Don’t worry, be happy

Fim de noite e uma linda lua cheia num céu estrelado de terça-feira – que já era quarta um bom tempo. Depois de beber na companhia de lindas mulheres e bons camaradas, ouvir ótimas músicas que saíam da jukebox e analisar e ter a certeza de que a loirinha da sinuca era mal amada, é chegada a hora de ir embora.
Quando me divirto, sempre deixo de me preocupar com as coisas e uma dessas preocupações que deixo pra depois é justamente como ir embora. Não me arrependo de ser assim, pois sempre me rende boas histórias e dessa vez não foi diferente.

Então, despedidas aqui, despedidas ali, entro no carro da Letícia pra ela me deixar na praia de Botafogo na esperança de que eu consiga pegar alguma condução que me servisse – coisa que às 3:30 da madrugada já é lenda.
Chegamos lá. Despeço-me da linda motorista que me desova. Sir Marcelo Jhonas estava a me acompanhar, porém, pegou brevemente seu busão pra casa e eu, ali, só na escuridão, esperando um milagre e eis que surge uma van pra Central e se há um lugar em que possa acontecer milagres com ônibus, esse lugar é a Central!
De lá, eu ainda meio alto, deduzi que seria melhor, naquela altura da madrugada, pegar qualquer ônibus que me deixasse perto de casa ou “nem tão perto assim, mas que dê pra chegar”. Foi o que fiz quando avistei o 397, ônibus que vai pra Campo Grande. O que eu deveria fazer era o seguinte: sair do bus bem na hora em que ele estivesse passando perto de Nilópolis.
Se de Nilópolis até o Centro demora uns 40 minutos, de Nilópolis até Campo Grande também. Agora eu pergunto: você desceu na Brasil? Eu também não! Dormi no ônibus e quando acordei estava na Av. Santa Cruz, uma das principais vias de Bangu. Acordei justamente onde uma ex minha morava – me deu uma coisa no peito, pois estava meio carente. O que me restava era voltar a dormir e depois ver no que ia dar no ponto final.
Chegando no ponto final do ônibus, na rodoviária de Campo Grande, fui instruído a pegar o 397 voltando. O plano seria o mesmo, só que voltando. Pergunto novamente a você, leitor: você, por acaso, desceu ali em Ricardo de Albuquerque ou em Guadalupe para poder chegar em Nilópolis? NÂO! Nem eu, porra! Dormi mais uma vez e quando acordei estava vislumbrando através das janelas do ônubis, a nossa querida Rodoviária Novo Rio. É, isso mesmo… voltei ao Centro da cidade. E já eram 6 da manhâ!
Aí, como o metrô já estava funcionando, desisti de pegar mais ônibus e voltei pelo metropolitano.
Cheguei em casa umas 7 da manhã e não fui trabalhar. Ó vida!
Necessito urgentemente de mais doses desse tipo de programa. Se quiser, arrumo prescrição médica!

6 Comments so far

  1. Ilka Porto (unregistered) on April 5th, 2007 @ 11:31 am

    Caramba! Que odisséia!! Adorei a história. hehehe


  2. Gleidson (unregistered) on April 5th, 2007 @ 11:32 am

    rs amo muito tudo isso!
    É um perrengue, mas no final das contas, é legal!

    São essas coisas que dão graça à vida…


  3. marcelojhonas (unregistered) on April 5th, 2007 @ 2:01 pm

    Caralho Gleidson,
    Fiquei preocupado, po.
    Vc nao apareceu aqui ontem e nem respondeu o email. Que bom que está tudo beleza.
    Agora, que a loirinha era mal amada, não tenho dúvidas!!! hhaahha

    abraço!


  4. letícia (unregistered) on April 5th, 2007 @ 2:42 pm

    caracólis, meu caro.
    que saga, hein!


  5. Felippe (unregistered) on April 5th, 2007 @ 10:42 pm

    Burroooooooooo!!


  6. J. Menezes (unregistered) on April 6th, 2007 @ 4:04 am

    Caro Gleidson, nessas situações, deve-se programar o celular para despertar DENTRO DA CUECA. É batata, você iria acordar na hora desejada.
    Forte abraço.



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