Rio Cena Contemporânea
O lugar do teatro no país do monopólio televisivo é questionado pela atriz da apresentação de (BOD)-Y-STERIA, de grupo com mesmo nome, que traz ao palco Freud, Camille Paglia, Bush entre outros na sua apresentação.
É uma performance forte e corajosa, quase nua, despida de pudores. É quase um tapa na cara. E no teatro dói mais, porque “o teatro fede mais, o teatro cospe mais, no teatro os corpos se encostam mais…”
A apresentação é dividida em etapas, uma mais divertida que a outra; o texto é irônico e muito crítico, mas muito divertido, assim como a performance num todo. Valeu ter ido no Teatro da Graça Aranha pra conferir essa performance do Rio Cena. Gostei dos recursos usados (vídeo, figurino, etc), a trilha sonora também foi interessante, tocando Kraftwerk em alguns momentos, tudo bem “muderrrrno”.
Um dos momentos que mais gostei foi o da atriz famosinha e novinha com questões paternas mal resolvidas, procurando apoio nos homens que seduz ao se despir em programas e revistas e toda a vergonha gerada que se soma aos conflitos internos, misturada ao estatus e dinheiro, na falta de perspectiva e de opção para atrizes e dançarinas que querem ganhar a vida no meio televisivo.
O da drag devoradora de mídia que canta e dança em português, espanhol e inglês simultaneamente também é muito bom.
Enfim… Teatro performático: aLimento para a alma.


ano passado vi boas peças no riocena, esse ano não vi nada.
shame on me.