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	<title>Rio de Janeiro Metblogs &#187; rio_bruna</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 07:56:25 +0000</pubDate>
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		<title>Laranjada pt.2</title>
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		<pubDate>Wed, 11 Oct 2006 17:26:25 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>A laranjada grande custa 1 real, a pequena 80 centavos e o pastel também 1 real. O dado curioso é que existe uma legenda para os únicos três produtos da loja, isto é, se você pede uma laranjada grande, você ganha uma ficha plástica rosa. Nada mais que uma esfera achatada, pintada com rajados de branco e semelhante a um botão de jogo de botões. Se você pede uma laranjada pequena, você ganha uma ficha azul. E para os pastéis, a ficha é amarela. È possível que eu tenha me embaralhado na cor das fichas, mas o sistema é interessante e simples. Imagino que tenha sido idéia do portuga, que, chegado numa jogatina, transformou a pastelaria num cassininho. Ou talvez tenha sido só uma forma de organizar, que deu bastante certo. Tão certo que mesmo depois da invasão do Mate e do Guaraná Natural nas pastelarias, o menu não muda. Acho genial, é um processo inexistente em outros estabelecimentos da cidade na modalidade Pé Sujo Família. É uma peculiaridade que eu, como habitué, tenho orgulho de destacar. E mudar pra quê, se até hoje nunca deu problema? A massa é caseira e a mistura, que eles preparam numa panela encardida pra botar no meio, também. Se quiser desistir, observe a dança dos recheios e a cara suada do pasteleiro. Mas todo pasteleiro é sujo, não há aí uma novidade. Vá, não desista, o charme está no grude. </p>
<p>Pedi a mercadoria da ficha azul e da ficha amarela com recheio de queijo e fiquei trocando assuntos gastos com o mendigo muito pouco bacana que me abordou pela qüinquagésima vez Ei, moça, me dá teu pastel. O desvalido bate ponto ali comigo sempre, somos praticamente amigos íntimos. Ele sabe onde eu estudo, onde eu trabalho e onde eu moro, é uma espécie de primo de terceiro grau que eu só visito quando vou passear no Centro. E além do mais ele é jovem como eu, temos muitas afinidades. Mas o danado fissura sempre é no meu pastel. Quando eu tenho uma grana left, empurro lá mais uma ficha amarela e mando jogar na baciazinha de plástico comprada no Saara e forrada com aquele guardanapo de papelão de gramatura 40 quilos com seda que escorrega a gordura do dedo e não limpa; um pastel de camarão, que é o que o diabo gosta. Eu sei que ali é o ponto de trabalho dele, eu entendo, mas gostaria que rolasse uma cumplicidade entre a gente, e que a partir de agora ele escolhesse um novo alvo para tentar uma nova amizade e conseqüentemente uma nova fonte de pastéis, pois a minha já está por se esgotar. Eu joguei essa enquanto ele aplicava o discurso manjado dos pinguços na cinderela aqui: Eu tenho fome. Ora, porra, aquele homem tem fome o dia inteiro. Consideremos a sua pança, não é possível que seja só uma colônia de vermes sortidos. A fome está no vinho, eu sei.<br />
<span id="more-426"></span><br />
A conversa mais ia do que vinha, e, súbito, quando perguntava se eu estava voltando da faculdade, ele veio com um papo de que já tinha tentado cursar uma faculdade de letras há muito tempo atrás, como se me enganasse que pudesse ter mais 15 nos seus 25 anos. Disse que por desgosto havia abandonado o curso. Dei razão ao abandono, o desgosto era a parte plausível de sua história, mas quis saber em troca se ele era assim-assim afins de uma leitura. O roto se espantou e largou um Por quê tu ta me perguntando isso? enquanto me confeitava com farelo de pastel babado. Espanando as faíscas gordurosas com cautela, que é pra não ficar marca de dedo no preto da minha malha, pensei Esse filho da puta já podia me chamar pelo nome. Meu nome é Sandra. Assim Por quê tu ta me perguntando isso, Janeth? Se Janeth fosse o meu nome. Por nada. E eu senti uma necessidade imensa de saber o nome do rapaz. Mandei: Qual é o teu nome? Recapitulando: Por nada, Paulo. Se Paulo fosse seu nome. É porque, se tu fez letras, eu queria saber qual é a tua relação com elas. É a velha curiosidade cristã de todo escritor. E do leitor. Clima tenso, encabulação. Antes que ele cortasse relações comigo por causa da minha orelhada jornalística inoportuna (ele obviamente classificava como top secret a informação que eu cobiçava), desconversei falando que ia chover e emendei com outras amenidades. Vai chuvê nada. Vai é esquentar esse solão mais. Era possível. E a necessidade de chamá-lo de Pedro, mesmo que Pedro não fosse o seu nome, crescia. Eu precisava saber se era um João, um Sérgio, um Cláudio. Precisava de um nome de mendigo pra chamar de meu enquanto a criança só dizia sua graça se eu dissesse a minha primeiro. Ah, o meu é Silvia e o teu? O meu? Rará, o meu é Sexta-Feira. Sandra!</p>
