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	<title>Rio de Janeiro Metblogs &#187; rio_juliana</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 07:56:25 +0000</pubDate>
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		<title>Ensaio para uma volta ou um mini ensaio sobre a loucura</title>
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		<pubDate>Tue, 05 Jun 2007 04:13:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Fotos: Juliana Moreira
Tou quase um J. Menezes clamando pra não ser eliminada deste espaço. Mas o Rio tem me engolido neste inverno (e sei que você não tem nada a ver com isto, mas que fique aqui registrado o desabafo). Trabalhando até o talo, achando que estou enlouquecendo na correria insólita do mundo corporativo. Mas [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="poeta%20215-03-07_0752.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/06/poeta%20215-03-07_0752.jpg" width="160" height="120" /></p>
<p><img alt="poeta%203%2015-03-07_0753.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/06/poeta%203%2015-03-07_0753.jpg" width="160" height="120" /><br />
<em>Fotos: Juliana Moreira</em></p>
<p>Tou quase um J. Menezes clamando pra não ser eliminada deste espaço. Mas o Rio tem me engolido neste inverno (e sei que você não tem nada a ver com isto, mas que fique aqui registrado o desabafo). Trabalhando até o talo, achando que estou enlouquecendo na correria insólita do mundo corporativo. Mas pensando bem, talvez não seja loucura. Preciso procurar lá pelas quintas do dicionário algum outro termo que traduza melhor esta vida fast-super-acelerada-o-mundo-vai-nos-engolir que vivemos. Ou que vivo. Ainda preciso aprender mais com os budistas, os <a href="http://www.cbtm.org.br/indexframe.html">suecos</a> e as tartarugas.</p>
<p>Mas voltando à loucura: na verdade, dizer que minha vida é loucura é uma atentado à loucura. Loucura ainda carrega qualquer coisa de lírica. E não há nada de lírico numa rotina de prazos absurdos, negociações infindáveis, reuniões intermináveis e nem sempre produtivas (por isto a busca de tantos subterfúgios, por isto  querer sempre viver tudo ao mesmo tempo agora para sempre quando voltamos pra casa). A loucura é um refúgio do mundo que não nos compreende. Ou que não queremos compreender porque dói demais. </p>
<p>Copacabana é um lugar repleto de loucuras líricas. Um imenso hospício à beira-mar, salpicado de loucuras literalmente líricas e inspiradoras. Como a do filho de Deus que esconjurava o Diabo, agarrado ao pescoço da estátua de Drummond. Eu vi com estes olhos que a terra há de comer ou que o mar há de salgar. Ele bradava qualquer coisa entre &#8220;César Maia toma cuidado!&#8221; e &#8220;Olha o Satanás!&#8221;  Falar do demônio é uma forma também de exorcizá-lo. E o coisa-ruim adora que falem dele, nem que nem que seja pra falar mal. E o que César Maia diz disto? E o poeta ali quietinho, mineirinho, <a href="http://www.memoriaviva.com.br/drummond/poema001.htm">com seu coração maior que o mundo</a>, escutando o amigo Raimundo que esbravejava em prosa livre. Uma reza pra Deus e outra pro Cão pra começar o dia e o dia pode acabar bem. Mas isto só o louco iria saber. Eram 7:30 da manhã de segunda-feira e o frio já se anunciava. O louco nem imaginava que por alguns instantes sua loucura foi o meu refúgio.</p>
<p>****************<br />
A minha loucura lírica (ou barata) do dia: que nos envolvam numa camisa de força transparente, para desfilarmos no <a href="http://www.fashionrio.com.br/">Fashion Rio</a> com os mamilos em riste no antártico inverno carioca! E que de cada mamilo pulem rosas pra destruir as balas que continuam a sitiar esta cidade  do Alemão ao Leme. Se bem que isto vale mais como frase de efeito que como qualquer outra coisa&#8230;</p>
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		<title>Onde o carioca gosta de lavar os pés e os cabelos?</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Apr 2007 03:18:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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Restaurante no Leme, semana passada.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="DSC01744leme.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/04/DSC01744leme.jpg" width="640" height="480" /></p>
<p><strong>Restaurante no Leme, semana passada.</strong></p>
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		<title>Mais um nada original desabafo sobre flanelinhas</title>
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		<pubDate>Fri, 13 Apr 2007 03:50:57 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Na rua]]></category>

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		<description><![CDATA[O assunto é tão revoltante quanto não é original: o &#8220;ofício&#8221; de flanelinha, ou melhor, a bandalha praticamente institucionalizada, deveria ser banido da face da Terra. Um dia alguém simplesmente se apropria de um espaço público e começa a faturar. Seja no Rio de Janeiro ou em Orocó, o nome disto é extorsão. 
