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	<title>Rio de Janeiro Metblogs &#187; rio_alexandra</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 07:56:25 +0000</pubDate>
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		<title>Por que o Rio em separado?</title>
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		<pubDate>Sat, 09 Feb 2008 14:09:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Eu acho que ficamos meio isolados aqui&#8230; Onde estão os outros Estados do Brasil? Se só cariocas e fluminenses escrevem e só cariocas e fluminenses lêem, qual o espaço para a troca com quem está &#8220;de fora&#8221;? Com quem pode acrescentar?
Não há conversa.
Fico me sentindo isolada aqui.
- - - - - - - - - [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Eu acho que ficamos meio isolados aqui&#8230; Onde estão os outros Estados do Brasil? Se só cariocas e fluminenses escrevem e só cariocas e fluminenses lêem, qual o espaço para a troca com quem está &#8220;de fora&#8221;? Com quem pode acrescentar?</p>
<p>Não há conversa.</p>
<p>Fico me sentindo isolada aqui.<br />
- - - - - - - - - - - - - -<br />
Gostaria de saber das outras pessoas como se sentem em ter o Rio como berço. Queria conversar com elas. Como está o Rio de Janeiro como terra-mãe? Como está para você? Quero ouvir de você. Não quero só falar, quero escutar. Meus irmãos de berçário&#8230; Somos todos um. Não estão se sentindo órfãos?</p>
<p>Vocês se sentem bem acomodados e nutridos com toda essa praia, sol, calor, futebol, carnaval, funk, samba, polícia militar vs tráfico e emoções a 40 graus?<br />
E com essa multiplicidade de experiências que o Rio fornece, que vai desde uma vidinha em comunidade até uma vidinha na Sernambetiba?</p>
<p>Vocês se sentem confortáveis e amamentados? Estão satisfeitos com a vida que levam? Vêem perspectiva de felicidade e futuro nesta cidade a qual pertencemos? &#8220;Estou chorando e não estou mamando&#8221;, mas muita gente está&#8230; </p>
<p>Temos casa, comida e água para lavar a roupa?<br />
Eu acho que a sujeira tem ficado na superfície. Estamos todos caminhando sobre ela.<br />
Não tem purpurina e paetê que esconda, é por isso que estou perguntando. E a bateria tem que encobrir o som de estarmos pisando na lama, por isso é bem alta. Eu não gosto que mintam para mim&#8230; Mas acho que o Rio não se importa com as fantasias. </p>
<p>O Rio é muito bonito, mas quando eu penso nisso eu fico tão triste&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>No Rio, a violência importa mais que as pessoas.</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/12/25/no-rio-a-violencia-importa-mais-que-as-pessoas/</link>
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		<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 05:58:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[click

Aqui no Rio ninguém sai de casa a não ser que tenha um excelente motivo. Sabe o que é? O PAVOR de andar nas ruas, a qualquer hora do dia, especialmente da madrugada. Amigos? Vida social? ESQUEÇA!
A campanha da violência está ACABANDO com as nossas vidas. Mais do que a violência em si. Porque não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>click<br />
<span id="more-835"></span><br />
Aqui no Rio ninguém sai de casa a não ser que tenha um excelente motivo. Sabe o que é? O PAVOR de andar nas ruas, a qualquer hora do dia, especialmente da madrugada. Amigos? Vida social? ESQUEÇA!</p>
<p>A campanha da violência está ACABANDO com as nossas vidas. Mais do que a violência em si. Porque não conseguimos viver mais, com MEDO.</p>
<p>Vivemos insegurança dupla; de um lado a polícia, do outro, os bandidos. A quem devemos temer mais?</p>
<p>Não quero ver no jornal quantas pessoas foram assaltadas, assassinadas, sequestradas, tiveram seus carros roubados, ETC. Deixem que essas informações sejam expostas no site da prefeitura. </p>
<p>Telejornais: POR FAVOR, PáREM COM ISSO; PÁREM COM AS AMEAÇAS.<br />
Elas existem. JÁ SABEMOS!<br />
Mas queremos VIVER. Em paz. Se ninguém falar mais sobre como o RJ é uma cidade violenta e vivenciar a verdadeira violência, talvez as pessoas todas se movam, porque a cidade é violenta! E a violência vem em todos os formatos&#8230; Ela é verbal e televisiva. Deixe que as pessoas saibam através da experiência, não através da comercialização da violência!  </p>
<p>Todo mundo sabe. E o que é feito é ficar em casa, na &#8220;segurança&#8221; do lar. Cadê miniha vida social? Onde estão meus amigos? Ninguém vai visitar ninguém a não ser por algum BOM MOTIVO. Mas nenhum motivo é melhor do que ficar vivo. Por que sair então, para se arriscar? Façamos da cidade um amedrontado geral.<br />
