Marcha da Maconha

Em 2002, recebi isso:

MARCHA.jpg

E lá fui eu, com amigos e ex-namorado ver “qual era”. O que vi foi bem constrangedor: jovens caminhando pelas Visconde Pirajá, cantando “Sou maconheiro com muito orgulho, com muito amor…”
Não que fosse necessário alguém tomar as rédeas da situação e se pronunciar, mas se tornou algo tão aleatório.
Um assunto tão polêmico, e que precisa ser discutido mais de mil vezes, se tornou uma caminhada banal pelas ruas de Ipanema. As pessoas nos olhavam e faziam gestos de desapontamento, e muitos da marcha gritavam: “Ah, o quê que foi? Tem que legalizar mesmo essa porra, velhinha!”

Resultado: saí de lá com um péssima impressão de que muitos seres humanos não sabem fazer uso de uma erva natural.
E a maioria dos seres, quase nunca sabe o que realmente está dizendo.

“Don’t wanna a short zig man” – Lembram dessa música? E todos gritavam isso na pista, mas ninguém sabia o que estava cantando.
Ora, por favor.

Daí que no dia seguinte, meu pai veio me perguntar:
– Onde você estava ontem?
– Em Ipanema, num showzinho lá…
– Sei… Letícia, tem uma foto na contra-capa do Globo, que você aparece numa marcha pró-maconha.
– Ah é?
– É.
– Se sua vó vê isso, ela tem um infarte.
– Foi mal, coroa.

A foto da contra capa.
A foto já tá velha e má escaneada (ui), mas eu tinha um brinco de girassol que vivia com ele, e assim apareci na contra capa do globo, para delírio de alguns amigos e desespero dos meus pais.

Esse ano teve marcha, não pude ir, estava em São Paulo (aliás, JAMAIS moraria em Sãpa, deus pai, que cidade cansativa. pra passear, tudo bem, morar? affff). Li algumas matérias sobre a marcha, e pelo que li, esse ano foi um pouco mais interessante. Munido de faixas, camisetas e um discurso afinado contra a atual política de repressão às drogas, manifestantes das mais diversas idades concentraram-se na orla carioca e seguiram, aos gritos de “tem que liberar a maconha pra plantar”, em direção a Ipanema, onde o ato foi finalizado na areia da praia, em frente ao posto 9.

Seria, de fato, maravilhoso poder plantar e parar de ter contato com criminosos e ainda por cima fumar coisa estragada.

O deputado estadual e secretário de Meio Ambiente do Rio, Carlos Minc, afirmou que é favorável à regulamentação da venda de maconha e participou do ato. “Eu acho que o Rio de Janeiro é uma cidade sitiada pelo tráfico de drogas e de armas e isso não se resolve com a atual política de drogas, que fortalece o traficante. O maior interessado em manter a política de drogas como ela é hoje é o traficante e o lado corrupto da polícia”, disse Minc.

Adoro.

As partes em itálico são do site do Terra.

Música: The Observers – Pass the pipe

Desculpa a falta de posts, sô sem tesão no Rio de Janeiro.
Daí, já viu…

2 Comments so far

  1. eu mesma (unregistered) on May 21st, 2007 @ 6:36 pm

    não rendi, hahahahaha


  2. sete (unregistered) on May 29th, 2007 @ 8:02 pm

    Fala sério, meu.

    Aliás, JAMAIS moraria no Rii, deus pai, que cidade cansativa. pra passear, tudo bem, morar? affff.

    :P



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