Segundo a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O assunto é tão revoltante quanto não é original: o &#8220;ofício&#8221; de flanelinha, ou melhor, a bandalha praticamente institucionalizada, deveria ser banido da face da Terra. Um dia alguém simplesmente se apropria de um espaço público e começa a faturar. Seja no Rio de Janeiro ou em Orocó, o nome disto é extorsão. </p>
<p>Segundo a <a href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Flanelinha">Wikepedia</a>, &#8220;flanelinha é o apelido dado a uma figura popular muito comum nos grandes centros urbanos do Brasil. É um trabalhador da economia informal que ganha dinheiro cuidando dos carros estacionados em vias públicas. Esse dinheiro pode ser conseguido mediante consentimento do motorista ou por coerção.&#8221;</p>
<p>Não tenho carro. Quando decidi morar no Rio de Janeiro, coloquei os custos de compra e manutenção de um veículo na ponta do lápis e vi que não valia a pena para o bolso. Nesta cidade até dá para se virar bem de metrô, busão e táxi. Carro faz falta sim, sobretudo nos finais de semana, mas não é razão pra ser infeliz se não se tem um. </p>
<p>Hoje, excepcionalmente, peguei uma carona voltando do centro.  O carro da minha amiga estava estacionado na Rua São Bento, sob os cuidados de um &#8220;trabalhador da economia informal&#8221;. O meu pavor foi ativado na hora. Sei de gente que paga até R$ 130 por mês para flanelinha tomar conta do carro. Óbvio, sem seguro nenhum incluído e sem ter a menor idéia pra onde eles vão levar seu carro quando você entrega a chave na mão deles. E alguns motoristas ainda se sentem na vantagem: &#8220;cara, se fosse estacionamento, estaria pagando uns R$ 250&#8243;.</p>
<p>Confesso: quando aplicável (quando estou dirigindo no Rio ou em outro estado), acabo pagando também. Mas quero saber quem é que de fato consente por livre e espontânea vontade quando dá dinheiro na mão de flanelinha - a não ser os do <a href="http://www.rio.rj.gov.br/smtr/cetrio/est_rio_rotativo.htm">Rio Rotativo</a>. Não tem aquele que não se sinta coagido. Sim, acredito que existe flanelinha gente boa, que realmente só está ali por representar todas as mazelas da nossa injusta sociedade, etc. Mas deixe de dar dinheiro e passe as próximas horas tentando desvendar o futuro próximo: &#8220;será que vão riscar com chave do lado direito ou esquerdo? Será que vão me poupar algum pneu?&#8221; </p>
<p>Não vou me estender sobre o papel do estado, que já tomou medidas para regulamentar a &#8220;profissão&#8221;, mas que como tantas coisas neste país, ficam empacadas. Mesmo se fosse totalmente regulamentada, me soa extremamente estranho ter que pagar para estacionar em qualquer lugar. Já não bastam o IPVA e todos os impostos embutidos em tudo o que consumimos. Daqui a pouco teremos que pagar para ir à praia: &#8220;aê, R$2 pra pegar sol e R$ 3 pra dar um mergulho&#8221;.</p>
<p>No fim das contas, todo mundo acaba sendo mesmo camarada, tratando muito bem o flanelinha quando no fundo o que se quer dizer é &#8220;amanhã tou de volta pra te dar dinheiro, pra você continuar praticando mais um crime urbano com o qual eu tenho que conviver diariamente e com o qual eu, infelizmente, acabo sendo conivente porque não tenho muita escolha&#8221;.</p>
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		<title>Pequena fábula de um sapato em fuga</title>
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		<pubDate>Mon, 09 Apr 2007 05:55:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Na rua]]></category>

