu tinha vendo National Geographic do meu pai. As páginas com cobras me encantavam, mas me assustavam muito, a ponto d’eu nunca querer tocar a página. E Bernardo, meu irmão, me forçava a encostar o dedo na página da cobra. E eu descobria que aquilo não me causava dor, só me assustava, mas esse susto me causava um incômodo. E ali, em pleno Largo do Machado, uma cobra, uma cobra enorme, sem pés. Puro corpo. Puro tronco. A cobra, digo, o homem tinha olhos gigantes, a pele negra brilhosa e mãos ágeis, pois além de vender cadarços, consertava solas de sapatos. Já não sei há quanto tempo estou aqui parada, tendo esse diálogo com a minha consciência. Será que minha testa está falando? O que foi que ele disse mesmo? Que eu posso pegar o cadarço eu mesma? Ele não tem pés. Ele não tem pernas. Eu não sei nem se ele tem pau. Mas ele vende cadarços. Hoje mesmo, agora há pouco, eu reclamei pela enésima vez do tamanho do meu pé. Quarenta. Quarenta e um. Assim, por extenso não dói tanto. Mas 40, 41 me incomoda. Quase não acho sapatos femininos para compr… Mas ele não tem nem pés! Preciso falar alguma coisa, qualquer coisa.
(more…)

Entrevista: BATMAN

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Tradicional justiceiro urbano, Batman, o Homem-Morcego, não gostou nada da homenagem prestada pela Câmara de Vereadores à aposentada Maria Dora Arbex, que atirou num ladrão. Magoado com a forma como vem sendo tratado no Rio, ele assume que já pensou em deixar a cidade.

METROBLOGGIN RIO: O senhor ficou magoado com a homenagem à dona Maria Dora?
BATMAN: Sim, bastante.

Por quê?
Faço justiça nesta cidade desde a década de 40 e nunca recebi uma homenagem dessas. Já prendi milhares de bandidos, faço isso todas as noites, mas ao contrário da dona Maria Dora sou tratado pelas autoridades como um bandido. Outro dia o “Extra” me associou novamente à banda podre da PM, nos anos 80 diziam que eu era o cabeça do Esquadrão da Morte e de várias mineiras na Baixada. Tudo mentira. Essa cidade não reconhece quem a ama de verdade e trabalha por ela.

Mas o senhor não considera dona Maria Dora uma heroína?
Nunca precisei de arma de fogo para deter ninguém. Essa senhora representa o atraso em termos de heroísmo. É desestimulante para um herói como eu ver as autoridades incentivando esse tipo de coisa.

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O que mudou no crime carioca do anos 40 para cá?
Tudo, né? Antes a coisa era meio romântica, eu saía muito no braço com a marginália, navalhada na Lapa, um outro tempo, rapaz. Hoje o negócio é mais pesado, o bagulho é frenético, como diz a garotada (risos). Aliás, antigamente as crianças gostavam de mim. Hoje elas me recebem à bala em vários morros da cidade.

O senhor teria alguma proposta para a questão da segurança pública no Rio?
Eles deveriam baixar uma lei obrigando o bandido a enlouquecer no final, como acontece nas minhas histórias. Eles enlouqueceriam e se matariam dando gargalhadas insanas. Ninguém ia precisar sujar a mão e isso iria reduzir a praticamente zero os gastos do estado com a manutenção dos presídios.

É verdade que o senhor pensa em deixar o Rio?
Sim. Como eu disse, essa falta de consideração magoa a gente. Recebi um convite pra ir trabalhar em São Paulo. A coisa lá está feia com esse negócio do PCC e é possível até que, ao contrário do Rio, eu inclusive receba apoio do Poder Público. Estamos negociando ainda, não posso adiantar muita coisa, mas as chances são boas.

Não vai sentir saudades do Rio?
Vou, claro. Amo a cidade, gosto da praia, do samba, das mulheres. Mas tem uma hora em que a gente quer trabalhar e ser reconhecido. Infelizmente, não serei o primeiro nem o último a bater em retirada.