A campanha sobre a violência gera muito mais MEDO que SOLUÇÃO. </p>
<p>Equipem os carros de polícia. Paguem melhor os salários dos policiais, tornem o trabalho digno do risco que eles correm. Legalizem o plantio e uso de marijuana. Oferça oportunidades reais para os habitantes daqui, sem ser apenas durante o Natal (comércio) e Carnaval (apoteose)! </p>
<p>TENHAMOS UM RIO MAIS SAUDÁVEL. Por favor. Antes que seja completamente absurdo morar aqui. Já está intragável.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>A Casa e Vídeo fica aberta até MEIA-NOITE! SÓ HOJE</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/12/23/a-casa-e-video-fica-aberta-ate-meia-noite-so-hoje/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 01:01:36 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;Faça suas últimas compras de Natal!!! Aproveite, que é SÓ HOJE&#8221;
AHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAAH
Só não gargalho mais ALTO porque sinto muita pena de todos os vendedores, expremidos até a última gota de sangue nesse feriado. 
Gente, como é que pode? Papai Noel e comércio SÃO o Natal!
Não há mais nada que possa ser feito. 
(e depois do Natal, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8220;Faça suas últimas compras de Natal!!! Aproveite, que é SÓ HOJE&#8221;</p>
<p>AHAHAHAHAHAHAHAHAHAAHAAH</p>
<p>Só não gargalho mais ALTO porque sinto muita pena de todos os vendedores, expremidos até a última gota de sangue nesse feriado. </p>
<p>Gente, como é que pode? Papai Noel e comércio SÃO o Natal!<br />
Não há mais nada que possa ser feito. </p>
<p>(e depois do Natal, só tem mais um pesadelo&#8230; O Reveillon! O que fazer? Pra onde ir neste Rio de Janeiro? Pra onde FUGIR?! PRA ONDE, PRA ONDE???) - risos -</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Rio(s) de (rima para todos os) Janeiro(s)</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/11/24/rios-de-rima-para-todos-os-janeiros/</link>
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		<pubDate>Sat, 24 Nov 2007 21:01:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Rio de Janeiro, fora do eixo
é tão destro nosso desleixo&#8230;
Não está inteiro, não está ao meio
Rio de Janéramos, fevereiro e março&#8230;
Primeiro de abril, eleições fechadas, apague o isqueiro
se não for tabaco&#8230;
Rio de janeiro, teu aguadeiro
é um atoleiro para os bicheiros
E os banqueiros abrem o berreiro no cativeiro
É cavalheiro o bombardeio do brigadeiro
E o fuzileiro apronta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Rio de Janeiro, fora do eixo<br />
é tão destro nosso desleixo&#8230;<br />
Não está inteiro, não está ao meio<br />
Rio de Janéramos, fevereiro e março&#8230;<br />
Primeiro de abril, eleições fechadas, apague o isqueiro<br />
se não for tabaco&#8230;</p>
<p>Rio de janeiro, teu aguadeiro<br />
é um atoleiro para os bicheiros<br />
E os banqueiros abrem o berreiro no cativeiro<br />
É cavalheiro o bombardeio do brigadeiro<br />
E o fuzileiro apronta o fogareiro, o sinaleiro para o marinheiro</p>
<p>E o cheiro dos teus bueiros, quase um chiqueiro.<br />
Não está inteiro, teus morros são coveiros,<br />
Falta dinheiro, falta cinzeiro, falta um escudeiro&#8230;</p>
<p>Teu estaleiro é um picadeiro sem nenhum roteiro,<br />
É um pipoqueiro, um sorveteiro e um corneteiro<br />
E o mundo inteiro, dentro de um palheiro.<br />
E o salgueiro canta o samba para o formigueiro.<br />
Tuas pessoas são peças soltas no tabuleiro,<br />
Um pardieiro com um letreiro, sem travesseiro<br />
nem paradeiro</p>
<p>Teu carpinteiro, de braços abertos pro desfiladeiro,<br />
Vê tuas meninas com bicho-carpinteiro e teus meninos<br />
caminhando sobre braseiros, são açougueiros&#8230;<br />
Rio de janeiro, teu sol nunca ilumina o nevoeiro (Será que sabem o polícia que mata o bandido e o bandido que mata o polícia que os dois torciam para o Flamengo?)<br />
Está vazio o teu saleiro, pague um cruzeiro e vá para outras margens.<br />
Não há água em teus chuveiros que possa lavar essa sujeira.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A cidade que não escorre</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/10/28/a-cidade-que-nao-escorre/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 03:16:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Natureza]]></category>

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		<description><![CDATA[Chove, chove e não escorre. Inunda mas não lava. Daí a terra desliza; na próxima o teto desaba. Para muitos isso já acontece!
