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Não se pode agradar a todos.
Não sei como tantos reclamam dos aeroportos do Rio de Janeiro e seus entornos, onde outros se sentem em casa.

Se chove no Rio de Janeiro…
Não há Rio de Janeiro.

(Ver mais fotos no G1).
Nada de novo no front?

Luiz Antonio Gravatá não precisava ter ido ao Oriente Médio (como de fato foi, em férias bem documentadas em seu blog) em busca dos sinais da guerra.
Ele pôde documentá-la ao vivo no conforto de seu apartamento, como pode ser visto aqui.
No commentsRio de Janeiro misterioso
Depois do último post, o Rio de Janeiro passou por importantes transformações que foram solenemente ignoradas por este “comentarista”.
A principal delas foi a eleição do novo prefeito, em segundo turno, por uma relativamente estreita margem de votos.
A discussão que se seguiu coloca sob suspeita a qualidade das alianças feitas pelo candidato eleito, em comparação com a “pureza” de propostas da candidatura adversária.
As promessas de campanha do candidato eleito podem ser verificadas (e cobradas, por supuesto) em listas disponibilizadas online como aqui.
Neste domingo, no Rio de Janeiro
Eventos não faltarão, como mostra esta notícia.
Comments are off for this postWalking down the streets: the answer
A versão impressa do jornal O Globo de hoje traz uma reportagem de Chico Otavio que pode responder às perguntas feitas no post de ontem.
A chamada da primeira página, reproduzida ao lado, é significativa.
(Uma parte da reportagem pode ser lida online aqui.)
Comments are off for this postWalking down the streets
A rápida e simpática passagem da atriz Julianne Moore pelo Rio de Janeiro não chegou a afetar muito a rotina da cidade.
Continua difícil caminhar pelas calçadas do Rio.
O início da rua São Clemente, em obras, é uma eloqüente demonstração de desrespeito ao pedestre.
Como são tomadas estas decisões? É um plano? Faz parte da campanha eleitoral ou da anticampanha habitual?
Olha que coisa mais linda
Uma das coisas mais irritantes que se pode fazer é encher o simples de adjetivos.
A carioca fica mais linda quando veste (modo de dizer…) um biquini básico, enrola um paninho na cintura, que é mais para deitar na areia sem ficar parecida com um bife à milanesa, calça uma “sandália de dedo” e vai pra praia.
Dizer o quê? Tem que ver.
Heloise criou o blog Rio em disco.
Em cada post ela mostra uma capa de disco original que tenha alguma coisa da paisagem do Rio de Janeiro, transcreve a letra de uma faixa ou outra que se pode botar pra tocar com um clique. Simples, leve de carregar, sem malabarismos mirabolantes.
Dizer o quê? Tem que ver. E ouvir muito.
A homenagem ao Dorival Caymmi é emocionante.
Comments are off for this postMais um ótimo serviço do blogueiro-mor Luiz Antônio Gravatá
Irashai mase!(*)
O Rio é uma cidade que precisa ser vista.
Ver o Rio é ver sua beleza, mas também o que falta e o que está sobrando para que ela seja também uma cidade agradável de se viver ou de se passear.
Época de eleições municipais, as campanhas bombando nas ruas, é a época ideal para se discutir isso.
O jornal O Globo de domingo, 17/08/08, publica, na pág. 8, na série O Rio da Gente, sob o título “Um olhar estrangeiro”, um artigo do empresário japonês Todd Takahashi, que mora no Rio de Janeiro há onze meses e é gentil com a cidade.
No entanto, ele admite que sente saudades de Tóquio sempre que tenta:
- 1. Usar o sistema de transportes públicos. Não é fácil trabalhar no Rio se você mora longe do local de trabalho. O sistema é… Bem, para também ser gentil, não chega a ser propriamente um sistema.
2. Andar de bicicleta pela cidade. As ciclovias são precárias e não são integradas. O governador do Estado do Rio de Janeiro parece estar inteiramente de acordo com o senhor Takahashi, ao menos neste ponto. As últimas vezes em que foi visto sobre uma bicicleta, Sua Excelência se encontrava em Paris ou em Berlim.
3. Caminhar com tranqüilidade pelas ruas. Há dias melhores que os outros. Há lugares mais ou menos piores do que outros. Mas, se você precisar da ajuda de um policial, provavelmente vai ter dificuldades de encontrar um e, quando encontrar, provavelmente vai precisar lidar com um profissional mal pago, mal treinado e muitas vezes com má vontade.
