Tim Festival 2006

Tive o prazer de ir ao Tim Festival esse ano e ver 3, dos melhores shows da minha breve vida:
Patti Smith
Yeah Yeah Yeahs
Beastie Boys

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Fotos: Leonardo Dresch

O ingresso foi caro, o estacionamento era caro e longe, a cerveja era cara, muito cara (viva as garrafinhas de uísque escondidas na perna), a fila para o banheiro era demorada.
Mas ei,
O que foi aquela senhora chamada Patti Smith arrebentando todas as cordas da própria guitarra e urrando G-L-O-R-I-A?
Mais esquizofrênica ainda, para desespero das minhas costas , Karen O, vocalista do Yeah Yeah Yeahs, fez um show inesquecível para os fãs, e apaixonante para os não-fãs. A mulher parecia uma leoa no cio, com muitos leões em volta. Insana, insana. Voltei para a casa rouca e com o pescoço doendo. I know it’s only rock ‘n roll, but I like it. Na mesma noite, o Mombojó abriu os trabalhos, mas eu perdi. Ocupada com o coração.
No dia anterior (primeiro dia de Tim Festival), assisti à morna apresentação da cantora Céu. Já tinha visto no Humaitá pra peixe, e achei igual. Ela não se entrega, a platéia idem. Coisa morna. Depois foi a vez do casal cego africano: Amadou & Mariam. A platéia que já estava cansada com o atraso de quase duas horas, se animou e dançou bastante. África Unite perde. Devendra Banhart entrou no palco tarde pra dedéu. Cercado de expectativas de gente tola que adora criar expectativas, o show pra mim, e para meus amigos foi lindo. Minimalista, estranho, melódico, desorganizado e divertido. Devendra ainda chamou alguém da platéia para tocar violão. Uma canção própria. Meu amigo
Rômulo subiu, SURREAL, e eu ainda joguei um cd da minha banda no palco. A real good time.
Domingo, já com as costas e o pescoço pedindo arrego, lá fui eu, uísque escondido, amigos ansiosos. WE GOTTA FIGHT FOR OUR RIGHT TO PARTY.
Agradável participação do Instituto de São Paulo, apesar d’eu ter muita dificuldade com sotaques muito paulistas. Show animado e divertido.
Depois o Dj Shadow fez um set rápido de 50 minutos. Achei um saco. Um porre. Ainda chamou um MC que eu não sei o nome que falou mais de 17 vezes: “Riiiiowwwww de janeirowwwww, make some noise”. Chatinho demais.
Quando o Beastie Boys começou, o grave era tão grave que tudo tremia, o chão, os corpos, a cabeça, o cérebro. Era impossível ficar parado. Mesmo sem querer pular, você pulava com o impulso dos outros. Seqüência destruidora de “Super disco breakin”, “No sleep till Brooklin” e “Body movin”. Pra passar mal.
Voltei pra casa, quebrada de grana, e de ossos doloridos.
Mas tudo muito válido. Até o ano que vem.

PS: Pra quem leu meu post sobre baseados e Eduardo Bueno, vale contar que o encontrei no show da Patt Smith. Fui falar com ele, e ele todo simpático. E eu, super explicativa, fiquei “Sou eu, tátátá”, e ele “Eu sei, guria, eu li teu texto no blog”. Yurrul. Daí, dei um cd da minha banda pra ele. Mas esqueci que havia guardado meu joint dentro do cd. Ou seja, o mundo dá voltas MESMO. Quando fui lembrar do meu joint, e que estava dentro do cd que eu dei para o Eduardo Bueno, dei uma gargalhada absoluta. Essa vida é mesmo um bocado engraçada.

4 Comments so far

  1. Gleidson (unregistered) on October 31st, 2006 @ 10:30 am

    Queria muito ter visto Devendra!
    E também ter pego o CD da sua banda, com brinde! rs


  2. Diogo (unregistered) on October 31st, 2006 @ 11:21 am

    ahahahahah. um amigo meu tem uma teoria de que é nos “PS´s” que está sempre a informação real, a mais importante, a mais divertida, a mais…
    vou mandar este post pra ele, pra ele ficar contente.


  3. paulo (unregistered) on October 31st, 2006 @ 3:20 pm

    Yauch, Diamond e Horovitz são legais, mas o Bad Plus redefinio o conceito de musica de muito gente nesse domingo.


  4. Ângela (unregistered) on November 1st, 2006 @ 3:49 pm

    hehehe, boa, eduardo bueno!
    eu vi tv on the radio. e bebi, deuso, como bebi.



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