Pipocas de metal são consumidas durante os filmes de ação ao vivo; cenas de violência explícita. 
Foram descobertos canos clandestinos&#8230; Clandestinos canos ou engenharias?
Sabe-se lá se o teto do Rebouças é checado temporariamente?! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chove, chove e não escorre. Inunda mas não lava. Daí a terra desliza; na próxima o teto desaba. Para muitos isso já acontece!<br />
Pipocas de metal são consumidas durante os filmes de ação ao vivo; cenas de violência explícita. </p>
<p>Foram descobertos canos clandestinos&#8230; Clandestinos canos ou engenharias?</p>
<p>Sabe-se lá se o teto do Rebouças é checado temporariamente?! Sabe-se lá da segurança das estruturas da Ponte Rio- Niterói? Pagamos pedágio, mas pagamos impostos e de nada se sabe. </p>
<p>Nem a pista do aerporto de SP era checada! Vão dar atenção ao segundo maior centro urbano do Brasil? Hunf.</p>
<p>Prefeito? Governador? Estamos carentes de pai! Por favor nos acuda; de braços abertos. Falta um pai para o Rio; a figura de autoridade foi transformada em pedra, colocada nas alturas, onde ninguém possa alcançar. Só este pai ausente sobreviverá ao desastre das inundações. O Rio não tem mãe; não sabem as ruas como fluir ao tráfego, os morros como fluir ao tráfico e as pessoas como fluir ao caos.</p>
<p>Somos um povo carente. Que tipo de gente somos??</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Entretenimento</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/10/28/entretenimento/</link>
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		<pubDate>Sun, 28 Oct 2007 02:50:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não vou forçar a ler; quem quiser, clica.

O Tim Festival&#8230; Caro sim; mas encontrei um evento caro também. Segurança funcionando, banheiros patrocinados pela Nívea, desodorantes e hidratantes à disposição dos fedidos e suados dos shows&#8230; Um festival cheiroso pra quem quis! Perto da água, tinha onde olhar a lua sentadinho do lado de fora, caminhar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não vou forçar a ler; quem quiser, clica.<br />
<span id="more-813"></span><br />
O Tim Festival&#8230; Caro sim; mas encontrei um evento caro também. Segurança funcionando, banheiros patrocinados pela Nívea, desodorantes e hidratantes à disposição dos fedidos e suados dos shows&#8230; Um festival cheiroso pra quem quis! Perto da água, tinha onde olhar a lua sentadinho do lado de fora, caminhar pela arena; arena era um tempo legal fora do barulho, formava um círculo&#8230; A chuva não atrapalhou muito na hora do evento&#8230; Mas quem não tem clima social assiste ao show e não quer ficar muito tempo bundando. A casa e a cama sempre parecem mais atraentes. Entendo que cobrem muito para ter aquela estrutura&#8230; É realmente gigantesco o empreendimento. De onde essas empresas tiram tanto dinheiro?! Olha, vou enumerar&#8230; Milhões de banheiros espalhados por todo o evento; equipes de limpeza na ativa constante; seguranças e estandes funcionando (pessoas e aparelhos - detectores de metais e rádios), circulando; luzes; sons; ambientes diversificados; áreas cobertas; áreas fechadas com estrutura de madeira coberta por tecido no chão; tendas dos palcos; equipamentos de som e iluminação, cachê das bandas&#8230; ETC!<br />
Que bom que existe dinheiro assim no mundo! Ele devia ser distribuído igualmente entre todas as pessoas, pra todo mundo ganhar bem e poder pagar inteira R$ 180 para ver uma cantora, que de fato é maravilhosa, islandesa.</p>
<p>Eu não acho que o problema seja quanto custa, o problema é não ter para usufruir! E é realmente um disparate à parte saber que estávamos curtindo o festival enquanto a cidade vai se adaptando ao caos, que não é novidade, e sendo enterrada e alagada; outras coisas de antigo conhecimento dos cariocas acontecendo. Conseguimos mesmo usufruir? Fico na bad; não consigo cantar e esquecer do mundo lá fora. O mundo lá de fora é trazido até o meu umbigo, inclusive pelas atrações interacionais que fazem um espelho de água interessante. Pelo menos da crítica vem o aprendizado sobre valorizar nosso território. Mas por ser arraigada ao meu solo tengo dificuldade em decolar.</p>