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		<title>Laranjada pt.1</title>
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		<pubDate>Tue, 10 Oct 2006 15:10:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Quinta-feira é agitado, nasce do morno da quarta-feira à noite o dia frenesi e, a essa altura, as morenas da Praça Mauá não acertam mais os olhos na linha do horizonte sem deixar cair um deles no fundo do mar. E os bancários, ah, os bancários e os contadores estão chegando para dar um logoff [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quinta-feira é agitado, nasce do morno da quarta-feira à noite o dia frenesi e, a essa altura, as morenas da Praça Mauá não acertam mais os olhos na linha do horizonte sem deixar cair um deles no fundo do mar. E os bancários, ah, os bancários e os contadores estão chegando para dar um logoff nas operações de subtração e soma. Tiveram um dia de cão. Advogados falam muito alto na Rua México para saber quem vai pagar a conta das estagiárias quando elas deixarem os botecos antes das oito pra pegar o segundo tempo de Direito Civil na faculdade que fica na Praia de Botafogo. </p>
<p>Ninguém ainda me chamou ao telefone pra contar o que fará de divertimento. Já pressinto os papos nos breaks a respeito da obrigação de fazer alguma coisa amanhã para anular os aborrecimentos. A Santa Inquisição, flanco presente em qualquer escritoriozinho de meia idade, quer saber qual tipo de tortura vocês vão preferir no sábado de manhã para compensar o álcool do dia anterior: há os que dão plantão. E é certo que &#8220;plantão&#8221; é uma atividade que beira a caridade, ou seja, &#8220;eu não estou DE plantão, eu OFEREÇO a minha disponibilidade.&#8221; Não havendo escolha, é possível que se mereça o dinheiro multiplicado por dois, o que, em qualquer caso, pra passar um sábado (ou até domingo) esquentando a banha numa tarefa 1% desgastante é uma mixaria. Tal putaria me enfeza.  </p>
<p>Amanhã é sexta-feira, pavor. Parece que o sol nasce antes e mais disposto a queimar mais. Nos dias de chuva, a água vem pouca, com promessas de sol e tempo bom. O trânsito encalacra: nas arquibancadas dos ônibus, pedaços de pessoas espremidas nas janelas. E o velho bom humor, sumido desde segunda, invade as padarias, as farmácias, os postos de gasolina, as bancas de jornal. As pessoas brilham nas sextas-feiras, elas vão ao trabalho mais dispostas e com mais vontade. Mas trabalham menos. Elas põem a roupa do happy hour e cadê que esse relógio não dá 18h? Quem não espera loucamente o final da semana que levante o braço. Eu não levantei o meu. O que me cansa é a pressão na sexta-feira, que, no meu caso é sempre um dia de descanso. O espírito da sexta-feira não deve ser dado a grandes transtornos; tivemos uma semana tensa, no máximo deve ser oferecido a grandes bebedeiras (o que pode transformar a sexta-feira num grande evento e até numa catástrofe). Em todo o caso, voto para chamar os amigos, calçar um qualquer no pé e conversar ao banho do álcool moderado para esperar o sábado, o dia internacional da recompensa pela semana fia das puta que nos têm dado desde que ficamos grandes e sabidos. Trabalhar é uma merda - Mesmo fazendo o que se gosta, trabalhar vai ser sempre uma merda. Chega uma hora que SOCORRO<br />
<span id="more-424"></span><br />
Enquanto pensava nessas bobagens todas, deixei a Avenida Rio Branco e pernei rumo à esquina da Rua dos Andradas com a Senhor dos Passos, fazendo planos de encontrar a minha espera a mais tradicional pastelaria da cidade, a Chic&#8217;s. Queria ter com ela um meio de tarde de estômago forrado antes de bater aquele prato às 16h, quando aproximadamente chegaria em casa. Eu estava e ainda estou com muita fome, mas é preciso explicar a Pastelaria Chic&#8217;s. Bem, a Pastelaria Chic&#8217;s foi fundada em 1970 ali naquele lugar mesmo por um portuga de nome desconhecido por mim. O sistema de atendimento é bem simples, e o cardápio acompanha a mesma dieta há 35 anos: laranjada pequena, laranjada grande e pastel, encontrado nos sabores carne, queijo, frango, camarão e palmito, que veio depois da implantação em série de vegetarianos malas na sociedade carioca. A incrível LARANJA NATURAL 100% SAÚDE é produzida no bairro, Ó, das Laranjeiras, numa casinha pintada de branco e oprimida pela Sociedade Viva Cazuza do lado esquerdo, o viaduto sentido Catumbi, Centro, Cais do Porto e Linha Vermelha em frente, e os camelôs de livros usados instalados nas proximidades do ponto de ônibus, o último da Pinheiro Machado. Ali só tem Sidney Sheldon e Agatha Christie, não se animem. A marca é AMAL e na fachada da casinha que mais parece um depósito da Comlurb, figura o desenho sapeca de uma laranjinha bastante simpática, a teta onde mamam os deuses e da qual ejacula o pólen. </p>
