Projetos para um Rio melhor: II - O Cristo giratório.
Assim como o Rio de Janeiro não é somente a Zona Sul, o Cristo Redentor não deveria zelar apenas pelos moradores de Botafogo e de Copacabana, deixando os demais habitantes da cidade ao Deus dará, sem a sua proteção e o seu abraço fraterno e benfazejo. Para acabar com esta injustiça e seguir na direção de um mundo mais justo e de uma estátua igualitária que olhe por todos, proponho a reforma do Cristo no alto do Corcovado.
A idéia é simples. A exemplo dos restaurantes giratórios, no topo dos arranha-céus, seria agregado à obra um sistema mecânico-hidráulico, semelhante a um toca-discos, que faria rodá-lo em torno de si mesmo, perfazendo 360° em looping contínuo e democrático, permitindo o Cristo, assim, olhar pela cidade toda. Poder-se-ia implantar um modelo de 1 RPH (uma rotação completa por hora) de modo que ao cabo de um dia o Cristo cuidaria de cada cantinho da cidade em 24 ocasiões diferentes. A vigília seria constante e mais graças seriam distribuídas.
Em princípio seriam apresentadas três versões, de acordo com o orçamento da prefeitura e o desejo da população. A primeira e mais cara faria girar todo o monumento. A segunda hipótese, mais em conta, faria rodar a estátua apenas da cintura para cima. E, finalmente, a solução mais barata, proporcionaria o movimento rotacional única e exclusivamente da cabeça do Cristo, numa versão católica da Linda Blair no Exorcista. Dependendo daquilo que observasse, ali do alto da montanha, o Cristo poderia dar uma vomitada verde também. Ou, talvez, pudesse cuspir eventuais jorros d’água fria, durante o verão, a fim de refrescar os ânimos nos diversos pontos da cidade.
Uma opção mais cara, porém bem mais interessante, seria a criação de um sistema misto de rotação da estátua em 3 seções distintas, cabeça, tronco/braços e pernas, de forma que elas girassem com sentidos e velocidades independentes. No Carnaval — e nas festas de fim de ano, que tal? — um sistema informatizado levaria o Cristo a suingar durante os quatro dias de folia, só voltando ao sistema giratório convencional na quarta-feira de cinzas.
Este projeto poderia ser o primeiro de muitos a serem adotados, posteriormente, em diversos pontos da cidade. Imaginem a possibilidade infinita de se fazer deslocamentos, através de um sistema de transporte subterrâneo, de bairros inteiros de uma região para outra… Imaginem o Leblon sendo deslocado para a região de Bangu. Assim como nas modernas corporações japonesas, onde é praticado um rodízio de funcionários, da mesma forma isto seria aplicado aos bairros, com o propósito de fazer o cidadão de Bangu usufruir das benesses do Leblon e vice-versa. Mais que isso, estaria resolvido o problema de transportes na cidade. A montanha iria a Maomé.
Enfim, são inúmeras as possibilidades, e entre elas não podemos excluir a chance de um deslocamento geográfico substitutivo entre Rio de Janeiro e São Paulo. Vejam quantos benefícios! Quem não gosta do Rio, carioca ou não, poderia viver em São Paulo aqui no Rio… Assim como já ocorre no Rock in Rio em Lisboa, por exemplo. Acho que é por aí.
Related posts:


…SEN
SA
CIO
NAL
NAL
CIO
SA
SEN…
Eu ajudo na vaquinha!
Sem palavras. Emocionante!
hahahahahaha!
ai, ai…
não paro de imaginar o esquindô do hômi na terça gorda… ê, molejão!
Maravilhoso!!!
Mega-sacada-mundial-de-la-madrugacita!!!
hahahahaha
entre as minhas idéias geniais (sic) está a fabricação de estátuas do Bellini infláveis para serem colocadas em vários pts em volta do maraca afim de facilitar(sic) quem combina “a gente se ve na frente do bellini”
hahahaha
Será que evangélicos cariocas visitam o Cristo Redentor??
AMEI, LP! Cristo Giratório é o auge do pop!!!