<p>Eu quero falar mais sobre essas toneladas que terra que deslizaram sobre o Rebouças. O que elas estão tentando enterrar/ encobrir?</p>
<p>Rio, somos seus filhos! Take it easy.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>&#8220;HEY GIRL&#8221; - Rio Cena Contemporânea.</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/10/12/hey-girl-rio-cena-contemporanea/</link>
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		<pubDate>Fri, 12 Oct 2007 19:10:54 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Quinta-feira, 11 de outubro, teatro Caixa-Cultural Nelson Rodrigues.
Diretor: Romeo Castellucci
(&#8230;)

É uma peça difícil; isso quer dizer que o intelecto não dá conta, só o emocional (e um emocional difícil de ser tragado e digerido). Ou você se entrega e se contorce como o espetáculo requer ou faz uma caca imediata dele. Foi a reação das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira, 11 de outubro, teatro Caixa-Cultural Nelson Rodrigues.<br />
Diretor: Romeo Castellucci<br />
(&#8230;)<br />
<span id="more-806"></span><br />
É uma peça difícil; isso quer dizer que o intelecto não dá conta, só o emocional (e um emocional difícil de ser tragado e digerido). Ou você se entrega e se contorce como o espetáculo requer ou faz uma caca imediata dele. Foi a reação das pessoas o que mais me estressou. Elas estavam fazendo suas cacas imediatas ali, ao meu lado, atrás de mim, não entendendo estarem diante de um lugar compartilhado, sagrado para muitos (não estou falando do espaço físico do teatro, mas da viagem dolorida aos infernos, reino de um deus).<br />
Elas estavam se distraindo com celulares, comentários e risadas descasadas pelo desconforto em entrar naquele território. E precisavam dessa válvula de escape para se esconderem do incômodo. Não foram capazes de observar a obra de arte por si só, subjetiva e internamente. </p>
<p>E esse não é o tipo de arte que se possa dizer &#8220;gostei/ não gostei&#8221;. Não é o tipo de arte que se aplaude no final. Não é o tipo de arte que se sai rindo e conversando depois. Mas isso tudo aconteceu. </p>
<p>É uma peça incômoda, que mexe com partes das pessoas com as quais elas não costumam lidar. É incognoscível, beirando o impossível, é escura, fria, angustiante, aguda, explosiva e retraída. E foi assim que eu fiquei, contorcida na cadeira, enquanto as pessoas saíam em &#8220;off&#8221;, como se nada tivesse acontecido. </p>
<p>Durante a peça, celulares, tosses, cadeiras rangendo, comentários e risadas completamente fora de hora eram as reações mais comuns. As pessoas estavam fazendo escárnio de um Deus, tirando o direito dele de ser sagrado e adorado no seu altar, através das suas risadas. Não era livre auto-expressão o que estava acontecendo, mas escárnio, pelas próprias incapacidades de colocarem à parte seus processos cognitivos e receberem aquela informação pura e simplesmente. A peça era em italiano e as pessoas ficaram, como eu, esperando algum momento de entendimento. Ao primeiro &#8220;catzo de mierda&#8221;, várias risadas, como sinal de confirmação ao que estavam vendo&#8230; Mas era um alarme falso. Os processos cognitivos da mente acontecem independentes da nossa vontade, mas cabe a nós controlá-los. Eram crianças mal educadas, reagindo ao estímulo. </p>
<p>Não sei como o diretor lida com isso, mas ao final, tiveram aplausos! As atrizes, coitadas, visivelmente mexidas pelo conteúdo intenso, tendo que agradecer. Obviamente estavam no piloto automático, viradas para dentro, olhar fixo no nada, agradecendo por obrigação. Não é peça que se aplauda. É peça que vai se acendendo a luz devagarzinho e deixando as pessoas livres para saírem quando se sentirem confortáveis para caminhar.</p>