<p><strong>Continua amanhã.</strong></p>
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		<title>Silvia 20 horas Domingo</title>
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		<pubDate>Sat, 30 Sep 2006 07:04:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Chove-se e frita-se agora no subúrbio. O sol salienta, um cheiro forte de areia chuviscada agrava o abafamento que sinto com o calor, e a água que estala a telha que nem pedra desce pelo cano da calha pra inundar os peixes na vala do quintal. Pintou um arco-íris de fora a fora, troço que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Chove-se e frita-se agora no subúrbio. O sol salienta, um cheiro forte de areia chuviscada agrava o abafamento que sinto com o calor, e a água que estala a telha que nem pedra desce pelo cano da calha pra inundar os peixes na vala do quintal. Pintou um arco-íris de fora a fora, troço que eu nunca vi mais rente sair do calcanhar do morro e morrer nas costas das casas desse lado da rua. Parece pintura daquelas que minha avó comprava na feira, que quando não era de natureza morta de fruta em cima da mesa, era barquinho ou paisagem com arco-íris. Sempre desgostei, ousadia eram quadros espelhados com risco de cisne e lago e purpurina vendidos pelos nordestinos de porta em porta. Preço barato, mas o esquema de pagamento era sempre carnê, carnê, carnê, mania de previdência desses nordestinos. Minha avó, desconfiada, jogava o olho de lado com medo de tomar uma volta. Mas foi assim a vida inteira para compor a decoração da casa, desde os quadros até cortinas bordadas a mão, panelas e brinquedos artesanais. </p>
<p>Hoje é domingo, muito primo e muita tia da cozinha pra sala, uma gente que chega de mais longe pro almoço querendo saber quem vai casar, quem comeu a mulher de quem, quem presta concurso pro governo, quem subiu na vida, quem engravidou, quem adoeceu, quem tá preso. Aparecem com desculpa de visita e se deixar ficam até segunda-feira. Trazem bolos embrulhados num bololô de saco com pano de prato, uns remédios milagrosos socados dentro de garrafa de cerveja e lembrancinhas como caixinhas de música, estojo de maquiagem e badulaques de plástico colorido podendo eu ter a idade que tiver. Uma criatividade aliada à falta de noção de quem nunca conseguiu agradar. Só bola fora. E conta causo aqui, mostra foto ali, &#8220;Esse aqui é o filho de não sei quem&#8221;, &#8220;Mas como tá grande!&#8221;. Depois do almoço o comboio se esparrama pela copa pra &#8220;esticá os ósso&#8221; e preenchem a tarde de frases como &#8220;Mas como o tempo passa, né?&#8221;, &#8220;Estamos ficando velhos&#8221;, &#8220;Essas crianças tomaram chá de bambu? Uns mininão forte, esticado&#8221;. No final do dia, todo mundo se levanta pra tomar o café da tarde e seguir o caminho da roça. Claro que alguém sempre &#8220;Desculpa por essa visita de médico, a gente volta com mais calma no domingo que vem&#8221;. Domingo que vem de novo não, sai, suplício, filhos da peste, se percam no caminho.<br />
<span id="more-395"></span><br />
A cachorrada vizinha faz a corte dos passantes e passa tombando as latas pra se inteirar do nosso lixo, sobrevivem de sua própria coleta seletiva. Os que não se ensopam debaixo das marquises infiltradas, se embrenham nos becos calados pra fazer a sinfonia dum latido que compete com o barulho da chuva. Mário, o cachorro mudo da Dona Geralda, para desculpar-se por não entoar o coro, tinha mania de speed racer e morreu ao insistir na idéia de disputar velocidade com ônibus carro caminhão. E num dia aí BLOWFT. Estrebuchava Dona Geralda de chorar, e HUIN, o último suspiro, Mário botava os bofe pra fora enquanto a roda de muleques sem camisa perguntava um por cima do outro se o que ele cuspia &#8220;é as tripa ou é célebro?&#8221;. Eu preferi assim, puta aflição aquela disputa. E além do mais, sempre preferi gatos. Gatos são mais espertos, não insistem na bobagem de serem amigos do homem como o cachorro. Eu não sou cega, e mesmo que fosse, cachorro brinca demais, eu sempre canso antes. E gatos, embora me julguem todo o tempo, me ajudam a matar ratos, que no mês passado já me comeram metade dum armário de cerejeira, três pés de meia e a minha calça de tergal preferida. Se não me cuido, me comem livros, cadernos, dinheiro. O rato leva a casa inteira e ninguém vê. </p>