A empresária e historiadora Sueli Gama, que mora no Rio há dezessete anos, além dos pontos positivos que ela também ressalta, na mesma série, na pág. 3 da edição de 18/08/08 de O Globo, em artigo intitulado “Vamos sair ao sol”, acrescenta mais um problema que precisa ser resolvido quando se quer:
- 4. Caminhar pelas calçadas e pontos históricos do Rio. Acaba por se tornar um passeio desagradável, devido à sujeira e à má conservação dos prédios antigos (além da já mencionada falta de segurança). Limpeza e saneamento podem melhorar em muito a imagem que os turistas e o próprio carioca tem de sua cidade.
Há outros problemas. Todos precisam ser atacados. A experiência de outras cidades no mundo inteiro, no entanto, revelam que a solução de todos estes problemas é possível em curto prazo e pode ser, se não mais barata, certamente muito mais rentável do que a propaganda oficial que é feita para encobrir a falta de consideração dos responsáveis para com a população.
(*) Bem-vindo, em japonês (eu li em várias páginas por aí).
Comments are off for this postRio que mora no mar
O jornal O Globo de hoje traz, na coluna Boa Gente do Segundo Caderno (infelizmente só disponível na net para assinantes, o que eu lamento, mesmo sendo assinante), depoimentos de vários cariocas ilustres sobre os “sabores perdidos” do Rio de Janeiro.
Uma reportagem deliciosa para a memória.
Em destaque, o depoimento de Elizabeth de Mattos Dias que distribui por e-mail listas com as boas coisas do Rio. (Suspeito que o O novo blog Rio que mora no mar , ainda sem identificação de autoria, seja é uma criação dela. O primeiro post é lindo. Tomara que ela tome gosto pela coisa!)
Transcrevo a lista de Elizabeth:
ÁGUA NA BOCA
- 1. O arroz doce da leiteria Mineira;
2. O mingau da Boi;
3. Sorvetes do Morais, em Ipanema, a Sorveteria das Crianças;
4. A banana split da lanchonete da Mesbla;
5. A comida árabe do Baalbek, na Galeria Menescal, em Copacabana;
6. O cassoulet do Penafiel;
7. O espaguete do Giotto, em Botafogo;
8. Os pastéis do Bar do Adão, no Grajaú e em Botafogo;
9. Os bolinhos de bacalhau do Rei do Bacalhau, no Encantado;
10. O pão francês da padaria Eldorado, em Ipanema;
11. As tortas da Gerbô;
12. Doces da Confeitaria Tijuca (onde hoje fica uma Lojas Americanas);
13. O cachorro quente das lojas Americanas;
14. A maçã caramelada da Galeria Menescal;
15. Angu do Gomes na Praça XV;
16. Mate no copo de papel com base de alumínio da Casa Flora, na Ramalho Ortigão;
17. Laranjada americana da Travessa do Ouvidor;
18. Pirulitos de cone nas ruas;
19. Madrilenho da confeitaria Manon;
20. Maravilha de camarão da Colombo.
Concordo com tudo e muitas dessas comidinhas faziam parte do meu menu até o início da década de 70.
Algumas observações pessoais sem fugir da lista original:
15. O Angu do Gomes da Praça XV está presente em muitas destas listas… Estudante, morador de Niterói e freqüentador da Praça XV e do Largo do Machado em horas fora do relógio dos seres humanos normais, eu ataquei uma ou outra das barraquinha algumas vezes. (Eles não tinham autorização para servir bebidas alcoólicas, mas, em segredo, com alguma insistência, discretamente, o vendedor sorria e servia uma generosa dose de pinga para abrir o apetite dos fregueses habituais da madrugada. Segredo de polichinelo: todo mundo sabia.) O prato pode ter salvado muitas vidas, mas, cá entre nós, nos primeiros anos da década de 70, o gosto era horrível. No entanto acredito na Elizabeth quando diz que o que era servido anteriormente, desde 1955, era bem melhor.
17. A Laranjada Americana da Travessa do Ouvidor ainda servia a famosa laranjada até recentemente, no mesmo lugar, com o mesmo sabor indefectível de que me lembro de meados da década de 60. Vou verificar se ainda está lá, mas não abre aos domingos.
Atualização em 18/08/2008, às 23h14min:
Quem quiser receber regularmente uma obra de arte em forma de ótimas histórias e belas imagens do Rio de Janeiro em sua caixa postal faça-se (isso! A si mesmo!) o favor de enviar um e-mail para a designer gráfica Elizabeth de Mattos Dias: rioquemoranomar@oi.com.br.
O de agosto, que ela gentilmente me enviou, além de bonito estava uma delícia.
Mas já é tarde e, se minhas filhas não me traíram, tem sorvete Kibon no congelador…
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