Le Metro c’est très chic

Mas ainda faltam algumas modernizações. Depois de separar o curral dos machos do curral da fêmeas e de introduzir o inglês nas mensagens que anunciam a chegada das estações — mas apenas o nome delas sobrevindo ao next stop, porque o resto das informações em inglês daria muito trabalho para traduzir — enfim, restam ainda algumas inovações.
Primeiramente poderiam criar o carro GLS porque, segundo me dizem, o carro das mulheres — respeito é bom e elas merecem — virou território para a prática de outras taras. Então, para evitar novos constrangimentos, criaríamos essa terceira viatura. Os bissexuais, por exemplo, poderiam andar nas três modalidades carrossexuais: a dos homens, a das mullheres e a dos GLS, desde que tragam sempre consigo a sua CNP — Carteira Nacional de Polissexualidade — e que se comportem direito, ora essa!
Poderíamos ter também a separação de carros por afinidades clubísticas — eu voltei outro dia junto com a raçaflá e não sendo raçaflassense sentí-me um pouco coagido — e outras diferenças econômicas, étnicas e culturais. Resta a questão das categorias híbridas… Em que carro vai um homem, 73 anos, nissei, necrófilo, kardecista, vascaíno, classe média, anarquista e obeso? Bom, nesse caso ele vai de táxi mesmo.
E porque não evoluir também nas informações poliglofônicas? Apenas como exemplo, a gravação diria o seguinte: Próxima estação Largo do Machado… estação de integração para Laranjeiras, Cosme Velho, blá-blá-blá, blá-blá-blá… e aí emendava: next stop Largo do Machado, prochain arrêt Largo do Machado, folgender Anschlag Largo do Machado, etc, etc, assim progressivamente.


Putz… “Carteira Nacional de Polissexualidade” é sensacional! Não consigo parar de rir sozinho!
esse Luiz Paulo Rocha é um sarro, gente.
Das ist very divertido!