Seis delírios de verão e um patchwork

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1. Depois de 28 verões trabalhando como gerente do Mundial, a voz da consciência de Peçanha já não é a dele, mas a do locutor do supermercado: “Olha aí, Peçanha… Por que é que você mentiu pra tua mulher? Não pode, Peçanha! Não poooode… Então vai lá e diz a verdade pra ela, Peçanha. É, vai lááá! Mas antes passe na nossa seção de laticínios e aproveite a superpromoção do iogurte Lacleite, olhaí…”

2. Enquanto chupa um picolé de cicuta, o calouro do IFCS tenta entender por que a Rua do Ouvidor quase não tem orelhão.

3. “A melhor coisa do mar é quando a onda vem aqui, me lambe as mãos e depois se deita e me deixa catar tatuí na barriguinha dela…”

4. Tão calorento que de manhã cedo sentava na Enseada de Botafogo pra aproveitar as sobras de brisa deixadas pela velha japonesa fazendo tai chi chuan.

5. “Tá tão quente que Fulano fritou um ovo no asfalto. E eu, que pus um?”

6. Toda vez que sentia saudade, entrava num bar & lanchonete, virava uma pinga e ia andar no olho do meio-dia: “É só pra ter certeza de que eu ainda tô vivo apesar de você, maldita”

Ou seja: Depois de 28 anos de trabalho duro, a voz do locutor do Mundial resolve tirar umas férias de verão e vai chupar picolé de cicuta e catar tatuí na Enseada de Botafogo, onde se agacha e põe um ovo sob o sol de meio-dia: “Olha aí, meu amor: vem aproveitar a superpromoção do meu coração. A superpromoção do meu coração”.

2 Comments so far

  1. Gleidson (unregistered) on January 30th, 2007 @ 7:45 am

    Hoje eu faço a nº 6! rs


  2. Juliana (unregistered) on January 30th, 2007 @ 12:24 pm

    Isto, querido, bota o coração no microfone e manda promoção literária pra gente! Amei!



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