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	<title>Rio de Janeiro Metblogs &#187; rio_leticia</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 07:56:25 +0000</pubDate>
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		<title>a terra é encantada</title>
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		<pubDate>Fri, 22 Feb 2008 03:22:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ar livre]]></category>

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		<description><![CDATA[
não, não fui na roda gigante, achei caro, deu preguiça, agora evito multidões, rapazes que chamam os amigos de &#8220;lék&#8221; e meninas com smirnoff ice na mão a noite toda.
uma tarde de sexta feira, senti um estalo de levar um semelhante à uma montanha russa, já que sabia que o tal nunca havia ido numa. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="Montanha_Russa2.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2008/02/Montanha_Russa2.jpg" width="640" height="480" /></p>
<p>não, não fui na roda gigante, achei caro, deu preguiça, agora evito multidões, rapazes que chamam os amigos de &#8220;lék&#8221; e meninas com smirnoff ice na mão a noite toda.<br />
uma tarde de sexta feira, senti um estalo de levar um semelhante à uma montanha russa, já que sabia que o tal nunca havia ido numa. partimos com vodka e suco de manga para a barra da tijuca.<br />
a terra encantada, que era pra ser a disney (ui!) brasileira está mais para cidade fantasma. lojas abandonadas, cenários descascando, alguns brinquedos não funcionando. mas como sou xóvem e ávida por adrenalina além de gostosas do sportv saltando de pára quedas e urrando: &#8220;que adrenaliiiiiiiiina&#8221;, acabei me empolgando maximamente, mesmo com medo de um possível roubo, tamanho deserto era aquilo.<br />
a montanha russa, para a minha felicidade, continua espancando suor, sangue, lágrimas e gargalhadas non-stop. coisa de maluco sentar na primeira cadeira e embarcar num troço que te gira, te sacode, te faz voar, correr. troço de louco. maravilha. bate-bate, kabum, túnel do amor&#8230; rolam uns outros bobinhos. mas o tesão mesmo é na montanha russa. achei barato. 25 reais, 2 passaportes. mas outro dia vi que essa promoção vai acabar. então, tipo voa. pode faltar muita coisa: água, banheiro limpo, gente (!), mas a montanha russa vale. vale tudo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>yurrul</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jan 2008 17:03:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ar livre]]></category>

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		<description><![CDATA[

Visão do Forte de Copacabana, outubro de 2007
Sempre confundi montanha russa com roda gigante, vai entender a dislexia que me habita desde os 7.
Domingo agora começa a funcionar a roda, não tão gigante, no forte de Copa. Ingressos baratinhos, alguns belos minutos pra olhar essa cidade, que cada vez mais, fica mais bonita de longe.
Um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="collage7.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2008/01/collage7.jpg" width="1280" height="960" /><br />
<em><br />
Visão do Forte de Copacabana, outubro de 2007</em><br />
Sempre confundi montanha russa com roda gigante, vai entender a dislexia que me habita desde os 7.<br />
Domingo agora começa a funcionar a roda, não tão gigante, no forte de Copa. Ingressos baratinhos, alguns belos minutos pra olhar essa cidade, que cada vez mais, fica mais bonita de longe.<br />
Um vinho, amigos, uma subidinha. Clichezão, mas é uma boa pedida pra essa janeiro com cheiro de chuva que agora me acalma. 8 e infinito de pé. Adoro.<br />
Uma volta na roda com emoção russa de uma montanha.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Poema de Natal</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/12/24/poema-de-natal/</link>
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		<pubDate>Mon, 24 Dec 2007 02:33:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>

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		<description><![CDATA[Para isso fomos feitos:
Para lembrar e ser lembrados
Para chorar e fazer chorar
Para enterrar os nossos mortos &#8211;
Por isso temos braços longos para os adeuses
Mãos para colher o que foi dado
Dedos para cavar a terra.
