Rio(s) de (rima para todos os) Janeiro(s)

Rio de Janeiro, fora do eixo
é tão destro nosso desleixo…
Não está inteiro, não está ao meio
Rio de Janéramos, fevereiro e março…
Primeiro de abril, eleições fechadas, apague o isqueiro
se não for tabaco…

Rio de janeiro, teu aguadeiro
é um atoleiro para os bicheiros
E os banqueiros abrem o berreiro no cativeiro
É cavalheiro o bombardeio do brigadeiro
E o fuzileiro apronta o fogareiro, o sinaleiro para o marinheiro

E o cheiro dos teus bueiros, quase um chiqueiro.
Não está inteiro, teus morros são coveiros,
Falta dinheiro, falta cinzeiro, falta um escudeiro…

Teu estaleiro é um picadeiro sem nenhum roteiro,
É um pipoqueiro, um sorveteiro e um corneteiro
E o mundo inteiro, dentro de um palheiro.
E o salgueiro canta o samba para o formigueiro.
Tuas pessoas são peças soltas no tabuleiro,
Um pardieiro com um letreiro, sem travesseiro
nem paradeiro

Teu carpinteiro, de braços abertos pro desfiladeiro,
Vê tuas meninas com bicho-carpinteiro e teus meninos
caminhando sobre braseiros, são açougueiros…
Rio de janeiro, teu sol nunca ilumina o nevoeiro (Será que sabem o polícia que mata o bandido e o bandido que mata o polícia que os dois torciam para o Flamengo?)
Está vazio o teu saleiro, pague um cruzeiro e vá para outras margens.
Não há água em teus chuveiros que possa lavar essa sujeira.

2 Comments so far

  1. LP (unregistered) on November 29th, 2007 @ 7:23 pm

    sim, sim!!!

    (amigos, a NET/Virtua se supera e me deixa hoje a exatos 12 dias sem conexão… estou em outro micro para não ser totalmente banido da sociedade — eu sou parcialmente banido — de modo, que vcs são todos uns queridos e feliz natal e boníssimo 2008, antes que seja tarde)


  2. LP (unregistered) on December 1st, 2007 @ 1:45 pm

    … há exatos …

    a pressa é a inimiga da revisão.



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