<p>No quintal dos outros, onde a farra é animada, dá pra ver a fumaça de churrasco, feijoada e cozido. Na casa da Dona Cosminha, uma antiga parteira do bairro, suas oito filhas desfilam tabuleiros com quitutes da Bahia e seus netos magrelos fazem festa num pedaço de plástico da Casa &amp; Vídeo. Os genros, alguns militares e outros operários batem bola num pequeno lajeado. Cachaça, torresmo, cerveja gelada de garrafa. A música come solta. É uma alegria de domingo que eu nunca conheci, sempre me ensinaram que domingo era dia de descanso e não de esbórnia, embora nunca tenham me ensinado que eu poderia me permitir a uma esbórnia vez ou outra. O cara que lava o carro na calçada nos finais de tarde, Pedrão, um boa pinta camelô, sempre se encarrega de botar o som pra rapaziada, e seu bom gosto ganha picos da minha audiência quando entre um forró, um funkão nacional antigo ou uma black music de Madureira, ele bota músicas da Marrom. Adoro. Minha vizinha paredemeia conversa com a filha a 300 decibéis e me interrompe a leitura das cartas do Graciliano. O diálogo é denso, elas se odeiam e se juram de morte. Puta a mãe, puta a filha, bem sei e me divirto. Debruço o livro na barriga e acompanho a novela.   </p>
<p>A missa das sete já começou numa Igreja aqui do lado pros que até nessa altura do ano escondem as pernas em saias longas, calças, e blusas de manga comprida ensopando a bíblia debaixo do braço. Uma gente que, muito mais intolerante que eu, não se permite nem a observar a folia. Miseráveis, tudo pra eles é coisa do demônio, todo mundo é possuído. E nesse papo obcecado de aceitar Jesus e espantar os espíritos sem luz, começa a intermitente rezadagem nas caixas de som no fim da rua. O que eles chamam de CASA DO SENHOR é um lugar quente e de vidros transparentes, se eu passo na porta vejo fulaninho trincando o coco no chão de tanto falar Aleluia. Umas criancinhas bonitas, cheias de vida, tendo que chamar qualquer filho da puta de irmão e gritar glória a deus até se não concordar. Quando as bocas silenciosas dos becos começam a abrir pro entre sai da galera oxigenada de amônia e policiais barrigudos de pochete e fusca, a rezadagem se acentua. Os proféticos saem à rua pra encontrar o capeta nas casas de tráfico e só não tomam tiro na venta pra deixar de ser besta que com o tráfico não se mete, porque o gerente ta pensando em ser pastor. E se não der, vereador. Convivência pacífica, até, mas às vezes na calada da noite, aparece um IRMÃO tombado por ter passado dos limites em sua pregação.  </p>
<p>Bolo e restos de delícias na cozinha, nenhuma visita. E não tem beijo jogado nem aceno de longe, a cambada dos filhos da peste tem mania de continuar dando tchau lá do final da rua. Podem estar nos vendo tudo pequenininho e mesmo mal conseguindo enxergar a cabeça, insistem no aceno. Eu me recuso porque acho uma papagaiada ficar dando tchau durante vinte minutos e fingir que meu braço não ta doendo só pra agradar. Ainda mais por ser família que só vejo no domingo, sempre desconfiei de gente que só vejo aos domingos. Fechamos o portão, entramos. Todas as janelas abertas, a casa arejada dá mais liberdade a quem vive nela. Dona Geralda, do lado de lá da parede, balança na cadeira enquanto fura o tecido com linha e traço. A mãe come pão na varanda enquanto lê notícias, o pai joga cartas sozinho. Passei um café, aumentei a música. Até pensei em ver um filme, mas faz um dia tão bonito, se eu olhar pro céu vejo todas as cores. </p>
<p><em>Comecinho de 2005.</em></p>
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		<title>Narinha</title>
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		<pubDate>Fri, 29 Sep 2006 04:01:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[queria tomar um café
com bananas
em companhia da gioconda
dos subúrbios
lhindonésia
minha parafernália
a minha pilantralha
a minha tropilantra
dia amarelo de verão
céu azul
e meu amor vermelho
por lhindonésia
não vou chateá-la
falando do barquinho
de Ipanema
ou de cinema
novo
morena rosa, boca-de-ouro
mulher amada
maria ninguém
cheirando a abacaxi
encostada ao pau-brasil
me convida para ouvi-la
desafinar uma canção
sobre a tardinha.
