Archive for November, 2006

O Longboard, a cidade e eu

Meu irmão mais velho andava de skate, e todos os seus objetos da vida, fosse o caderno do colégio ou o boné, carregavam a frase “Skate or die”. Quando ele não estava em casa, eu roubava o skate e passeava no quintal. Primeiro sentadinha. Depois em pé. Excitação máxima. Daí cresci. E ganhei bicicleta, mas nunca morri de amores pela magrela. Meu primeiro namorado, claro, era um skatista. Cujo skate estava meio podre. E dei de presente de 1 ano de namoro, um skate novinho e bacana, montado por mim e por um amigo. Emoção. Em 2004, um amigo me emprestou o longboard dele. E assim como a bicicleta: “Você nunca esquece”, eu também não havia esquecido como se manter em pé naquela base longa e maleável. Mas logo o amigo pediu de volta o long. Uma pena. Com meu ex-namorado, pude dar longas voltas de longboard pela cidade. Centro da cidade domingo à tarde, aterro do Flamengo, ruazinhas da Urca. E eu, que nunca fui de ficar na rua à noite (na rua, eu quero dizer na rua mesmo, literalmente), pude observar mais ratos do que eu achava que pudessem existir. Uma vez quase atropelei um. Baratas eu matei várias. Com a roda do long. Pavor. Eu via que não ia dar pra desviar e CRANCH, matava a barata. Esmagava. O longboard mudou minha vida, minha velocidade dentro da cidade. Agora vou ao dentista de long. Alguns carros quase me atropelam, mas o vento compensa. A Lagoa de madrugada não é tão perigosa assim em alguns trechos como parece. Acho que todo mundo está com tanto medo, que não há ninguém na Lagoa de madrugada. Ninguém. Nem mendigos. Que aliás, sempre me dão tchau quando eu passo por eles, rápida e mulherzinha. É engraçado como a cidade ainda estranha uma mulher fazendo um esporte considerado masculino. Quando eu ando sozinha, ouço todos os tipos de gracinha. Típicos de machistas semi obesos que passam metade da semana no boteco da esquina. Mas se ando acompanhada, os mesmos porcos são incapazes de abrir a boca. A cidade não é preparada para aceitar bicicletas, skate então, nem pensar. Ontem mesmo, domingão, fui para o Aterro com mais duas amigas que também querem aprender (como se eu soubesse ensinar, ahahhaha). Divertido toda vida. Apesar do cheiro de xixi insuportável em certas partes do Aterro.

Então…amanhã no Odeon na Cinelândia você assiste a uma sessão de cinema e ainda ganha um real. Serão várias sessões e no intervalo de cada uma você também assiste ao show da banda Nelson & Os Gonçalves, bacana, né ?!? Pois sim…quem fechará o evento será o bloco carnavalesco O Cordão Do Bola Preta às 23:30hs . O evento começa tipo às 14hs e é a boa também para catadores de latinha, mendigos e sem tetoView image

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Itapuã

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Depois de uns 10 dias, faz sol no Rio desde ontem (não um “solzinho”: sol de verdade). Fontes que estiveram em Ipanema agora há pouco me garantem que o mar está um Caribe só, como não se via há muito tempo.

De modos operandis que não vai fazer muito sentido eu ficar aqui defendendo os dias de chuva, dizendo que eles têm sua beleza e seu valor tanto quanto os de sol, e que só não vê quem não quer, porque sempre que eu afirmo isso ficam dizendo que eu sou maluco, espírito de porco, gringo.

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Essas fotos aqui foram tiradas na última terça-feira no Parque Lage. Estive lá depois no fim da tarde para ver os últimos suspiros de uma exposição da qual participou um amigo meu, o designer e pintor Armando Santos, que me acompanhou na visita (foi mal pelo serviço de inutilidade pública, mas a exposição acabou ontem).

Chovia, chovia pacas, e aí a gente teve que esperar a água amansar para ir embora. Esperamos. Escarrapachados entre capuccinos, cervejas e papos sem pé nem cabeça nas mesas da varanda em volta da piscina.

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Uma espécie de tarde em Itapuã. No reverse.

