Archive for March, 2007

Causando

Na quinta, danças numa nova festa em Botafogo.
Causando aqui, causando ali, Calzone a noite toda.
Passada no Cervantes após o balancê. Entre loucos e loucas, uns 10.
Amigos e mariposas da noite. Combinamos um passeio de iate.
Meu iate imaginário sairia da marina da Glória em direção
a qualquer lugar. Fim de noite num bar em frente.
Integrantes de uma banda de rock sentados à mesa da frente.
Cumprimentaram-me quando fui falar com eles mas mal se
lembravam de mim. Tudo bem, eu sabia que eles não se lembrariam
de mim. Muitos risos e conversas animadas até a hora de tomar
o metrô junto com os trabalhadores.

Sexta, sábado e domingo - Conjunção astral: Brasil x Suécia
O paraíso, o paraíso….

googlehack para mp3s (funciona que é uma coisa)

[[ -inurl:(htm|html|php) intitle:"index of" +"last modified" +"parent directory" +description +size +(wma|mp3) "Nirvana" ]]

daí basta trocar “Nirvana” pelo artista que você quer e tchananas. de nada. >)

Da arte de subir em telhados

Esses segundos antes da chuva. Essa TPM dos céus. Essa dança macabra das folhas. O vento dando um rasante na piscina e círculos pequenos procriando mais círculos, um dentro do outro. Esse cheiro que sobe do jardim e me deixa tonta com sete anos. Raízes e caules excitadas dançando silenciosamente, subindo pelas minhas pernas sem meias e picadas por pernilongos. Ainda não chove e percebo que amo a palavra “ainda”. Ainda não é outono, ainda não viajei para longe, ainda não vi um ser sair de dentro de mim, ainda não comprei carne sozinha, ainda não saltei de um avião, ainda não chove. Mas essa TPM do céu vai acabar. A gravidade é óbvia, e tudo desce. Água então. Como desce. Talvez arrisque olhar para cima e beber o que nos é dado. Talvez arrisque uns passos em poças, as onomatopéias que envolvem água me fascinam. Splash. Uma sereia em minha vida. Uns cantos que me levam, me hipnotizam. Hoje levei minha mãe nas Paineiras, ela não lembrava da queda d’água. Preciso tanto de água caindo, que apelei. A força daquilo na cabeça é para abrir um cérebro e retirar memórias ruins. E olha que não chove há tempos. A força nem estava tão assim. Ainda. Eu disse ainda. Grama molhada, céu menstruado. Tudo passou. Sorrimos como pinturas de Normal Rockwell. Guardas-chuvas absorventes impedem que eu me ensope. Hoje eu vou fazer uma prece pra Deus, nosso senhor, pra chuva molhar meu amor. Ainda não é outono, mas eu o celebro.

Cumulus Nosso

cumulus.jpg Cumulus nimbus
Que estais nos Céus,
Santificada seja a vossa sombra.
Venha a nós a Vossa tempestade,
Seja feita a Vossa chuvarada
Assim na Terra como no Céu.
O ar fresco de cada dia nos dai hoje.
Perdoai-nos os nossos desmaios
Assim como nós perdoamos o tempo abafado
E não nos deixeis cair em prostração
Mas livrai-nos do sol.
Amém.

breve tratado sobre o verão:

“porque sempre chega um momento em que até o bom se torna insuportável.”

- Caio Fernando Abreu

Mirante do Leblon

mirante.jpg

Chove, chuva!

wind.jpg

Trinta ou quarenta dias, não importa, pra mim já faz aí uns dois anos que não chove no Rio. A situação é periclitante. Eu moro no último andar do prédio e o sol bate no meu telhado e em toda a lateral do apartamento — que está voltada para o norte, justamente a fachada de maior insolação. Para piorar não tenho ar condicionado, apenas ventiladores de teto e mais um “Arno” com disposivo para repelente de mosquitos… Meu sonho de consumo era um daqueles splits com 300.000 BTUs. O resultado desse calor e da secura do ar é espirro, tosse seca, olhos ardendo e uma prostração digna de Macunaíma.

Mas enquanto eu não ganho na Mega Sena — eu apostei em 02, 21, 27, 29, 37, 59 e deu 08, 09, 39, 44, 49, 58. Quase, não é? Mas ninguém acertou e a grana acumulou para cerca de R$ 11.000.000! — a solução é rezar para que chova. Tenho acompanhado as previsões do tempo — tão aleatórias e erráticas quanto um jogo lotérico — em sites especializados como o do CPTEC e o Windguru, que eu acho ser o mais legal de todos.

Pelas indicações deste último podemos concluir o seguinte: só vai chover no sábado próximo, mesmo assim um pouco, lá pelas seis da tarde; chove mais forte, no domingo, no fim da tarde; a partir do sábado teremos então vários dias de chuva, permanendo uma nebulosidade constante ao longo da semana. Rezemos, pois.

