Pausa pro café de máquina

* O céu está assim no Rio. E não tem cara de que vá melhorar no fim de semana. Resultado: todo mundo com cara de bunda, reclamando disso sempre que pode. “O tempo está doido”, dizem. Ouço isso desde pequeno, o que me leva a concluir que o tempo É doido, caótico, imprevisível. Como é que ninguém se acostuma com isso?
* Eu não me importo. Até gosto. Da chuva. Mas carioca não sabe usar guarda-chuva. As pessoas andam de guarda-chuva embaixo dos toldos e marquises, empurrando os que estão sem proteção para as calçadas. “Deveriam proibir isso!”, reclama o velho. Precisa de lei o que só carece de lógica?
* Hoje eu andei de ônibus com um cara que não parava de rir. Ria de tudo, assim, do nada. Não sei se de muito louco ou de muito lúcido.
* Almocei num restaurante vegetariano. Vazio, ao contrário dos outros dias. A culpa não é da chuva, mas da sexta. Sexta-feira é dia de comer na churrascaria. É no almoço de sexta que começam os excessos do fim de semana. Na segunda o vegetariano vai estar com gente até embaixo da mesa. Todo mundo com cara de bunda, de cachorro cagando na chuva, começando dieta, cheio de culpa. Todo mundo instável e imprevisível, como o clima. Preciso me acostumar com isso.
Bons excessos pra vocês - e até segunda.


uma vez eu fiz um poema sobre isso “o tempo tá doido”
depois te mostro.
e hj? showzinho na lapa?
acho que vou, hein!