Instantâneos
Em Botafogo, numa pastelaria da Voluntários, peço à Dona Chinesa-sorridente: Um caldo de cana, por favor. Ela ordena pro atendente: Códo! Bebo o códo e pergunto o preço. Ela devolve: Quê? O preço do caldo. Uom-uau-uen! Caralho, não entendo nada. Olho pro atendente mas ele olha de volta sem ajudar. Descubro o cartaz na parede. Um real e quarenta.
Em Ipanema, no 157, sempre lotado desde que o mundo é mundo, entram na altura do Bar Lagoa três meninas de 20 anos mais ou menos, bem altas, magras, cabelos mudernos, muito brancas e elegantes. Modelitas certamente. As 3 vão em pé, às minhas costas. São paulistanas e falam sem parar. Estão voltando do “trampo” e reclamam do “puta engarrafameeeiiinnnto, meu!”. Mas são tão bonitinhas que relevo o sotaque.
Na Lapa, na encruzilhada do capeta. Anotem aí as três ruas que se cortam: Resende X Inválidos X Mem de Sá. Eu atravesso e chego à calçada mas ouço uma freada logo atrás. Viro a tempo de ver o táxi atropelando uma velhinha, assim meio de lado, que com a porrada dá uma pirueta e cai estatelada com um saco de plástico na mão. Corro até ela e pergunto se está tudo bem. Ela se levanta, despachada: Tá tudo bem meu filho. Mas vou precisar ir na farmácia pra ver se compro uma arnica.
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na saenssss pennnna tem um yaksoba-podrão. 3.75. o chinês fala “tleis”, perguntei “há quanto tempo mora aqui?” oito anos. deve ser difícil.
sotaque paulista me irrita, de quando em quando.
que velhinha interessante. caiu, levantou. louca.