Vamos marcar? Claro, vamos! Mas vamos mesmo…

“O indireto afetivo na linguagem do carioca”, excelente ensaio do poeta, compositor e ensaista Francisco Bosco, está contido no livro Banalogias, seu útlimo lançamento.

O texto discute o famoso “vamos marcar…” carioca, e consegue realmente lançar luz sobre seu significado e origem, uma bela exposição sobre a essência afetiva dos habitantes desta cidade.

O ensaio pode ser lido na íntegra no blog do Antônio Cícero:

http://antoniocicero.blogspot.com/2007/10/francisco-bosco-o-indireto-afetivo-na.html

Referência:
BOSCO, Francisco. Banalogias. Rio de Janeiro: Objetiva, 2007.

3 Comments so far

  1. LP (unregistered) on October 10th, 2007 @ 5:48 pm

    Não li o ensaio ainda, mas fiquei curioso. Há algum tempo eu tinha uma teoria a esse respeito, não sei se bate em algum ponto com a do Bosco. A minha é a seguinte: aqui no Rio, somos tão condicionados a uma “informal cordialidade”, somos obrigados a manter a monocultura do bom-humor, festinha, praia, carnaval, samba e violão, que, ao fim e ao cabo, não damos conta de tantos compromissos afetivos-sociais. A solução — péssima — encontrada é esse “eu finjo que gosto muito de você e você finje que gosta muito de mim”. São falsas demonstrações de afeto e uma absoluta falta de compromisso com os outros. Nesse aspecto, nós cariocas, somos bem babacas.


  2. lucas n (unregistered) on October 11th, 2007 @ 10:24 am

    LP,

    O Chico Bosco tem um pensamento um pouco diferente, mais otimista talvez. Eu concordo em parte com você. Não acredito que sejam, na maioria das vezes, “falsas demonstrações de afeto”, mas também acho que existe “uma absoluta falta de compromisso com os outros”, que, afinal, fazem parte da babaquice e do “charme malandro” dos cariocas, ou ao menos do ideário carioca consagrado.

    um abraço,
    Lucas


  3. Ilka (unregistered) on October 16th, 2007 @ 12:29 pm

    Também concordo, Lucas, que tem um pouco das duas coisas. Costumava olhar mais pelo lado negativo esse “vamos marcar”, como JP colocou, mas de fato o otimismo do ensaio de Fransico Bosco até minimizou isso e me fez concordar em parte. Um jeito Pollyana de ver esse costume. rsrs



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