<p>Levei uns dez minutos para conseguir me mexer. Fiquei parada, sem conseguir conversar, só respirando para relaxar. Mas só consegui mesmo hoje. Ainda tenho o incômodo no estômago da noite de ontem.</p>
<p>Acho que por mais que digam que os europeus são reprimidos, pelo menos acredito haver mais respeito em relação à subjetividade alheia em espaços públicos, mas posso estar romantizando mesmo e generalizando ao dizer que brasileiro é mesmo sempre carnaval e o quanto eu me sinto peixe fora desse mar&#8230;</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Rio Cena Contemporânea</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/10/08/rio-cena-contemporanea/</link>
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		<pubDate>Mon, 08 Oct 2007 13:09:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Eventos]]></category>

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		<description><![CDATA[O lugar do teatro no país do monopólio televisivo é questionado pela atriz da apresentação de (BOD)-Y-STERIA, de grupo com mesmo nome, que traz ao palco Freud, Camille Paglia, Bush entre outros na sua apresentação.

É uma performance forte e corajosa, quase nua, despida de pudores. É quase um tapa na cara. E no teatro dói [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O lugar do teatro no país do monopólio televisivo é questionado pela atriz da apresentação de (BOD)-Y-STERIA, de grupo com mesmo nome, que traz ao palco Freud, Camille Paglia, Bush entre outros na sua apresentação.<br />
<span id="more-801"></span><br />
É uma performance forte e corajosa, quase nua, despida de pudores. É quase um tapa na cara. E no teatro dói mais, porque &#8220;o teatro fede mais, o teatro cospe mais, no teatro os corpos se encostam mais&#8230;&#8221;</p>
<p>A apresentação é dividida em etapas, uma mais divertida que a outra; o texto é irônico e muito crítico, mas muito divertido, assim como a performance num todo. Valeu ter ido no Teatro da Graça Aranha pra conferir essa performance do Rio Cena. Gostei dos recursos usados (vídeo, figurino, etc), a trilha sonora também foi interessante, tocando Kraftwerk em alguns momentos, tudo bem &#8220;muderrrrno&#8221;. </p>
<p>Um dos momentos que mais gostei foi o da atriz famosinha e novinha com questões paternas mal resolvidas, procurando apoio nos homens que seduz ao se despir em programas e revistas e toda a vergonha gerada que se soma aos conflitos internos, misturada ao estatus e dinheiro, na falta de perspectiva e de opção para atrizes e dançarinas que querem ganhar a vida no meio televisivo. </p>
<p>O da <em>drag</em> devoradora de mídia que canta e dança em português, espanhol e inglês simultaneamente também é muito bom.</p>
<p>Enfim&#8230; Teatro performático: aLimento para a alma.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>A massagista</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/10/05/a-massagista/</link>
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		<pubDate>Fri, 05 Oct 2007 23:58:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[É, todos os dias, em horas variadas, vou até a janela do meu escritório na Praça Saens Pena olhar se a massagista está trabalhando. Ela trabalha em casa e atende todas as clientes na sua sala, clientes de todos os tipos, na mesinha especial de massagem e sempre espero ter a sorte de poder presenciar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É, todos os dias, em horas variadas, vou até a janela do meu escritório na Praça Saens Pena olhar se a massagista está trabalhando. Ela trabalha em casa e atende todas as clientes na sua sala, clientes de todos os tipos, na mesinha especial de massagem e sempre espero ter a sorte de poder presenciar a massagem de uma gatinha. Quem me dera poder ganhar a vida massageando mulheres o dia inteiro&#8230; Mas que mulher pagaria para um homem safado esfregá-las durante uma hora? Hum&#8230; Pode ser que haja um público, mas certamente não o das gatinhas! Então foi isso. Estava eu hoje de volta a minha rotina. Escritório fechado, ar-condicionado ligado, trabalho entediante. Volta e meia, ia até a