Por que o Rio em separado?

Eu acho que ficamos meio isolados aqui… Onde estão os outros Estados do Brasil? Se só cariocas e fluminenses escrevem e só cariocas e fluminenses lêem, qual o espaço para a troca com quem está “de fora”? Com quem pode acrescentar?

Não há conversa.

Fico me sentindo isolada aqui.
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Gostaria de saber das outras pessoas como se sentem em ter o Rio como berço. Queria conversar com elas. Como está o Rio de Janeiro como terra-mãe? Como está para você? Quero ouvir de você. Não quero só falar, quero escutar. Meus irmãos de berçário… Somos todos um. Não estão se sentindo órfãos?

Vocês se sentem bem acomodados e nutridos com toda essa praia, sol, calor, futebol, carnaval, funk, samba, polícia militar vs tráfico e emoções a 40 graus?
E com essa multiplicidade de experiências que o Rio fornece, que vai desde uma vidinha em comunidade até uma vidinha na Sernambetiba?

Vocês se sentem confortáveis e amamentados? Estão satisfeitos com a vida que levam? Vêem perspectiva de felicidade e futuro nesta cidade a qual pertencemos? “Estou chorando e não estou mamando”, mas muita gente está…

Temos casa, comida e água para lavar a roupa?
Eu acho que a sujeira tem ficado na superfície. Estamos todos caminhando sobre ela.
Não tem purpurina e paetê que esconda, é por isso que estou perguntando. E a bateria tem que encobrir o som de estarmos pisando na lama, por isso é bem alta. Eu não gosto que mintam para mim… Mas acho que o Rio não se importa com as fantasias.

O Rio é muito bonito, mas quando eu penso nisso eu fico tão triste…

1 Comment so far

  1. LP (unregistered) on February 9th, 2008 @ 3:12 pm

    Querida Alexandra, eu acho que a questão é circunstancial, tanto em relação à cidade, quanto em relação ao blog.

    Em respeito às regionalidades autorais, se não me falha a memória já tivemos petropolitanos, pernambucanos, maranhenses e até mesmo um ianque :) escrevendo sobre ou sob o Rio.

    Vieram e se foram, assim como uma leva de outros cariocas e fluminenses.

    Eu tenho andado por aqui, pelo blog e pela cidade. Adotei há alguns anos uma postura mais (desculpe o palavrão) pró-ativa, mas não condeno os pró-passivos e nem os contra-ativos.

    Eu creio que tocar o som de uma manada de elefantes — ou a narração de uma receita culinária — num megafone durante um bloco de carnaval se dá porque também sei que está tudo muito errado.

    Um carinhoso beijo momesco

    PS1: porque você não tenta chamar um povo que possa e queira batucar o teclado com a gente no MB?
    PS2: Porque você não escreve mais? :)



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