Entretenimento

Não vou forçar a ler; quem quiser, clica.

O Tim Festival… Caro sim; mas encontrei um evento caro também. Segurança funcionando, banheiros patrocinados pela Nívea, desodorantes e hidratantes à disposição dos fedidos e suados dos shows… Um festival cheiroso pra quem quis! Perto da água, tinha onde olhar a lua sentadinho do lado de fora, caminhar pela arena; arena era um tempo legal fora do barulho, formava um círculo… A chuva não atrapalhou muito na hora do evento… Mas quem não tem clima social assiste ao show e não quer ficar muito tempo bundando. A casa e a cama sempre parecem mais atraentes. Entendo que cobrem muito para ter aquela estrutura… É realmente gigantesco o empreendimento. De onde essas empresas tiram tanto dinheiro?! Olha, vou enumerar… Milhões de banheiros espalhados por todo o evento; equipes de limpeza na ativa constante; seguranças e estandes funcionando (pessoas e aparelhos – detectores de metais e rádios), circulando; luzes; sons; ambientes diversificados; áreas cobertas; áreas fechadas com estrutura de madeira coberta por tecido no chão; tendas dos palcos; equipamentos de som e iluminação, cachê das bandas… ETC!
Que bom que existe dinheiro assim no mundo! Ele devia ser distribuído igualmente entre todas as pessoas, pra todo mundo ganhar bem e poder pagar inteira R$ 180 para ver uma cantora, que de fato é maravilhosa, islandesa.

Eu não acho que o problema seja quanto custa, o problema é não ter para usufruir! E é realmente um disparate à parte saber que estávamos curtindo o festival enquanto a cidade vai se adaptando ao caos, que não é novidade, e sendo enterrada e alagada; outras coisas de antigo conhecimento dos cariocas acontecendo. Conseguimos mesmo usufruir? Fico na bad; não consigo cantar e esquecer do mundo lá fora. O mundo lá de fora é trazido até o meu umbigo, inclusive pelas atrações interacionais que fazem um espelho de água interessante. Pelo menos da crítica vem o aprendizado sobre valorizar nosso território. Mas por ser arraigada ao meu solo tengo dificuldade em decolar.

Eu quero falar mais sobre essas toneladas que terra que deslizaram sobre o Rebouças. O que elas estão tentando enterrar/ encobrir?

Rio, somos seus filhos! Take it easy.

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