Kiss my ass

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Sean, o nosso Commander in Chief, informa por e-mail que finalmente o blog já tem t-shirts da ‘grife’ à venda no site.

Eu fui checar e vi que tem sim, em cinco ou seis desenhos — inclusive uma com logo do MB em japonês e outra em persa — aplicadas em diversos produtos: t-shirts de vários formatos e cores, bolsas, agasalhos e até cuecas e calcinhas.

As calcinhas são em quatro cores: preta, branca, rosa e azul clara e custam US$ 14,40 — fora o shipping. As camisetas saem por US$ 16,90 em média. Confira

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Abre A Porta E A Janela

Acordei pra vida
Uma puta dor de garganta essa manhã
Um puta solzão lá fora
Um putzgrila na minha boca
E lá vamos nós
Quem trabalha não fica rico

Bacate Batido com Bacaxi

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Depois do Big Bi, do Bibi e do BB, o LeBBlon ganhou mais uma loja de sucos batizada com double B: a Big Beach, na esquina da Dias Ferreira com a Bartolomeu Mitre.

Taí: se eu abrisse uma dessas, ela ia se chamar Bruna Beber.

Escândalo na praça

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Em terra de corrupto quem não tem um dedo é presidente. A frase não faz muito sentido, talvez, mas menos sentido faz isto aí que a gente lê nos jornais, todo dia. Pensando nisto o Marcos Saboya — velho amigo, publicitário e “connoisseur” de vinhos nas horas vagas — arrumou tempo para fazer Escândalo. A terceira edição deste jogo — tem tabuleiro, cartas, dados, dinheiro falso, etc — sai agora pela Desiderata e ele promete em breve um desenho animado para a TV.

O cenário e os personagens são muito familiares e cada um deles é uma representação caricata do Brasil em seus matizes mais ou menos louváveis. Tem a atriz e modelo que faz plástica e paga com amor, tem o pastor evangélico que mudou de sexo e tem também o deputado filho da puta e racista. Mas nem todos têm mau-caráter neste jogo. Tem a celebridade inteligente, o banqueiro compreensivo (?!) e o líder religioso, que realmente crê em algo, além da sua conta bancária.

Escândalo - Onde tudo acaba em pizza. R$ 49,90 Desiderata: Av. N.Sra. Copacabana, 928/402 - (21) 3208-3919 | (21) 9374-0859

Falta sol. Mas vai faltar água.

Meu irmão do meio, Bernardo, namora uma inglesa. From London. Lorraine chegou no Rio de Janeiro para passar dez dias de sol, praia e amor, semana passada. E tudo que Lorraine viu foi água caindo do céu. Minto. Um dia fez um mormaço, o que pra nós, cariocas, é sinônimo de nada, pra ela já foi uma maravilha. Lorraine observou o quanto nós, carioca, ficamos preguiçosos em dia de chuva.
- Let’s go to the movies?
- But it’s raining, baby…

Lorraine faz cara de espanto. E conta que em Londres é assim EVERY FUCKING DAY. Sinto calafrios deitada no sofá. Faz um frio estranho para novembro, e eu visualizo minha vida em Londres. Insana, insana, insana. Mas sem sol. Não dá. Não dá. Bernardo conta a história de uma amiga dele que casou com um inglês, e foi morar em Londres. A vida da amiga ia ótima: emprego maravilhoso, marido incrível e um filho fucking cute. Mas a amiga vivia numa certa depressão sem fim. E o psicólogo receitou aquilo que mudou sua vida: bronzeamento artificial. Sim. A amiga do meu irmão estava sentindo falta de luz, de sol, de claridade, amarela, vermelha, laranja. E acreditem ou não, a depressão passou.
Embora chova sem parara na cidade, vai faltar água a partir de quinta-feira. A CEDAE vai fazer uma manutenção na Estação de Tratamento de Água do rio Guandu. De acordo com a CEDAE, a manutenção da rede é feita como medida para evitar perdas principalmente no verão, quando os dias são mais quentes e o consumo de água aumenta significativamente.
“Cuidado ao comerem fora, queridos.” - Minha mãe alerta.
E vamos torcer pelo sol ainda em novembro.
Mesmo que em dezembro eu reclame do calor insuportável.
Todo carioca é bipolar, creio eu.

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