Para Nara Leão e Bia Bonduki
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>queria tomar um café<br />
com bananas<br />
em companhia da gioconda<br />
dos subúrbios</p>
<p>lhindonésia</p>
<p>minha parafernália<br />
a minha pilantralha<br />
a minha tropilantra</p>
<p>dia amarelo de verão<br />
céu azul<br />
e meu amor vermelho<br />
por lhindonésia</p>
<p>não vou chateá-la<br />
falando do barquinho<br />
de Ipanema<br />
ou de cinema<br />
novo</p>
<p>morena rosa, boca-de-ouro<br />
mulher amada<br />
maria ninguém<br />
cheirando a abacaxi</p>
<p>encostada ao pau-brasil<br />
me convida para ouvi-la<br />
desafinar uma canção<br />
sobre a tardinha.</p>
<p><em>Para Nara Leão e Bia Bonduki</em></p>
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		<title>Simplesmente</title>
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		<pubDate>Sun, 03 Sep 2006 20:02:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bares]]></category>

		<category><![CDATA[Comida]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>

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		<description><![CDATA[(vulgo Somente, Sta Tereza, Rio de Janeth)
no guardanapo escrevi
uma carta, um poema
um hino-conflito de amor
sobre a tristeza de quem
sente saudade
eu pedia socorro ao tempo
e perdão ao passado
e pro garçom, na juke box,
uma canção do Odair
que me toca fundo n&#8217;alma
descrevi o bar, a bebida
dizia que esperava, riscava
a despedida. eu falava
dos teus olhos nos meus
e da falta [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>(vulgo Somente, Sta Tereza, Rio de Janeth)</em></p>
<p>no guardanapo escrevi<br />
uma carta, um poema<br />
um hino-conflito de amor<br />
sobre a tristeza de quem<br />
sente saudade</p>
<p>eu pedia socorro ao tempo<br />
e perdão ao passado<br />
e pro garçom, na juke box,<br />
uma canção do Odair<br />
que me toca fundo n&#8217;alma</p>
<p>descrevi o bar, a bebida<br />
dizia que esperava, riscava<br />
a despedida. eu falava<br />
dos teus olhos nos meus<br />
e da falta do teu corpo<br />
por perto</p>
<p>conversava sozinho<br />
chorava baixinho<br />
e van gogh<br />
da parede contemplava<br />
meu girassol na lapela.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Out on the weekend</title>
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		<pubDate>Fri, 01 Sep 2006 14:06:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ar livre]]></category>

		<category><![CDATA[Bares]]></category>

		<category><![CDATA[Internet]]></category>

		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

		<category><![CDATA[Restaurantes]]></category>

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		<description><![CDATA[O centro do Rio de Janeiro visto de dentro da Confeitaria Colombo numa sexta-feira à noite é diferente. E, bom, eu tenho adorado escrever sobre o centro do Rio de Janeiro desde que vim trabalhar aqui. È um lugar que eu sempre gostei, pronde me levavam na infância. A minha geração não conhece o Centro, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O centro do Rio de Janeiro visto de dentro da Confeitaria Colombo numa sexta-feira à noite é diferente. E, bom, eu tenho adorado escrever sobre o centro do Rio de Janeiro desde que vim trabalhar aqui. È um lugar que eu sempre gostei, pronde me levavam na infância. A minha geração não conhece o Centro, e sequer sabe se locomover por lá. Os 50 e 60 pra cima sabem porque as manifestações políticas aconteciam por lá, assim como o Carnaval. Mas a minha geração não conheceu isso, no máximo bate ponto no polígono dos museus e centros culturais que começa na Praça XV e acaba na Primeiro de Março, com extensões pro Centro Cultural da Caixa e o Centro Cultural dos Correios, no Largo da Carioca. Pois eu faço o centro do Rio de Janeiro num pé só e até com ele nas costas, conheço cada beco, é como se eu já tivesse sido camelô lá. Explico: quem me levava pra lá na infância era uma tia minha. Que me arrastava, na verdade, pra todos os pólos culturais escondidos no centro do Rio. Eu ia sem entender mas eu ia feliz da vida. A única coisa de errado que essa tia fez comigo além de me entupir de livros, era permitir que eu jogasse milho pros pombos na Cinelândia. Aqueles ratos voadores que voam do gótico à arte moderna com a mesma cara, largando bosta envenenada na gente, ou quando muito sabiamente naquelas estátuas. As estátuas da Cinelândia são muito feias, não sei quem colou aquilo lá. E aí a gente andava da Central até o Passeio Público parando em todos os lugares e fechávamos o dia no cinema, normalmente aos sábados, e com a minha prima menor a tiracolo reclamando que era longe e não tinha ninguém na rua.</p>