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		<description><![CDATA[Era um par de sapatos negros estilo boneca anos 40 esperando a próxima rota de fuga. Belos, conseguiam reluzir um verniz infinito em meio à escuridão do brechó ao ar livre onde foram encontrados pela penúltima vez. Eu havia descido na parada errada do metrô: em vez do Catete, a Glória. Ascendi da escada subterrânea [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Era um par de sapatos negros estilo boneca anos 40 esperando a próxima rota de fuga. Belos, conseguiam reluzir um verniz infinito em meio à escuridão do brechó ao ar livre onde foram encontrados pela penúltima vez. Eu havia descido na parada errada do metrô: em vez do Catete, a Glória. Ascendi da escada subterrânea para a escuridão das 20h. Prostitutas faziam ponto já na saída. Mendigos, estudantes, senhorinhas de mãos dadas e popozudas com roupa de academia circulavam de um lado para outro das ruas. Eu sentia um certo medo, um desconforto de estar numa região sem intenção certa do que se quer ser: se parada de miseráveis, se bairro familiar.</p>
<p>As calçadas apinhadas de quiquilharias formavam uma colcha de retalhos de objetos que um dia já significaram algo, ou que não significaram nada, para alguém. Tentava identificá-los no chão, mas era difícil à meia luz dos postes. Percebia sombras de telefones antigos, vinis, roupas em varais, carcaças de louças, talheres, dedais, gravadores. Eram objetos velhos, meros cacos de qualquer coisa. Não me falavam absolutamente nada. Seguia caminhando em meio àquele cemitério de coisas até que, poucos metros adiante, os sapatos que me sorriram. </p>
<p>Consegui identificar imediatamente que eram do meu tamanho mesmo antes de calçá-los. Cinderela urbana em segundos, já conseguia visualizar os bailes que rodariam sob  meus pés. E custavam R$ 8,00. Apenas oito reais! A decisão de compra foi imediata.</p>
<p>Carreguei os sapatos embaixo do braço num saco plástico de supermercado. Sorria de prazer não apenas pela aquisição, mas por ter descido na parada errada, por ter circulado em meio àquela fauna urbana simultaneamente tão rica de vida e tão decadente, e que jamais escolheria circular não fosse o acaso que me levasse ali. E aqueles sapatos semi-novos, de design e material perfeitos&#8230;</p>
<p>Eu nunca tive problema em dormir em colchões usados - confesse se raramente você pensa nisto quando apaga a luz num quarto de hotel após um longo dia de trabalho longe de casa. Ou quando vive intensamente alguma história só sua sobre a cama de um motel. Talvez porque os lençóis do colchão sejam lavados e desinfetados (pelo menos assim tentamos crer), e você só sente o seu suor ou o suor alheio de quem lhe faz companhia. Mas eu ainda conseguia sentir o suor dos pés que calçaram aqueles sapatos, e isto me causava inquietação e fascínio. Impossível não tentar pensar nos pés que os calçaram. Como era a dona? Por que os deixou? Na minha pequena viagem mental eu via um par de brancas canelas grossas, com uma saia bege cobrindo os joelhos. Tentava compor seu guarda-roupa, seu estilo, sua maneira de ser. Me vi aos poucos construindo um alter ego que nascia de baixo para cima: primeiro pés, depois quadris, cintura, pescoço e cabeça. </p>
<p>Não cheguei a construir uma alma, pois a poucos metros a paisagem e o momento mudaram. Entrei numa rua linda, tranqüila e silenciosa, num botequim de muita personalidade, para meu primeiro encontro com os metrobloggers. Entre amigos de décadas e novos amigos que eu só conhecia através das linhas digitais deste espaço, não levou muito para o encontro dar liga. O riso era imperativo entre cervejas, cachaças e ovinhos de páscoa. O bom humor era genuíno e o teor etílico, sob medida e sem exageros, só fez aflorar o melhor de nós. </p>
<p>Despertei na manhã da quarta-feira com uma vontade de comer mais manteiga do que pão. E sairia para trabalhar vestida de Cinderela urbana, orgulhosamente calçando meus sapatos mágicos que ainda sem nem terem me calçado, já me traziam pílulas de plenitude. Fui procurá-los na bagunça das roupas que joguei num canto da sala . Para minha surpresa, não estavam lá. Vasculhei o quarto, a cozinha, o banheiro. Nada. Nem vestígio de um raio sequer de verniz.</p>
