Sentada na calçada de canudo e canequinha

Não é nada demais, penso jurando e ao mesmo tempo não consigo evitar escrever. É que terças e quintas, volto andando para casa, seis horas da tarde, da acaddddddiiiiiimiiiiiiiia onde faço Pilates, ali na Usina, quase na subida do Alto, até minha casa, na Muda. Manja a Muda? Pois. Volto andando para desespero dos meus joelhos, já que trata-se de uma decida. Mas o que eu queria dizer – que não é nada demais – é que havia um Carrefour ali, bem em frente ao Morro do Borel. Imagine um supermercado grande. Agora multiplique por 3. Assim era o Carrefour da Usina. Não sei por quanto tempo ficou aberto e estou com preguiça de perguntar ao Google. Sei que quando fecharam, há uns 3 anos isso, os moradores do morro que eram funcionários do supermercado se revoltaram com os moradores do morro que insistiam em ir lá fazer as compras do mês, só que sem pagar. Enfim, tudo isso só pra dizer que toda terça e quinta, quando volto pra casa, pela calçada mezzo mal assombrada do Carrefour, sempre vejo as maiores formigas que já vi na Terra. Ainda não tive o prazer de fotografar, e nem sei se saberei fazer tal foto. Sei que são muitas, IMENSAS, todas saindo ou indo em direção ao Carrefour (acredito que ainda existam resíduos de mercadorias lá dentro, e que as formigas-mutantes estejam fazendo a festa). Sabe formiga normal? Essa que a gente vê no açúcar, às vezes até no pão (formiga aqui em casa curte pão). Então, multiplica por 30. É isso. É esse o tamanho da formiga que entra e sai do Carrefour. E elas são tão donas da calçada abandonada que quase não passa ninguém, que quando eu, reles mortal, passo por ali, preciso desviar das bichas, que são muitas e gigantescas. O superhipermegaultramercado continua fechado. Talvez não vire nada. Acho difícil alguém querer construir um prédio, condomínio, logo ali na frente do Borel. Fosse antigamente, até ainda rolava uma fé. Acreditava-se. Mas hoje em dia não rola. O medo impera. Então, o que acontecerá com tamanha área? Outro supermercado? Quem será o louco a arriscar? Uma área de recreação para as crianças do morro? Quem será o gênio a montar? A ter coragem? Acho que aquilo vai ser das formigas. Pra sempre. E cuidado. Elas estão se alimentando e estão crescendo, crescendo, CRESCENDO.
Mas ah, não é nada demais.

7 Comments so far

  1. Gleidson (unregistered) on April 20th, 2007 @ 10:40 am

    Podíamos investigar o que as formigas fazem lá dentro!


  2. Cesar Cardoso (unregistered) on April 20th, 2007 @ 11:06 am

    As formigas dominarão o mundo, Letícia.


  3. Ilka Porto (unregistered) on April 20th, 2007 @ 6:40 pm

    Serão as tanajuras? Elas são formigas grande grandes porque têm uma “bundona”. É tanto que mulher com ancas avantajadas costuma receber o apelido de tanajura, pelo menos lá no interior de Pernambuco. Elas também servem para comer, mas nunca provei. rsrs Olha só a descrição:

    TANAJURA. A tanajura é a fêmea da formiga saúva, também conhecida como formiga-de-asa. Desde os tempos coloniais os portugueses aprenderam a saboreá-la. Assada na manteiga, é um prato delicioso para muitas pessoas. A tanajura faz seu ninho no chão. Em outubro, quando o tempo está quente, ela sai do ninho, em enxame, e fica nos galhos da árvore mais próxima. Os apreciadores da tanajura, munidos de uma urupema, entoam a parlenda: – “Tanajura, cai, cai,/Pela vida de teu pai!”. A que consegue se livrar de seus perseguidores, cava sua toca no chão onde põe seus ovos, formando, assim, um novo formigueiro. Acresce, ainda, que a tanajura, além de participar da culinária brasileira, também é usada – comida ou dela se fazendo um chá bem apurado – para combater os males da garganta, como faringite, amidalite. Dizem, também, ser a tanajura um prato considerado afrodisíaco, aconselhado às pessoas que sofrem de debilidade sexual. Na linguagem popular, tanajura é a mulher que tem a cintura fina e as nádegas desenvolvidas, as raimundas, os violões. Como preparar a tanajura e dela fazer um prato gostoso? A receita é a seguinte: Arrancam-se as asas, o ferrão e as pernas da tanajura depois de lavá-las em água corrente. Em uma frigideira, prepara-se um refogado com cebolas raladas, um pouco de óleo ou manteiga e sal a gosto. Depois de dourar as cebolas, fritam-se as tanajuras em fogo brando, até que fiquem torradas, sem queimar. Junta-se farinha de mandioca e deixa-se dourar.

    http://www.soutomaior.eti.br/mario/paginas/dic_t.htm


  4. anonimus (unregistered) on April 20th, 2007 @ 10:35 pm

    é descida. escroto escrever isso, mas nao é decida.
    e cara. antes era a souza cruz. vc nao devia ter nascido.


  5. leticia - eu mesma (unregistered) on April 21st, 2007 @ 7:43 pm

    anonimous brasil, claro, descida. meu word nao me corrige sempre, que lapso terrivel. (estou num mac sem acento)

    nao sabia que ali era a souza cruz, tenho 25, mas so fui ficar antenada (sic) prascoisasdavida ha pouco.

    mas eh batata, aquilo nao vai ser mais nada. acabou.

    e ilka, nunca tinha pensado nisso das tanajuras. pode ser que sejam as bichas sim.


  6. Patrick (unregistered) on April 23rd, 2007 @ 7:03 pm

    Oh céus! 25 anos; a minha musa tem 25 anos


  7. Deco (unregistered) on April 29th, 2007 @ 9:27 pm

    Essas formigas estão fazendo uma passagem para Macchu Picchu.



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