Você já deu a sua atropeladazinha hoje?

Sim, alguém já deve ter dado, porque hoje mesmo eu quase fui atropelado, outra vez, no Humaitá. Na semana passada duas vezes. Em todas elas eu atravessei a rua na faixa, com o sinal aberto para os pedestres, mas os motoristas, coitados, iam tirar o pai da forca, de modo que preferiram não parar e avançaram com o sinal vermelho. Não consegui enxergar quem dirigia, se homem ou mulher — para acrescentar algum dado sociológico — pois que os carros, todos particulares, tinham insulfilm, o que é compreensível dada a violência na cidade. As infrações foram em Ipanema, na Epitácio Pessoa e no Humaitá, em duas ocasiões. Nesta última existe um sinal para travessia de pedestres — afinal, para que tanto atravessam os pedestres? — bem em frente à sede dos Correios, que é um terror. Demora horas para o cidadão poder atravessar, e naqueles poucos segundos que ele dispõe para chegar ao canteiro central — onde de novo vai esperar horas para cruzar a outra mão da rua — tem que olhar e pensar duas vezes antes de seguir para o outro lado. Isto porque SEEEEMPRE um ou dois carros passam em disparada com o sinal fechado, tentando ganhar, pateticamente — aí sim — alguns segundos no relógio. Foi o caso hoje, de novo. Semana passada eu ia atravessar no sentido contrário, para pegar um ônibus pra Gávea — onde ia me encontrar com outros valentes metroblogueiros cariocas — ali naquele ponto debaixo do viaduto do Rebouças. Foi na quarta feira por volta das nove e meia da noite. Esperei o sinal verde abrir BEEEM para os pedestres, notei que os carros pararam e comecei a andar. Mas percebi que um outro veículo avançava por fora e intuindo sua intenção, parei. Ele Vuuuuummmmmm… passou voando, há um metro de mim. Aí vi que entre os carros que pararam, ali na pole position, estava um camburão da Polícia Militar, o que significa que, dada a situação, presenciaram tudo o que tinha ocorrido. Meio atordoado, meio puto, parei ali no meio da rua e apontei para o carro que virava em direção à Fonte da Saudade, repetindo: vocês viram? vocês viram? Como eles não se manifestaram eu fui até à janela da viatura policial e perguntei de novo: vocês viram aquele carro? cruzou o sinal fechado e quase me atropelou! O PM motorista ficou olhando pra frente e o PM carona balançou a cabeça afirmativamente, sem nada dizer, porém. Não há esperança se um sujeito não pode atravessar a rua.


caralho…
lamentável.
já fui atropelada quando eu tinha 9 anos. terrível.
mas olha, sou 50% pedestre, 50% motorista.
já vi MUITA gente se lançar na frente de um carro.
o lance é estar atento e devagar pra nenhuma merda acontecer.
uma vez saiu até uma estatística dizendo que 60% dos atropelamentos no rio, são por causa do pedestre que “surgiu”, do nada, na frente do carro.
go figure…
atenção pra todos.
Dizem que o brasileiro é cordial e pacífico, mas o fato de 30 mil pessoas morrerem por ano nas estradas e ruas brasileiras (e outras tantas ficarem machucadas, do arranhãozinho à paralisia) me faz perguntar:
- QUE TIPO DE IMBECIL ACREDITA NESSA MÁXIMA?
“Não há esperança se um sujeito não pode atravessar a rua”. Infelizmente, isso aí diz tudo, LP.
Sim, pedestres fazem muitas bobagens. Por esta razão, também, os motoristas deveriam tentar dirigir defensivamente. Mas não é o caso por aqui, eu acho. Por causa da “violência na cidade” e da “pressa” eu vejo veículos passando com o sinal vermelho a qualquer hora do dia, dia após dia, sem culpa alguma. Não levo muito a sério a desculpa de que o pedestre “surgiu do nada”. Considerando que grande parte dos atropelados não vai dizer de onde surgiu, acho esta estatística suspeita… Além do mais ninguém surge do nada. Todo mundo está em algum lugar, pelo menos até ser atropelado. :)
lp, concordo com vc.
só quis citar essa estatística bizarra que eu vi já não lembro onde.
mas foi o que eu disse: atenção pra todos.
“only you can prevent wildfires.
don’t let our forests become ‘once upon a time’”
hahahahahahhaha
Eu já quase morri várias vezes quando andava de bicicleta nas vias urbanas da vida!
Uma vez, estava andando de bicicleta, na mesma mão dos carros, bem no canto da calçada, pois não havia ciclovia - ainda não há. Eis que escuto um “FLOPT” e não vejo nada! Daqui a pouco, vejo o caminhão que estava vindo na direção contrária diminuir a velocidade e encostar, quando de repente vi o que era o “flopt”… era o capô do carro que estava atrás de mim que havia levantado, deixando o motorista sem visão! A sorte é que o cara era burro, pois eu, sem visão, colocaria meu carro em direção ao encostamento, né, e não em direção à mão contrária, onde se encontrava o caminhão.