Homelessing around the world

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Já que tá tudo andando direitinho e já que é pra deixar o homem trabalhar, vamos mudar de assunto e cuidar do quintal da nossa casa. O artista japonês Kyohei Sakaguchi está apresentando em Vancouver, no Canadá, uma exposição em que apresenta o cuidado que moradores de rua, em Tokio, têm com seus quintais e suas casas. São fotografias realizadas ao longo de anos que têm em foco abrigos construídos por sem-tetos na cidade. Ele faz registros destas “moradias”, temporárias ou semi-temporárias, construídas com matérias primas garimpadas na rua e localizadas em logradouros públicos. Ele chamou a exibição de “zero yen houses”. Apesar do fato de que alguns destes abrigos de rua possuem energia solar, eletricidade, fogão, televisão e até computadores, todos foram feitos com custo zero.

É interessante perceber as diversas variantes locais, de acordo com a origem e a cultura do sem-teto. Nas fotos ao lado vemos, acima, o barraco japonês (foto do artista) que conta com todo o aparato tecnológico possível. Logo abaixo vemos (foto do Sirkis) um pragmático homeless norte-americano, com sua barraca de camping desmontável e sua scooter amarela ao lado. Muitos destes moradores de rua norte-americanos são o sub-produto da guerra: ex-combatentes que não conseguiram voltar à engrenagem. A fotografia abaixo (foto de Fernanda Levy) mostra um morador de rua francês, com sua bergere às margens do rio Sena, em Paris, decorado com pedaços de bambu e outros detalhes românticos.

Qual seriam as características arquitetônicas das moradias dos nossos sem-teto aqui no Rio? Teriam grades de ferro recicladas protegendo suas lonas? Janelas feitas de pedaços de vidro com Insulfilm? Quais seriam?

Urubu na minha janela

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Eu moro na Gávea, a poucos metros da sede do Flamengo. Isso poderia ser muito legal se eu fosse rubro-negro. Mas sou tricolor roxo, ou melhor, grená! Não bastasse ter que suportar os gritos dos flamenguistas quando o time rubro-negro vence, recebi esta semana uma visita do mascote do clube! Um digníssimo urubu pousou na grade da minha varanda, como podem ver na foto que tirei com o celular. Ficou saracoteando pra lá e pra cá, se sentindo o dono do pedaço. Seria um presságio de mau agouro? Tomara que seja justo o contrário. Tal como a saudação “Merda!” entre os atores, sabem? Quero acreditar que visita de urubu dá sorte. E que o Fluzão vai escapar da segunda divisão!

Antes (e depois) de nós

Ontem a imprensa divulgou um estudo da ONG conservacionista WWF alertando para o risco de que o estilo de vida da humanidade venha a exaurir de tal forma o meio ambiente que, em 2006, precisaremos de outro planeta igual à Terra para bancar nossos caprichos de consumo.

Hoje, a nossa capacidade de utilização dos recursos naturais é 1/4 maior que a capacidade de regeneração dos mesmos. Em outras palavras: estamos gastando 25% que podemos ganhar, e ninguém precisa ser muito esperto pra entender que em contexto nenhum (da preservação do seu bolso ou do planeta) essa é uma matemática fadada ao apocalipse.

Por conta disso, hoje eu fiquei pensando em como era o Rio de Janeiro antes de nós. Há 500 anos, nossas pedras, pelo menos, não deveriam ser tão diferentes. Olhando o Pão de Açúcar do Aterro do Flamengo enquanto ia para o trabalho, pensava: “Tá, ele deve estar um pouco menor. Alguma coisa mudou em suas arestas, mas mudança leve, no conta-gotas”. Sim, no conta-gotas, vento a vento, chuva a chuva, ano a ano em todos esses milhões de anos que estão atrás de nós.

