Da série O EROTISMO NOSSO DE CADA DIA - Metrô
Cenas registradas pelo olhar da vossa blogueira
Nota: tem que ler as duas historinhas pra fazer sentido
A saia I
Ela entrou na Uruguaiana e sentou-se em frente ao rapazinho de terno azul e sapatos gastos. Ele acompanhou a traseira da sua comportada saia lilás na altura do joelho roçar a barra de apoio dos que viajam em pé. Ela sentou-se à sua frente, no único lugar desocupado do vagão. Parecia exausta após um dia de trabalho de cão em algum prédio escuro e bolorento do Centro.
Ele começou a degustá-la por baixo: pernas bem depiladas com uma tatuagem de elfo na batata esquerda; uma bolsa imitação Louis Vuitton sobre as largas e agarráveis ancas; um decote em V profundo na justíssima blusa rosa que deixava à mostra a marca do biquíni do domingo e a medalhinha de ouro de Nossa Senhora entre os seios volumosos. Ele esqueceu completamente que era quarta-feira e que o Flamengo jogava no Maracanã.
Durante todo o trajeto ela olhou para cima, para baixo, para os lados, seguindo fielmente os guidelines do olhar metroniano, ou seja, alheio a tudo e a todos e, sobretudo, alheio aos olhos gulosos do seu voyeur em movimento. Na Glória, ela tirou da bolsa o gloss melancia e aplicou-o com esmero, apertando levemente os lábios para que não escorresse pelos cantos da boca. Então, lentamente, descruzou as pernas e afastou-as, deixando à mostra o objeto-final do desejo dele.
Pego em flagrante silencioso no Flamengo, o voyeur desviou o olhar pela primeira vez em toda a viagem, numa reação de total surpresa com o improvável. Porém o magnetismo de uma calcinha branca amparada por um par de coxas infinitas trouxe o olhar de volta ao centro do universo.
O mundo dele ruiu justamente quando ele já havia mandando o Mengão ir às favas: ela desceu sem dar sinal algum que desceria em Botafogo, no segundo anterior ao fechamento das portas. Mas, para sua surpresa, o inacreditável: ela parou em frente ao vagão, mexeu o cabelo para o lado e sorriu um sorriso cheio de gloss.
A saia II
Ela entrou na Uruguaiana e sentou-se em frente ao rapazinho de terno azul e sapatos gastos. Ele acompanhou a traseira da sua comportada saia lilás na altura do joelho roçar a barra de apoio dos que viajam em pé. Ela percebeu tudo pelo canto do olho e sentou-se à sua frente, no único lugar desocupado do vagão.
Ele começou a degustá-la por baixo: pernas bem depiladas com uma tatuagem de elfo na batata esquerda; uma bolsa imitação Louis Vuitton sobre as largas e agarráveis ancas; um decote em V profundo na justíssima blusa rosa que deixava à mostra a marca do biquíni do domingo e a medalhinha de ouro de Nossa Senhora entre os seios volumosos. Ele esqueceu completamente que era quarta-feira e que o Flamengo jogava no Maracanã.
Até a Cinelândia ela olhou para cima, para baixo, para os lados, tentando disfarçar o olhar para que parecesse tipicamente metroniano, ou seja, alheio a tudo e a todos, menos aos olhos gulosos do seu voyeur em movimento.
Foram breves, mas determinantes minutos: na Glória, ela tomou a decisão que a libertaria após um dia de cão aturando bronca de patrão em algum prédio escuro e bolorento do Centro.
Gesto planejado milimetricamente de improviso, tirou da bolsa o gloss melancia e aplicou-o com esmero, apertando levemente os lábios para que não escorresse pelos cantos da boca. Então, lentamente, olhando para o final do vagão sem fazer contato visual com seu interlocutor silencioso, mas acompanhado tudo pelo telescópio periférico do seu olhar, descruzou as pernas e afastou-as, exibindo em primeiro plano o objeto final do desejo dele.
Pego em flagrante silencioso no Flamengo, ele desviou o olhar pela primeira vez em toda a viagem, numa reação de total surpresa com o improvável. Porém o magnetismo de uma calcinha branca amparada por um par de coxas infinitas trouxe o olhar de volta ao centro do universo.
Era Botafogo, e o fogo já havia tomado conta dela.
Para que ele não a seguisse, ela desceu no segundo anterior ao fechamento das portas. E para concluir a aventura, posicionou-se em frente ao vagão, mexeu o cabelo para o lado e lhe sorriu um sorriso cheio de gloss.
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Ô, que maravilha…
Haha se eu andasse de metrô, adoraria ter presenciado essa cena.
Meu audi a4 me deixa muito longe do povo.
Fazer o que!!!!
beijo para você
J. Menezes