<p>Nunca dei pela falta de pessoas no centro do Rio aos sábados porque elas realmente não faziam a menor falta quando o que eu queria entender era porque o centro era mais cinza que o resto da cidade da toda, e porque lá tudo era mais bonito e mais rebuscado e mais mais mais. E aí começa crescer o monstro ouvindo causos de arquitetura e história e Europa e colonização e nuvô e decô e gótico rococó não sei que mais assim no meio da rua.<br />
<span id="more-295"></span><br />
A minha tia, que até hoje é chamada de Tia Traça por motivos óbvios, ainda contextualizava na literatura e na música, pulava do Carlos Gomes pro Vladimir Palmeira como quem pulava uma daquelas poças ali na lateral esquerda do Municipal e ainda fechava com a promessa de que a gente ia passar no MAM pra ouvir histórias sobre o modernismo, mas naquela época o que eu queria fazer lá era correr porque é enorme e tinha muito espaço e uns negócios, assim, esquisitos, que a gente ficava brincando de adivinhar o que era. Tia Traça ainda explicava as igrejas todas e contava pra gente tudo o que tinha acontecido ali no pé daqueles prédios muito maiores que a gente que só de tentar olhar pra cima eu tropeçava que nem uma mula. Mas a minha igreja preferida era a da Anastácia, aquela figura curiosa e amordaçada. Toda vez eu queria saber a história dela de novo e ficava emocionada, chorava porque eu tinha pena. Mas a minha pena era tão verdadeira que eu já esqueci a história. Mas ó, eu curtia a escrava Anastácia, tinha até um santinho dela em casa. E claro, a gente tinha que ver tudo quanto era exposição. Perdi as contas de quantas vezes eu vi exposição sobre selo, por exemplo. Mas a gente via TODAS, todas, todas até ter calo no pé.</p>
<p>O que naquela época eu considerava um exagero sem conseguir expressar que eu considerava um exagero me fazia muito bem. Andar léguas atrás de informação involuntariamente. Até porque quando se é criança tudo é novidade. Até revoada de pombo é novidade. Contando essas histórias eu vejo o quanto esses programas me fazem falta. Ou o quanto essa tia me faz falta. Ela continua fazendo todos esses passeios, mas agora com as amigas dela, que ficaram todas velhas junto com ela contando histórias, o que provavelmente acontecerá comigo, mas ainda não acontece (que eu me lembre..hoho). Às vezes ela me convida pra ir ao teatro, mas hoje em dia eu não tenho mais o saco que eu tinha pro teatro, quando eu ia a tudo quanto era peça infantil em cartaz na cidade e ainda pedia pra ela me levar nas que eu podia entrar. Teatro era diversão, e garantida. Ficava enfeitiçada com as &#8220;possibilidades&#8221; que a gente só vê no teatro. Máscara, maquiagem, fantasia, mentira. Vida real representação representação vida real representação vida real. A boa peça joga um monte de sentimento no palco que pra quem está na platéia é difícil administrar. O autor é treinado pro extravaso, mas o expectador, nesse caso a criança, eu, não. O teatro pra mim, no fundo, era um grande susto. Um susto bom, que me emocionava. E aí eu cresço e fico mais escrota e não consigo mais ver uma peça de teatro, mesmo depois de ter feito um breve curso de teatro. Não consigo mostrar no requebrado o que eu mostro no papel, não dá, não consigo, tenho vergonha. Embora a literatura me exponha, o que eu não considero ruim, ela não me inibe, mas o teatro me inibe. Acho que isso é recalque ou falta de costume. Pode ser, perdi o costume.</p>
<p>Mas eu dizia que&#8230; O centro do Rio de Janeiro visto de dentro da Confeitaria Colombo numa sexta-feira à noite é diferente porque é onde eu gosto de ir sozinha quando saio do trabalho. Eu passo parte do meu dia do lado direito da Rio Branco sentido Zona Sul, no nono andar do 124, ouvindo um enorme coro de vozes misturadas em buzinas, apitos, freadas bruscas, carros de som de passeatas que às vezes acontecem, polícia correndo atrás de ladrão, camelô correndo pra esconder mercadoria, mulher gritando porque roubaram sua bolsa, mais segredos e conversas paralelas, peidos, arrotos, escarros, barulho de salto quebrando, de bolsa arrebentando, de banco abrindo, de loja fechando, de livro caindo, de táxi, de jornal ventando na parte externa das bancas, de criança correndo, chorando e perguntando &#8220;por quê?&#8221; que nem eu fazia, de gente conspirando, de gente praguejando, de gente comendo, de gente engolindo, e de uma monte de gente pensando alto, o que no fundo faz o barulho mais alto quando eu preciso me enfurnar na multidão pra chegar ao meu destino depois das 6, que é o Cais do Porto, Praça Mauá e um ônibus leito que me traga pra Sanja. É uma música que ninguém sabe cantar, uma grande cena onde todo mundo atua sem saber. Cidade city cité, me envolvo com tudo isso e com todas essas pessoas que eu não conheço e vejo de tão perto, porque o barulho que eu faço pra beber meu capuccino e que o velho faz pra chupar essa sopa aqui do lado no Salão Pobre da Colombo faz o som da rua muito mais interessante do que qualquer coisa que agora eu possa ouvir no discman (atualizando, vocês colocariam Ipod, mas eu ainda uso discman). Até porque, aqui do lado, no Salão Nobre, rolam lâmpadas, luxos e um carinha tocando violino. Como eu disse, eu estou no Salão Pobre, onde se pára para tomar café ou chupar uma sopa ou comer doce, que também se pode comer em pé no balcão, e aqui o som do violino eu pego de lambuja. E fico conectada nele.</p>