No Rio, mal ou bem, soubemos preservar os morros, que estão por toda a cidade. Mas não sei se os preservamos porque gostamos deles ou porque eles são apenas mais difíceis de ser destruídos, como fizemos com o Morro do Castelo, berço da cidade, tirado do mapa em 1922, como você pode ler aqui. A maioria dos morros cariocas ou foi superada com túneis, pontes e elevados ou serviu de terreno para as favelas, a versão moderna dos velhos quilombos, como disse o poeta, vergonha de um país que ainda tem muito chão pela frente para superar suas misérias e injustiças seculares (como é relativa a nossa noção de progresso…)

O mesmo destino não tiveram nossas matas e rios. Muitos sumiram, como o Morro do Castelo, ou vão sumindo, subterraneamente ou a olhos vistos. Os rios endurecem, param e morrem. As matas vão sendo engolidas.

No ônibus, olhava os jardins do Aterro e pensava neles com árvores bem maiores que as atuais e uma vegetação mais bruta e mais densa, cobrindo tudo, até o mar – inclusive a pista por onde passava meu ônibus. Entre as árvores, uma sucessão de tempos, primeiro só com chuvas violentas e raios, depois dinossauros, depois macacos e em seguida índios, primeiro em paz, entre araras e sabiás, depois olhando uma caravela entrando na Baía de Guanabara (talvez com o mesmo frio na espinha que a gente tem ao ler os relatórios da WWF).

O fato é que o homem não é nada natural. Pode ser no instinto, mas não é no gênio. O mundo não é para nós, não é adequado para nós, nunca foi. Daí o nosso esforço em mudá-lo, em mudar as coisas de lugar, em sair da floresta e cobri-la com concreto. Progresso e destruição são duas palavras muito próximas no dicionário dos homens, e hoje pensando em como era o Rio antes de nós, cheguei mais uma vez à conclusão de que, pelo menos pros que aqui já estavam, era tudo bem melhor. Nós, homens civilizados, mesmo na nossa ordem (porque às vezes nem ela existe nessa cidade), não somos somente inúteis: infelizmente, nós somos nocivos a tudo que nos cerca. A história da humanidade é linda, eu acho, em seus erros e acertos, mas somente sob o nosso ponto de vista.

Por isso é possível que um dia o Pão de Açúcar, ainda menor e de arestas menos agudas, olhe em volta e veja outras matas e chuvas e raios cobrindo todo o Aterro do Flamengo, outra vez sem barulho de buzina, nem velho fazendo jogging pra correr pateticamente da morte, nem caravela, nem índio, quem sabe um dia o Pão de Açúcar olhe tudo isso lá de cima e lembre com sua memória de elefante que um dia estivemos por aqui, ah, os homens…

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Cruzamento da Avenida Rio Branco com a Rua Sete de Setembro, um dos mais movimentados do Centro do Rio: por enquanto

É de pôr o chapéu!

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Apesar da febre dos bonés norte-americanos, as centenárias chapelarias do Rio continuam produzindo e oferecendo produtos de primeira linha. Os clientes são diversos e se renovam. Vão do senhor de terno, que busca o sóbrio e elegante chapéu de feltro, ao jovem alternativo, que busca um Panamá para se proteger do sol e acrescentar um certo charme latino. Outros buscam os indefectíveis chapeuzinhos de meia-aba de sambista. Tem chapéu para tudo o que é cabeça.

A maioria dessas lojas se situa no Centro e todas são negócios que vieram de pai para filho. Uma das mais famosas e antigas é a Chapelaria Porto que funciona desde 1880 num sobrado da Senador Pompeu, na Gamboa. Na verdade o negócio atravessa gerações. Começou com o avô, passou para o pai e desde 1997 está sob a batuta de Almir Damaso, de 68 anos. A loja trabalha exclusivamente com a confecção e restauração de chapéus masculinos e femininos.

Existe também a Casa Esmeralda, há 80 anos na Marechal Floriano, tão completa como a primeira. Na Buenos Aires encontramos a Chapelaria Alberto, que vende chapéus mas não apenas isto. Há mais de 50 anos no mesmo endereço — funcionava antes na Gonçalves Dias — a casa, que tem 114 anos de atividade, hoje em dia vende também bengalas, sobretudos e roupas de inverno.

A época de ouro da venda desses artigos na cidade foi entre as décadas de 20 e 30, mas quem sabe? A moda é tão volátil… Afinal, a cabeça não serve apenas para pensar.

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