Nome Próprio

Pra quem ainda não se deu conta, estamos em pleno Festival de Cinema do Rio. Comecei minha incursão no evento pela pré-estréia do filme “Nome Próprio”, de diretor Murilo Salles. Seguindo o exemplo do Elton, direi o que achei do filme, mesmo sem ninguém perguntar.

A sinopse do filme fala de uma jovem que sonha em ser escritora blah blah blah. O que não está na sinopse do site do festival é que o filme é baseado nos livros e blogs da escritora gaúcha Clarah Averbuck, uma das primeiras blogueiras nacionais a ser reconhecida no “mainstream”. Então, se não me engano, é o primeiro longa nacional inspirado em blogs.

Justamente essa peculiaridade da linguagem dos blogs é que é o grande barato da coisa. Leandra Leal, numa puta interpretação, encarna totalmente o exibicionismo da personagem Camila, virando-se do avesso nos textos e na nudez física e moral. Por falar nisso, o texto talvez seja a maior virtude da obra. Os diálogos são incríveis.

Então “Nome Próprio” é um filme com uma linguagem inovadora, excelente texto, e uma grande atriz no papel principal. Mas, infelizmente, o restante do elenco não é lá essas coisas, o que causa um contraste bastante incômodo. Além disso, acho que mais de duas horas de crises de solidão, nudez, sexo e palavrões cansa um pouco, o que prejudica a intensidade das cenas mais importantes. Mas baixo orçamento é isso aí, né? De qualquer forma é incrível levar às telas a linguagem do “diário indiscreto”.

Só mais uma coisa: a cena de sexo com Camila e o rapaz de Ribeirão Preto já vale a ida ao cinema.

Existe um blog do filme, nomepropriofilme.blogspot.com, e os horários e salas de exibição podem ser encontrados no site do festival.

1 Comment so far

  1. Alex (unregistered) on September 29th, 2007 @ 8:32 pm

    Então… Uma vez ajudei um diretor de teatro a montar a trilha sonora para uma peça baseada num texto da Clara A… “Máquina de pinball”. Aquela crítica de teatro do Globo publicou meu nome na crítica horripilante que fez de tudo, inclusive do meu trabalho. rs Mas ela disse que eram “músicas de aeróbica”, sendo que era Radiohead, Skunk Anansie, etc. Só banda foda. Enfim… Gente é gente.
    Gostei do seu texto sobre o cara de 24 anos do chapéu. :)
    bj



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