Assim será nossa vida:
Uma tarde sempre a esquecer
Uma estrela a se apagar na treva
Um caminho entre dois túmulos &#8211;
Por isso precisamos velar
Falar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Para isso fomos feitos:<br />
Para lembrar e ser lembrados<br />
Para chorar e fazer chorar<br />
Para enterrar os nossos mortos &#8211;<br />
Por isso temos braços longos para os adeuses<br />
Mãos para colher o que foi dado<br />
Dedos para cavar a terra.<br />
Assim será nossa vida:<br />
Uma tarde sempre a esquecer<br />
Uma estrela a se apagar na treva<br />
Um caminho entre dois túmulos &#8211;<br />
Por isso precisamos velar<br />
Falar baixo, pisar leve, ver<br />
A noite dormir em silêncio.<br />
Não há muito o que dizer:<br />
Uma canção sobre um berço<br />
Um verso, talvez de amor<br />
Uma prece por quem se vai &#8211;<br />
Mas que essa hora não esqueça<br />
E por ela os nossos corações<br />
Se deixem, graves e simples.<br />
Pois para isso fomos feitos:<br />
Para a esperança no milagre<br />
Para a participação da poesia<br />
Para ver a face da morte &#8211;<br />
De repente nunca mais esperaremos&#8230;<br />
Hoje a noite é jovem; da morte, apenas<br />
Nascemos, imensamente.</p>
<p><em>Vinicius de Moraes</em></p>
]]></content:encoded>
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		<title>Muito rápido</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/12/12/muito-rapido/</link>
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		<pubDate>Wed, 12 Dec 2007 18:35:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Só rindo...]]></category>

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		<description><![CDATA[O carnaval foi ontem, não foi?
Não, não foi. Agora já é dezembro e a porta do Inferno está aberta. Sonho que um dia nevará e de fato - esses bonecos de neve que tanto vejo, existirão realmente. Cada ano mais rápido. Ou é impressão? Quando criança o tempo era mais elástico, não é verdade?
Não, não [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O carnaval foi ontem, não foi?<br />
Não, não foi. Agora já é dezembro e a porta do Inferno está aberta. Sonho que um dia nevará e de fato - esses bonecos de neve que tanto vejo, existirão realmente. Cada ano mais rápido. Ou é impressão? Quando criança o tempo era mais elástico, não é verdade?<br />
Não, não é verdade. Cabeça lotada, e pra entrar mais coisas, sinto que tenho apagado sem querer mil outras coisas. Estou perdendo a memória seriamente e desenvolvendo uma dislexia poética bizonha. Troco palavras, esqueço pessoas, invento palavras e nomes para as pessoas. Você também, não é? Diz que sim.<br />
Curiosa com a roda-gigante que vão construir no Forte de Copacabana. Será que vai ser caro? Tudo bem, acho que cabem 10 pessoas por vagão. Chamo amigos, levo vinho.<br />
Tem um Papai Noel no shopping Tijuca per-tur-ba-dor. Ele É O PAPAI NOEL. Barba branca, carinha de bom, olhos claros, cabelo REAL. Fiquei bem impressionada, cogitei bater foto e tudo, mas fiquei com medo de sentar no colo dele e me desapontar com malícias natalinas.<br />
Carnaval foi ontem, né?<br />
Não.<br />
Memória do olfato ainda intacta.<br />
Dezembro voa sozinho.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Descobri que&#8230;</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/11/21/descobri-que/</link>
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		<pubDate>Wed, 21 Nov 2007 22:16:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Na rua]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8230;se eu entrar na Voluntários da Pátria, de carro, de madrugada, e o primeiro sinal estiver na eminência de ficar verde, pegarei TODOS os sinais da rua, verdes. Todos. É preciso brincar com essa cidade. Uma belezura ver tanta cor vermelha ficar verde numa sequência e velocidade incrível. Voluntários da Pátria, só hoje reparei na [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>&#8230;se eu entrar na Voluntários da Pátria, de carro, de madrugada, e o primeiro sinal estiver na eminência de ficar verde, pegarei TODOS os sinais da rua, verdes. Todos. É preciso brincar com essa cidade. Uma belezura ver tanta cor vermelha ficar verde numa sequência e velocidade incrível. Voluntários da Pátria, só hoje reparei na beleza da etimologia. É preciso brincar com essa cidade. Depois eu conto da minha mini Montanha Russa particular quando saio da Urca e pego aquela descida-subida para Botafogo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Malditas festas iguais</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/10/23/malditas-festas-iguais/</link>