<p>Há quase uma semana eles me deixaram. Tenho certeza que não calçam os pés de Dorothy, nem os de Cinderela.Vagam agora em algum lugar do Rio de Janeiro, à procura de outros pés, outras histórias, longe de closets empoeirados e de calçadas escuras. Vagam livres, pois em realidade, nunca foram meus.</p>
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		<title>De bandeja</title>
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		<pubDate>Tue, 20 Mar 2007 01:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Ontem, domingo 15h, sinal na Glória: James, le Garçon de la Calçadá, posa glorioso para esta que vos escreve.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="DSC01413.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/03/DSC01413.jpg" width="320" height="240" /></p>
<p>Ontem, domingo 15h, sinal na Glória: James, le Garçon de la Calçadá, posa glorioso para esta que vos escreve.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Esclarecendo o que acho das gordinhas (e também dos magros ou sarados)</title>
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		<pubDate>Thu, 15 Mar 2007 00:31:24 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
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		<description><![CDATA[Existem assuntos que de fato são delicadíssimos e acirram as opiniões com uma enorme velocidade. Há poucas horas postei &#8220;O segredo da gordinha para fisgar o bofe&#8221; e acabei de receber comentários que me &#8220;botam no paredão&#8221;. Mas vejam só: eu não emiti nenhuma opinião pessoal naquele post. Apenas transcrevi o que escutei da minha [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Existem assuntos que de fato são delicadíssimos e acirram as opiniões com uma enorme velocidade. Há poucas horas postei &#8220;O segredo da gordinha para fisgar o bofe&#8221; e acabei de receber comentários que me &#8220;botam no paredão&#8221;. Mas vejam só: eu não emiti nenhuma opinião pessoal naquele post. Apenas transcrevi o que escutei da minha manicure. Tudo bem, ela não está aqui pra comprovar, então vocês terão que confiar na minha palavra. Sendo assim, seguem alguns esclarecimentos:</p>
<p>Foi justamente por achar bastante pitoresco o comentário dela que transformei em post. É ela, e não eu, quem tem complexo de ser gordinha. E acredito que o truque dela pra fisgar o bonitão da Lapa foi o fato de ser naturalmente sexy, e não ter se escondido atrás do matinho! Ela podia ser uma Juliana Paes, mas se não tivesse seu borogodó natural, não ia ter bonitão pra fazer daquela uma noite memorável.</p>
<p>Portanto, se minha manicure acha que ser gordinha é um defeito, isto é dela e somente dela. Da minha boca vocês nunca vão escutar que eu acho que por ser gorda uma mulher &#8212; ou um homem &#8212; não pode ser sexy. Ser sexy vai bem além de carne, ossos e corpos sarados. Tem uma série de características não palpáveis, como atitude e charme, que contribuem para o &#8220;ser sexy&#8221;. E, muitas vezes, são essas características que fazem toda a diferença! Tenho uma lista enorme de pessoas totalmente fora dos padrões estéticos mais comumente aceitos que eu acho simplesmente uma delícia. Ser sexy, para mim, é um estado de espírito. Está além de carne, gordura ou osso. Está na alma mesmo de cada um.</p>
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		<title>O segredo da gordinha para fisgar o bofe</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/03/14/o-segredo-da-gordinha-para-fisgar-o-bofe/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2007 15:50:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
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Confissões da minha manicure:
- Você quer saber o que foi que eu fiz pra pegar aquele bonitão na Lapa? Meu bem, sendo gordinha, a coisa não é tão simples quanto pras magrinhas. Eu sei das minhas limitações (gargalhadas em mi bemol), mas sei também que eu tenho um sorriso matador! Os ômi ficam tudo doido! [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="gordinha.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/03/gordinha.jpg" width="154" height="200" /></p>