Esclarecendo o que acho das gordinhas (e também dos magros ou sarados)

Existem assuntos que de fato são delicadíssimos e acirram as opiniões com uma enorme velocidade. Há poucas horas postei “O segredo da gordinha para fisgar o bofe” e acabei de receber comentários que me “botam no paredão”. Mas vejam só: eu não emiti nenhuma opinião pessoal naquele post. Apenas transcrevi o que escutei da minha manicure. Tudo bem, ela não está aqui pra comprovar, então vocês terão que confiar na minha palavra. Sendo assim, seguem alguns esclarecimentos:

Foi justamente por achar bastante pitoresco o comentário dela que transformei em post. É ela, e não eu, quem tem complexo de ser gordinha. E acredito que o truque dela pra fisgar o bonitão da Lapa foi o fato de ser naturalmente sexy, e não ter se escondido atrás do matinho! Ela podia ser uma Juliana Paes, mas se não tivesse seu borogodó natural, não ia ter bonitão pra fazer daquela uma noite memorável.

Portanto, se minha manicure acha que ser gordinha é um defeito, isto é dela e somente dela. Da minha boca vocês nunca vão escutar que eu acho que por ser gorda uma mulher — ou um homem — não pode ser sexy. Ser sexy vai bem além de carne, ossos e corpos sarados. Tem uma série de características não palpáveis, como atitude e charme, que contribuem para o “ser sexy”. E, muitas vezes, são essas características que fazem toda a diferença! Tenho uma lista enorme de pessoas totalmente fora dos padrões estéticos mais comumente aceitos que eu acho simplesmente uma delícia. Ser sexy, para mim, é um estado de espírito. Está além de carne, gordura ou osso. Está na alma mesmo de cada um.

Da série: recomendações da semana - o retorno

Perdi a conta de quantos aniversários fui na Champanharia Ovelha Negra - rua Bambina, 120, Botafogo. Foram tantos, que a minha facção até enjoou. Deu um tempo. A Ovelha Negra é a quarta Champanheria que o carioca Marco Cordeiro e os gaúchos Daniel Giacoboni e Marcelo Paes inauguraram no país. As outras três são em Porto Alegre, Brasília e duas em Curitiba. Só rola espumante. O que é um bom descanso dos bares com suas cervejas e caipirinhas de sempre. Garrafas a preços humanos de 27 reais. O lance, eu descobri, é pagar uma garrafa e oferecer para todo mundo. Que aí TODO mundo paga uma garrafa e te oferece também. Mas se você está acostumado a beber 4 choppes, 4 caipirinhas e só ficar um pouco feliz, prepare-se para beber 4 taças e sentir um sério estado alterado da mente. A casa (um casarão velho bonito) possui uma mesa coletiva e outras mesinhas espalhadas. A primeira vez que fui, percebi que eu precisava aprender a beber champagne. Porque o troço sobe. E sobe muito. Muitos parabéns foram gritados ali para espanto dos freqüentadores comportados. Sim, rolam umas tiazinhas & tiozinhos mais finos e comportados. Mas zuzu bem, porque todo mundo sai dali com sorriso colgate. O estabelecimento só abre de segunda à sexta. E fecha à meia-noite quando um simpático sino é tocado pelo gerente. Gerente, garçom, funcionário. Meia noite já não sei quem é quem, quem sou eu, em que bairro estou. Ah sim, Bostafogo. Vale contar que é vendido um sanduíche - salvador da pátria - num pão cacetinho. Achei graça do nome e cliquei. Pela banalização do champa, apareça lá sem motivo algum. Não vá comemorar aniversário, nem meses de namoro, nem nada. Vá pelo delírio champagnesco. Mas vá em doses homeopáticas. Não faça como eu e meus amigos que gastamos o lugar. Se bem que agora já faz um ano que não apareço lá. Deu vontade.

p%C3%A3o%20cacetinho.JPG

Um pão com esse nome dá até fome, né? Ou tira? Well, well…

No final, as coisas podem ficar meio tortas. Cuidado. Mas aproveite.

O segredo da gordinha para fisgar o bofe

gordinha.jpg

Confissões da minha manicure:

- Você quer saber o que foi que eu fiz pra pegar aquele bonitão na Lapa? Meu bem, sendo gordinha, a coisa não é tão simples quanto pras magrinhas. Eu sei das minhas limitações (gargalhadas em mi bemol), mas sei também que eu tenho um sorriso matador! Os ômi ficam tudo doido! Então foi simples: fiquei cheia de sorriso atrás de uma moitinha que tinha por ali! Não deu outra: ele não viu meu corpitcho, se apaixonou pelo meu sorriso e aí já viu, né?

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