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		<pubDate>Tue, 23 Oct 2007 18:10:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Só rindo...]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei quando foi, mas em algum momento, perceberam que as festas de 15 anos e casamentos estavam se tornando chatas. Perceberam com atraso, rá! Então, se deu início à uma algazarra meio carnavalesca, para trazer mais emoção às tais festas chatiiiinhas. Compram broches de luz, orelhas de coração, pulseiras de néon, gravatas de paetês, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não sei quando foi, mas em algum momento, perceberam que as festas de 15 anos e casamentos estavam se tornando chatas. Perceberam com atraso, rá! Então, se deu início à uma algazarra meio carnavalesca, para trazer mais emoção às tais festas chatiiiinhas. Compram broches de luz, orelhas de coração, pulseiras de néon, gravatas de paetês, e distribuem no salão. Os mais ortodoxos olham desconfiados, refletindo um <em>&#8220;onde estão os valores? tsc tsc, mas que bagunça&#8221;.</em> Os mais jovens, que amam uma balbúrida, fazem do baile de debutantes um verdadeiro carnaval. Só que, meus amores, é tudo igual. Se ainda fosse um baile de carnaval com mil fantasias diferentes, ahhhh, que maravilha de miscelânia a ser observada. Mas não. A maioria das mulheres usa vestido preto (&#8221;<em>não engorda</em>&#8220;) e quando recebem os &#8220;acessórios da festa&#8221; não querem exagerar muito, para não embarangar. Então, colocam com cuidado, o arco de corações que piscam, no cabelo escovado e com reflexos. O que dizer das músicas? QUAL É O SENTIDO - e aqui grito em caps lock, DE SE OUVIR &#8220;NEW YORK NEW YORK&#8221; numa festa de casamento em pleno Rio de Janeiro? Quantas vezes você já ouviu &#8220;Cidade Maravilhosa&#8221; numa festa de formatura de formandos em Comunicação Social? E não venham com o papo de que &#8220;ahhh, tendo álcool de graça, vale tudo&#8221;. Passei da fase do vale-tudo-com-bebida-de-graça. Sentada num canto, com um vestido que não me acompanha, um sapato que me deixa fantasiada, observo de longe a mesmice insuportável dos casamentos, 15 anos e formaturas dos dias de hoje. E em todas as sociais: ricos, classe média e pobres. Tudo a mesma merda. Daqui a pouco, os sucessos do axé, que até eu sei cantar por osmose vital. Discotecas, Bee-Gees, meu pai se levanta, vai dançar. Estou ficando chata. O uísque descendo, mas não ajudando. Agora, claro, funk. O funk ruim. O funk tosco. Porque funk é bom, mas essas pessoas não sabem disso. No banheiro, uma menina comenta: &#8220;eu adoro música rave&#8221;. Quase vomito o jantar do casamento. Como é que é? Música rave? IH, tô velha. Tô velha e sou tão nova. Todas e todos, com vestidos carérrimos (ou não, rá!) e paletós parecidos, e adereços que brilham, piscam, em cores fluorescentes. Laboratório do comum. Aviso aos navegantes que meu casamento vai ser na praia. E que ninguém gaste dinheiro com uma roupa que só vai usar uma vez na vida. E nada de sapatos. Sempre tiram mesmo, ora bolas. E nada de enfeites moderninhos, made in Japan. Se tudo vira carnaval, confetes e serpentinas serão distribuídas. E quero discursos! Nada de um padre, pastor ou juiz falando texto arcaico com lenga lenga. Quero amigos contando causos e marido declamando poesia. Eu tô delirando? Culpa de outubro.</p>
<p><img alt="casamento%20enfeite.JPG" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/10/casamento%20enfeite.JPG" width="358" height="378" /><br />
ai, que lindo, né?<br />
pffffff</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Podrão</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/09/16/podrao/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Sep 2007 23:28:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Comida]]></category>

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		<description><![CDATA[Podrão é uma gíria carioca para um tipo específico de cachorro-quente feito em carrocinhas de vendedores ambulantes.