<p>Confissões da minha manicure:</p>
<p>- Você quer saber o que foi que eu fiz pra pegar aquele bonitão na Lapa? Meu bem, sendo gordinha, a coisa não é tão simples quanto pras magrinhas. Eu sei das minhas limitações (gargalhadas em mi bemol), mas sei também que eu tenho um sorriso matador! Os ômi ficam tudo doido! Então foi simples: fiquei cheia de sorriso atrás de uma moitinha que tinha por ali! Não deu outra: ele não viu meu corpitcho, se apaixonou pelo meu sorriso e aí já viu, né?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Da série O EROTISMO NOSSO DE CADA DIA  - Metrô 2</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/03/14/da-serie-o-erotismo-nosso-de-cada-dia-metro-2/</link>
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		<pubDate>Wed, 14 Mar 2007 15:30:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Cenas registradas pelo olhar da vossa blogueira 
A goteira
Ao largar o trabalho nesses dias de janeiro na cidade-estufa, L. só queria ir para casa tomar um banho gelado. Era a única época do ano em que não apenas se permitia, como também desejava, entregar-se ao prazer de uma água fria escorrendo pelo corpo. Ia à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="waterropping.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/03/waterropping.jpg" width="160" height="212" /></p>
<p><em>Cenas registradas pelo olhar da vossa blogueira </em></p>
<p><strong>A goteira</strong></p>
<p>Ao largar o trabalho nesses dias de janeiro na cidade-estufa, L. só queria ir para casa tomar um banho gelado. Era a única época do ano em que não apenas se permitia, como também desejava, entregar-se ao prazer de uma água fria escorrendo pelo corpo. Ia à praia com freqüência, mas nunca havia se acostumado com o mar glacial do Rio de Janeiro que doía até o bagaço da alma. Geralmente ficava na areia, onde besuntava blondor do pescoço às canelas nas duras carnes negras e macias que lhe sustentavam. Depois, lavava o corpo com o baldinho que o sobrinho ia encher com água do mar de Copacabana. E assim, douradinha, enfrentava a rotina nossa de cada dia.</p>
<p>Tão logo as portas do vagão se abriram na Carioca, L. correu para pegar um lugar. Sentou-se vitoriosa na última fileira. Como de costume, não olhou para ninguém: também seguia a cartilha dos olhares metronianos que ignoram a presença de qualquer vida dentro do vagão. </p>
<p>O dia foi de ralação total no serviço, e já no trajeto entre a Cinelândia e a Glória, as pálpebras pesaram. Com os olhos fechados e a boca semi-aberta, L. não se deu conta que o banho hoje chegaria mais cedo: uma goteira estrategicamente localizada em cima dos seios pingava em intervalos de três segundos sobre sua blusa branca, intumescendo mamilos escuros e arredondados.</p>
<p>Nos assentos reservados a idosos, deficientes, gestantes e mulheres com crianças de colo, seis saudáveis pares de masculinos olhos famintos aplaudiam silenciosamente, banhando seus pensamentos em muitas idéias.</p>
]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Pretos, brancos e pardos entre esmaltes e acetonas</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/03/12/pretos-brancos-e-pardos-entre-esmaltes-e-acetonas/</link>
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		<pubDate>Tue, 13 Mar 2007 03:59:53 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
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		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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Sábado passado, num salão em Copacabana, a conversa era a seguinte:
MANICURE 1 (tinha a pele negra e tirava o fungo verde da unha de uma cliente): Cê viu o homem que a Fulana arrumou? O maior negão!