janela. Bingo! Olhei no relógio e marcava três da tarde. O barulho da praça parecia irrelevante, já que de janela fechada, tudo o que se escuta são as vozes do escritório e os dedos digitando. Mas ela chegou, tirou a roupa e se deitou na maca. Não pude ficar uma hora inteira parado na janela, nem queria que outros colegas descobrissem meu segredo&#8230; Mas volta e meia ia até lá, observar, como se estivesse pensando na próxima grande idéia que precisávamos no escritório. Será que elas não sabem que daqui dá pra ver? E que provavelmente outros tarados de outros andares também observam? Quantos homens abaixo e acima de mim estão, exatamente, nesta mesma posição que eu, sonhando com esse momento? </p>
<p>Não demorou muito, após quinze minutos de massagem nas duas coxas da moça, uma pausa para o banheiro. Depois fui pegar um café, mexi em uns papéis só para disfarçar e voltei à janela. Ainda estavam lá&#8230; Agora ela estava de bruços! Ao mesmo tempo em que lamentei já ter ido ao banheiro, dei graças a deus. Mas acho que vou ter que voltar&#8230; Uma mulher esfregando as costas da outra é demais para a cabeça de qualquer homem da minha idade, com a vida medíocre que eu carrego nas costas. Qualquer janela indiscreta dessas é diversão garantida; fantasia que vai me movimentar durante semanas! Ai, meu deus, como sou patético, eu me causo nojo, mas fazer o que&#8230; Preciso conviver comigo mesmo&#8230; Alguém me chamou&#8230; Merda. Logo agora!</p>
<p>Não me dei por satisfeito. Amanhã continuarei espiando, quero saber quem são as clientes. Elas estão ficando cada vez mais atraentes.</p>
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		<title>Andy Fletcher, na The Week - dia 05</title>
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		<pubDate>Wed, 03 Oct 2007 00:22:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_alexandra</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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Andy Fletcher na The Week&#8230; Sabem quem é Andy Fletcher? Um dos carinhas do Depeche Mode. Sei que ele deve ser um produtor sinistro&#8230; Mas não sei qual é a do dj set dele. Já foram à The Week? Alto nível&#8230; P.A., spots, caixas de som, decoração, espaço&#8230; Tudo just fine. A+. Fica no centro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="fletch.JPG" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/10/fletch.JPG" width="543" height="245" /><br />
<span id="more-794"></span><br />
Andy Fletcher na The Week&#8230; Sabem quem é Andy Fletcher? Um dos carinhas do Depeche Mode. Sei que ele deve ser um produtor sinistro&#8230; Mas não sei qual é a do dj set dele. Já foram à The Week? Alto nível&#8230; P.A., spots, caixas de som, decoração, espaço&#8230; Tudo just fine. A+. Fica no centro. Ia ser bem maneiro poder ir lá vê-lo, dançá-lo.<br />
Mas&#8230; Muito cara a entrada! Os homens ainda pagam menos que as mulheres. Não para essa festa, no entanto. </p>
<p>Sabe o que acontece? Os produtores da The Week não pensaram direito&#8230; No mesmo mês de Incubus e Tim Festival, não dá pra pagar 100 contos num DJ set!  Ainda se fosse live, seria questionável. Mas 100 reais para ir assistir a um DJ set que não sei de quanto tempo vai ser, simplesmente rola um bloqueio imediato. Bloqueio monetário. São dois shows do Tim Fest que estarei pagando este mês: Bjork e Juliette&#8230; Nem vou poder ir na Cat Power, que triste, mas&#8230; Tive que escolher e escolhi.</p>
<p>O dj set vai acontecer dia 05, na próxima sexta-feira, quem puder VÁ. Também tem uma outra festa legal rolando na Fosfo, que vai ser beeeeem mais em conta. Nomes na lista para o email:  smalltech@gmail.com<br />
Acho que é 15 reais com o nome na lista.<br />
(eu posso fazer isso, Let? nem sei se pode&#8230;) </p>
<p>Eu ainda não sei para onde vou&#8230; Aniversário de amiga, acredito. Que bom. Baladas estão atravessadas na garganta.<br />
E gente, desculpa o scan meio tortinho&#8230; :)</p>
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