E tome bala

Essa semana uma amiga e vizinha que mora numa pacata rua do Humaitá, com ares interioranos, teve sua casa atingida por uma bala perdida. O buraco na parede e a pergunta no ar: será que veio do Dona Marta? Pouco importa se o tiro quase foi na sua cabeça.

Aí lembrei, essa semana também completa um ano que, numa festa de aniversário de outra amiga, na laje de Santa Teresa, assistimos a uma saraivada de balas de AR-15. Luzinhas vermelhas voando de um lado para o outro. Um espetáculo até bonito, se desconhecessemos o fato de que aquilo era tiro e iria estacionar em algum lugar.

O que isso tem de novidade aqui no Rio? Nada. Fatos assim já até viraram paisagem no jornal. Mas quando sentimos o furo muito perto da gente, a notícia parece palpável e assustadoramente real.

O TV Pirata já escrachava com essa situação do Rio ainda nos anos 80.

2 Comments so far

  1. LP (unregistered) on September 1st, 2007 @ 8:30 pm

    Parece que em relação a esse tipo de bala não há nenhuma proibição ao uso…


  2. lucas n (unregistered) on September 3rd, 2007 @ 11:38 am

    “Cidade calamitosa/ quase guerra civil/ Cidade Calamitosa/ da escopeta e do fuzil”

    Esse é dos cassetas em meados dos anos 90.

    Há mais de vinte anos a gente vive essa coisa toda. E só piora. Fico pensando como pode ser tão difícil resolver…

    As pessoas repetem pra si mesmas que não tem jeito. É claro que a criminalidade está ligada ao processo de urbanização, à pobreza etc. Mas é só olhar pro resto do mundo pra gente perceber que não há nada que justifique a manutenção por tanto tempo desse estado de coisas.

    Enquanto a política de segurança for a do apartheid, da tortura e dos caveirões, certamente não teremos solução.



Terms of use | Privacy Policy | Content: Creative Commons | Site and Design © 2009 | Metroblogging ® and Metblogs ® are registered trademarks of Bode Media, Inc.