MANICURE 2 (tinha a pele negra mais clara e ralava o excesso de pele dos meus sofridos pés): Pois [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="pedicure.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/03/pedicure.jpg" width="201" height="225" /></p>
<p>Sábado passado, num salão em Copacabana, a conversa era a seguinte:</p>
<p>MANICURE 1 (tinha a pele negra e tirava o fungo verde da unha de uma cliente): Cê viu o homem que a Fulana arrumou? O maior negão!</p>
<p>MANICURE 2 (tinha a pele negra mais clara e ralava o excesso de pele dos meus sofridos pés): Pois eu nunca namorei um negão! Quer dizer, só uma vez. Prefiro branco. Não gosto de namorar homem preto não.</p>
<p>EU: Ué, mas por que não? </p>
<p>MANICURE 2: Ah, é porque eu sou clarinha (risos). A  minha certidão de nascimento diz que eu sou parda!</p>
<p>MANICURE 1: Pois ó, sendo homem, não tem essa! Tá dentro! E vem cá: se tu é parda, eu sou o que? Branca?</p>
<p>CLIENTE DA UNHA COM FUNGO: Olha, eu não tenho nada contra preto, mas você é&#8230;hmmmm&#8230;olha, nada contra mesmo a cor, mas você&#8230;Ah, você é&#8230;marrom&#8230;.marrom-chocolate. E ela é marrom-médio!</p>
<p>MANICURE 1: Que diabo marrom o que? Eu sou negra. Preta mesmo.</p>
<p>EU (falando para cada manicure): Olha, gente.. você é negra e você também. Todas se entreolham, constrangidas).  Só que uma de fato tem uma tonalidade de pele mais clara que a outra. Eu é que tenho parda na minha certidão de nascimento.</p>
<p>TODAS (praticmente em uníssono): Como assim parda? Você é branca!</p>
<p>EU: Gente, olhem pra minha cor! Meu avô era negão e minha avó era branca. Meu pai nasceu moreno escuro. Minha mãe é branca. Eu sou morena, parda, apesar de achar esta denominação o Ó.</p>
<p>CLIENTE DA UNHA COM FUNGO: E você acha que eu sou o que?</p>
<p>EU (após breves segundos de reflexão, já sentindo a chegada de uma euforia pró-brancura por parte da outra cliente): Você é parda.</p>
<p>CLIENTE DA UNHA COM FUNGO: Olha, me desculpe&#8230;nada contra negros&#8230;me desculpe mesmo&#8230;nada contra, eu não tenho preconceito&#8230;mas eu sou branca! Na minha certidão tem que eu sou branca&#8230; eu sou branca. Só que eu estou bronzeada.</p>
<p>EU: Bom, discutir raça no Brasil é realmente delicado&#8230;</p>
<p>MANICURE 2: Pois lá em casa eu sou a única que nasceu com o cabelo bom!</p>
<p>MANICURE 1: Só se for bom só depois da escova! Olha o cantinho da nuca (risos)!</p>
<p>MANICURE 2: Ah, mas meu cabelo é bonzinho! Minha filha, coitada, nasceu com cabelo de neguinha mesmo, chega dá pena: toim, toim!</p>
<p>MANICURE 1: Pois a minha filha veio me perguntar por que é que algumas amigas têm cabelo liso e o dela é daquele jeito, encarapinhado, igual ao meu. Aí eu respondi que é porque a mãe dela é preta! Aí eu perguntei por que é que ela não botava trancinha no cabelo. Aí ela respondeu que não gosta de cabelo de plástico!</p>
<p>EU: Pois fala pra sua filha gostar do cabelo dela. Cê já não viu cada nega linda com o cabelo black power?</p>
<p>MANICURE 2: Deus me livre! (risos)</p>
<p>MANICURE 1: Pois é, fica bonito sim&#8230;Mas tem que ter coragem, né?</p>
<p>EU: Acho que tem que se aceitar e se gostar&#8230;parar de querer se embranquecer&#8230;Pois eu tenho uma amiga que é branca de olho verde e tem o cabelo de negra. Não tem outra: ela usa o black power e arrasa! O que não falta é homem na porta dela! O que vale é atitude, né?</p>
<p>TODAS OLHAM PARA MIM, INCRÉDULAS.</p>
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		<title>Da série O EROTISMO NOSSO DE CADA DIA - Carnaval de rua</title>
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		<pubDate>Mon, 12 Feb 2007 15:39:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_juliana</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Foto: Juliana Moreira
Comeu com os olhos em plena avenida.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/02/salsichao.jpg"><img alt="salsichao.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/02/salsichao-thumb.jpg" width="466" height="350" /></a><br />
<em>Foto: Juliana Moreira</em></p>
<p>Comeu com os olhos em plena avenida.</p>
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