<p>E é o violino tocado pelo carinha sem rosto, porque daqui não dá pra ver, que faz constatar a iluminação que eu tive hoje de manhã quando chegava à faculdade. Nessa hora eu tava de discman com um puta sono e mau humor quando começou a tocar &#8220;Mournin&#8217; Glory Story&#8221;, uma canção do Harry Nilsson muito parecida intencionalmente com &#8220;For No One&#8221;, dos Beatles. É linda, não preciso dizer. As duas, perdão. Mas, na do Harry ACONTECE um violino que me fez pensar na seguinte cousa que eu não sei se vocês vão concordar, mas é o seguinte: certos violinos me dão a impressão de que alguém, o sujeito que toca, está DESFIANDO a música. Ao mesmo tempo que tecendo, verdade, mas predominantemente DESFIANDO-NA. Imagine a cena de alguém desfiando um tecido ou uma fita ou qualquer coisa que se faça minuciosamente com a ponta dos dedos e que exija, até, um &#8220;balé&#8221; de braços pra lá e pra cá com haste (no violino caso) e uma cabeça concentrada. Tocar violino é mais difícil que desfiar, mas e daí nada. Desfiar exige movimentos pontuais, o violino é um instrumento muito elegante, que exige no mínimo postura corporal e movimentos pontuais no braço, cabeça e ombro. Assim como é bonito alguém socando uma bateria na medida certa. Ou seja, tocar qualquer instrumento, na realidade, é uma dança. O violino de &#8220;Open your window&#8221;, do mesmo disco, o &#8220;Harry&#8221;, de 1969, também é um puta violino. Desfiadinho. Rs. Veio esse DESFIO de música clássica de graça pra mim do Salão Nobre pro Salão Pobre, assim como no roque do Harry, porque eu não paguei por esse disco mermo, eu baixei na Internet viva a modernidade uhu. Aliás, baixem de mim que é foda, &#8220;desktopicture&#8221; é o meu username no SoulSeek. E pensem comigo ou ouçam essa música. A minha sexta-feira virou uma valsa depois de tudo isso, e eu voltei pra casa com um sentimento &#8220;Out on the weekend&#8221;, do Neil Young, que tem uma bateria de chorar e uma gaita de chorar mais, e pensando que eu ia chegar em casa e botar o &#8220;Harvest&#8221; e lembrar de como eu preciso da cidade grande ou de uma cidade maior ainda, e que isso pode soar caipira, mas foda-se, eu concordo com a <a href="http://escrevescreve.blogger.com.br/">Seeça</a> quando ela diz que eu sou uma forasteira. E sou, não consigo não me comover com a cidade.</p>
<p>Escrito em 04/06/05 e originalmente publicado no <a href="http://badtrip.com.br/bifesujo">Bife Sujo</a>.</p>
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		<title>adj.</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2006/08/30/adj/</link>
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		<pubDate>Thu, 31 Aug 2006 03:33:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Na rua]]></category>

		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[beibe
eu sou um blues nacional
cheio de exagero
e corações roubados
marginal nos 70&#8217;s
equivocado nos 80&#8217;s
insensível, burro
e raso como as preocupações do Posto 9
que não se chega de saudade
e dolorido de tristeza
mas original e animado
como toda jovem guarda em si.
março de 84 
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>beibe<br />
eu sou um blues nacional<br />
cheio de exagero<br />
e corações roubados<br />
marginal nos 70&#8217;s<br />
equivocado nos 80&#8217;s<br />
insensível, burro<br />
e raso como as preocupações do Posto 9<br />
que não se chega de saudade<br />
e dolorido de tristeza<br />
mas original e animado<br />
como toda jovem guarda em si.</p>
<p><em>março de 84 </em></p>
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		<title>Tim Festival 2006 - RJ</title>
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		<pubDate>Fri, 25 Aug 2006 04:10:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Música]]></category>

		<category><![CDATA[Shows]]></category>

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		<description><![CDATA[Lá vem a época do ano em que o Aterro do Flamengo se enche de música e refletores. Parece até uma passarela. A cidade maravilhosa agradece os festivais, mas ainda os julga em pouca quantidade. O Tim agora em outubro, na Marina da Glória, e um bancado pela VIVO sabe Deus quando no MAM. É [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Lá vem a época do ano em que o Aterro do Flamengo se enche de música e refletores. Parece até uma passarela. A cidade maravilhosa agradece os festivais, mas ainda os julga em pouca quantidade. O Tim agora em outubro, na Marina da Glória, e um bancado pela VIVO sabe Deus quando no MAM. É pouco, queremos mais. </p>