O termo, aumentativo de &#8220;podre&#8221;, deriva da má reputação de alguns destes vendedores, que usariam ingredientes de procedência pouco confiável e às vezes fora da validade. Além disso, as condições de higiene dos ambulantes nem sempre são submetidas à [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>Podrão é uma gíria carioca para um tipo específico de cachorro-quente feito em carrocinhas de vendedores ambulantes.<br />
O termo, aumentativo de &#8220;podre&#8221;, deriva da má reputação de alguns destes vendedores, que usariam ingredientes de procedência pouco confiável e às vezes fora da validade. Além disso, as condições de higiene dos ambulantes nem sempre são submetidas à fiscalização da Vigilância Sanitária e em certos casos podem de fato disseminar doenças ou causar problemas digestivos.</em></p>
<p><strong>(texo extraído da Wikipédia)</strong></p>
<p>Sempre fui fã dos podrões, fã do Bob&#8217;s de madrugada (aqui na Tijuca ainda rola o Drive Thru). Mas de ums tempos pra cá, tenho me viciado num podrão diferente. Yaksoba. SIM. Yaksoba. Em plena Praça Saens Peña, um chinês, cujo apelido óbvio é &#8220;Chino&#8221;, monta sua barraca, quase todo dia, menos domingo e prepara na hora o tal famoso prato chinês: macarrão com repolho, cebola, cenoura, carne e muito molho shoyo. O preço? Inacreditáveis TRÊS E SETENTA. Sim. Uma delícia e baratinho. Tem um outro prato mais caro e mais cheio, claro. Mas o baratinho já mata a fome legal. Outro dia, depois de uma enoooorme fila, me flagrei imaginando quanta grana ele deve estar ganhando e o que ele vai fazer com ela. Visitar parentes na China? Comprar uma casa na Tijuca? Na minha vez, fiz o pedido e perguntei: &#8220;Há quanto tempo você mora aqui?&#8221;</p>
<p><em>Tlês anos.</em></p>
<p>Mas ele era tão concentrado que fiquei tímida de perguntar se morava sozinho, se sentia saudades da China. Sou muito curiosa. Besteira. Devo apenas comer o yaksoba. The lícia. Recomendo.</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Desculpa</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/08/18/desculpa/</link>
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		<pubDate>Sun, 19 Aug 2007 03:38:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bizarrice]]></category>

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		<description><![CDATA[Prometo voltar a escrever, convidarei mais escritores para tal tarefa também.
Aliás, alguém quer escrever aqui? Manifestem-se!
Continuo odiando agosto, sonhando com uma casa própria na Urca, e fascinada por umas luas que quase me fazem bater o carro em pleno Aterro do Flamengo.
Daqui a pouco o inverno acaba.
O inferno.
São os outros?
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Prometo voltar a escrever, convidarei mais escritores para tal tarefa também.<br />
Aliás, alguém quer escrever aqui? Manifestem-se!</p>
<p>Continuo odiando agosto, sonhando com uma casa própria na Urca, e fascinada por umas luas que quase me fazem bater o carro em pleno Aterro do Flamengo.<br />
Daqui a pouco o inverno acaba.<br />
O inferno.</p>
<p>São os outros?</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>PANdemônio - I</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/07/10/pandemonio-i/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Jul 2007 19:07:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ar livre]]></category>

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		<description><![CDATA[A PARTIR DO DIA 13 ESTAMOS EM ESTADO DE EXCEÇÃO!
SÃO PROIBIDAS AGLOMERAÇÕES E QUALQUER UM PODE SER PRESO ATÉ O FIM DO PAN SEM NENHUMA JUSTIFICATIVA!
!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A PARTIR DO DIA 13 ESTAMOS EM ESTADO DE EXCEÇÃO!<br />
SÃO PROIBIDAS AGLOMERAÇÕES E QUALQUER UM PODE SER PRESO ATÉ O FIM DO PAN SEM NENHUMA JUSTIFICATIVA!</p>
<p>!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!</p>
]]></content:encoded>
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		</item>
		<item>
		<title>Acho graça de graça da desgraça</title>
		<link>http://rio.metblogs.com/2007/06/29/acho-graca-de-graca-da-desgraca/</link>
		<comments>http://rio.metblogs.com/2007/06/29/acho-graca-de-graca-da-desgraca/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 29 Jun 2007 08:03:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>rio_leticia</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bizarrice]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://rio.metblogs.com/2007/06/29/acho-graca-de-graca-da-desgraca/</guid>
		<description><![CDATA[As ruas são sarjetas dilatadas cheias de sangue e, quando os bueiros transbordarem, todos os vermes vão se afogar. A imundície de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e os políticos e as putas vão olhar para cima gritando &#8217;salve-nos&#8217;&#8230; E eu vou olhar para baixo e dizer &#8216;NÃO&#8217;. 
