No Entrudo vá de Zé Pereira

Mas à tua equipa, uma sugestão aos caretos, certamente bem trajados e aperaltados, de patilhas em riste e chapéus domingueiros, que boa bisca também é o cabeçudo e o gigantão, muito giros, de fato. Para as senhorinhas aconselho a camponesa ou a lavadeira do Minho.
E quando estiveres à realização das lautas comezainas e beberanças, lembrem-se que o verdadeiro Zé Pereira não se cansa jamais. Sangra das mãos e até dos pulsos, rasga as peles do bombo enquanto o povo lhe pedir. Ensurdece o gajo e a cachopa ao lado com a maior das facilidades. Cheira a vinho carrascão e ameaça, com a moca na mão. Um Zé Pereira nunca está só nem mal acompanhado. Tem com ele mais meia dúzia de supimpas. E se tiver alguns cabeçudos do lado, então, temos o gáudio completo.
Viva o Zé Pereira
viva o carnaval
Viva o Zé Pereira
Que a ninguém faz mal
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