<p>Por enquanto, programem-se a partir da escalação oficial (bem fraquinha). Se quiserem companhia para os shows em negrito, pode ser a minha?</p>
<p>Fonte: <a href="http://quartopiso.com.br/">Quarto Piso</a></p>
<p><strong> TIM FESTIVAL 2006</strong></p>
<p>27.10 @ 20h @ Club<br />
. Ivan Lins<br />
. Jennifer Sanon<br />
<strong>. Maria Schneider</strong></p>
<p><strong>27.10 @ 22h30 @ Lab<br />
. Céu<br />
. Amadou &amp; Marian<br />
. Devendra Banhart</strong></p>
<p><strong>27.10 @ 23h @ Stage<br />
. Daft Punk</strong></p>
<p>27.10 @ 01h @ Village<br />
. DJ Shantel<br />
. Mauricio Valladares</p>
<p>28.10 @ 20h @ Club<br />
. André Mehmari Trio<br />
. Roy Hargrove<br />
. Charlie Haden</p>
<p><strong>28.10 @ 22h30 @ Lab<br />
. Bonde do Rolê<br />
. TV On The Radio<br />
. Thievery Corporation</strong></p>
<p>28.10 @ 23h @ Stage<br />
. Mombojó<br />
. Patti Smith<br />
. Yeah Yeah Yeahs</p>
<p>27.10 @ 01h @ Village<br />
. Booka Shade<br />
. Pet Duo</p>
<p>29.10 @ 20h @ Club<br />
. Stefano Bollani<br />
. Ahmad Jamal<br />
. Herbie Hancock</p>
<p>29.10 @ 22h30 @ Lab<br />
. Marcelo Birck<br />
. The Bad Plus<br />
. Black Dice</p>
<p>29.10 @ 23h @ Stage<br />
. Instituto<br />
. DJ Shadow<br />
. Beastie Boys</p>
<p>27.10 @ 01h @ Village<br />
. DJ Jason Forrest<br />
. Camilo Rocha<br />
<span id="more-268"></span><br />
28.10 @ 20h @ Club<br />
. André Mehmari Trio<br />
. Roy Hargrove<br />
. Charlie Haden</p>
<p><strong>28.10 @ 22h30 @ Lab<br />
. Bonde do Rolê<br />
. TV On The Radio<br />
. Thievery Corporation</strong></p>
<p><strong> 28.10 @ 23h @ Stage<br />
. Mombojó<br />
. Patti Smith<br />
. Yeah Yeah Yeahs</strong></p>
<p>27.10 @ 01h @ Village<br />
. Booka Shade<br />
. Pet Duo</p>
<p>29.10 @ 20h @ Club<br />
. Stefano Bollani<br />
. Ahmad Jamal<br />
<strong>. Herbie Hancock</strong></p>
<p>29.10 @ 22h30 @ Lab<br />
. Marcelo Birck<br />
. The Bad Plus<br />
. Black Dice</p>
<p><strong>29.10 @ 23h @ Stage<br />
. Instituto<br />
. DJ Shadow<br />
. Beastie Boys</strong></p>
<p>27.10 @ 01h @ Village<br />
. DJ Jason Forrest<br />
. Camilo Rocha</p>
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		<title>Fachada</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2006/08/22/fachada/</link>
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		<pubDate>Wed, 23 Aug 2006 02:39:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Na rua]]></category>

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		<description><![CDATA[Com a proximidade das eleições, se proliferam os Seguradores de Faixas de Candidato, pessoas que são pagas pra ficar, normalmente em dupla com outra, o dia ou a tarde inteira sentadas numa cadeira de praia em pontos estratégicos segurando a faixa (ou plotter) com a cara, o número e nome do candidato. 
Naquele esquema Santinho-de-quem-não-tem-cara-de-santinho. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Com a proximidade das eleições, se proliferam os Seguradores de Faixas de Candidato, pessoas que são pagas pra ficar, normalmente em dupla com outra, o dia ou a tarde inteira sentadas numa cadeira de praia em pontos estratégicos segurando a faixa (ou plotter) com a cara, o número e nome do candidato. </p>
<p>Naquele esquema Santinho-de-quem-não-tem-cara-de-santinho. Em grande parte Deputados, que são os que mais sujam a cidade. E de todas as &#8220;duplas&#8221; pelas quais já passei estão todas sempre com a cara escondida atrás da faixa. Ou então dormindo. E em qualquer caso, morrendo de vergonha ou de indiferença. </p>
<p>Mas hoje eu vi o cúmulo: uma festa. É, pessoas reunidas em volta duma dupla que segurava uma faixa ali no Catete perto do antigo prédio da UNE. Eles tinham churrasquinho, isopor e crianças. A criatividade do carioca reinventa a sociabilidade pra passar o tempo. Até outubro.</p>
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		<title>Belacap</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2006/08/04/belacap/</link>
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		<pubDate>Sat, 05 Aug 2006 03:20:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_bruna</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Lugares]]></category>

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		<description><![CDATA[
Por trás das redes metálicas de proteção do bondinho de Santa Tereza fotografo a sombra dos Arcos na praça pública. A Belacap é mais bela quando tem sol.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="arcus.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2006/08/arcus.jpg" width="395" height="297" /></p>
<p>Por trás das redes metálicas de proteção do bondinho de Santa Tereza fotografo a sombra dos Arcos na praça pública. A Belacap é mais bela quando tem sol.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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