A dura vida do pedestre na Barra

A Barra da Tijuca definitivamente não foi feita para pedestres. Isso não é novidade, mas ainda surpreende quão difícil é se locomover com as próprias pernas pelas principais vias do bairro. Hoje precisei andar cerca de 15 minutos e o trajeto se transformou numa aventura, tamanha era a quantidade de obstáculos. O que dirá um cadeirante.

Ir do Condado de Cascais até o Shopping Downtown, há apenas uma parada de ônibus de distância, parecia infinitamente mais longe. Pistas múltiplas sem passarelas, viaduto sem espaço para pessoas atravessarem, ausência de calçadas ou vias para quem está a pé, enormes bocas-de-lobo pelo percurso, enfim, só caminhando para crer. Fora quando se precisa atravessar a Av. das Américas, carinhosamente apelidada de “via da morte”. Haja corrida para se adequar ao tempo dos sinais. Quando existem, claro.

Os inúmeros acidentes já são motivos suficientes para mostrar que algo deve ser feito. Mas continuando sobre meu trajeto de hoje, nos canteiros por onde estive, só se via aqueles caminhozinhos formados por quem precisa andar pelo local e tem que dar algum jeito de driblar as inadequações, nem que isso implique em riscos. A Prefeitura só deve passar por ali de carro, e muito rápido, para não perceber uma coisa dessa.

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