Alan Moore
Naquela época, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>As ruas são sarjetas dilatadas cheias de sangue e, quando os bueiros transbordarem, todos os vermes vão se afogar. A imundície de todo sexo e matanças vai espumar até a cintura e os políticos e as putas vão olhar para cima gritando &#8217;salve-nos&#8217;&#8230; E eu vou olhar para baixo e dizer &#8216;NÃO&#8217;. </p>
<p>Alan Moore</em></p>
<p>Naquela época, eu esperava pelo metrô com as mãos suadas de água fria, olhando para trás com medo que alguém me empurrasse. Síndrome do que você quiser, meu caro. Do pânico, do terror, da ansiedade, distúrbio, déficit de atenção, a porra toda que você quiser. Eu só quero dizer que por 2 segundos eu jurava que alguém ia me empurrar e morreria ali, estraçalhada pelo vagão que não teria tempo de frear. Estou sem direção e ainda nem cheguei ao ponto. Culpa dos dedos mindinhos, não me obedecem, esses putos desgraçados. Boa essa palavra: puto. ÉS UM PUTO, queria dizer para algum homem. Qualquer um, pode ser meu pai até, meu tio que tem a voz engraçada, você&#8230;  Um puto, um puto. Como de costume, estava na frente de todos, para poder entrar antes e ter mais opções - ou não, de escolher um lugar para sentar - ou não. Eram 17 horas da tarde, as chances não eram tão boas, mas vai saber, sou rainha das sortes inacreditáveis, a vida gosta de mim embora eu a maltrate um bocado. Entrei no vagão após medo ensurdecedor de ser empurrada, e para minha não compreensão de vida, senti que haviam muitas pessoas aglomeradas na área da minha porta, e à nossa esquerda, o vagão estava vazio. Nessa época eu vivia gripada, era usuária voraz de sorine, mas ainda assim, quando as portas fecharam, senti um grande cheiro de merda se alastrando com força pelo vagão. As pessoas, as pessoas, as pessoas, quantas vezes posso repetir que AS PESSSOAS, elas falavam coisas, mas meu medo de ser empurrada me faz pingar água das mãos e me deixa surda, é preciso esclarecer isso. E isso dura. Isso dura minutos. Então, as pessoas faziam elucubrações e eu não ouvia nada. Só sentia um insuportável cheiro de merda. Curiosa que sempre fui, me movimentei em direção à tal parte vazia do metrô, afinal o quê poderia estar acontecendo? E é porque sou feita de carne, ossos, sangue, merda e amor, é que quase tive um filho tamanha vontade de expelir qualquer coisa bonita que apaziguasse meu choque. O que eu vi foi um homem de terno, sentado no chão, todo cagado. Sim. Um homem na merda. Literalmente. Chorando feito criança, meu caro, meu barato. Chorando de soluçar e tremer ombros, minha cara. Minha barata. Mas as pessoas, as pessoas, as pessoas, quantas vezes eu posso repetir que as pessoas, elas estavam num zoológico, e muito espantadas faziam comentários, que agora já podia ouvir, sem o menor cabimento. A maioria, obviamente, ignorava, constrangida com o constrangimento alheio e cheirando o pulso borrifado com perfume às 8 da manhã para aliviar o terror do cheiro da merda. O homem cagado, talvez sem querer, um problema, um azar, característica das sacanagens que deus pode nos proporcionar, um peido falso, uma infecção intestinal, uma merda, uma merda mesmo. O homem de terno, bonito, eu até diria se ele um dia passasse por mim na rua e me olhasse dentro do olho e não para o meu peito. Cagado. E chorando. Naquela época eu era otimista que só, e não me conformava em ver gente na merda sem tentar sair dela. É terrível, mas não é metafórico, o que torna tudo mais cruel. O homem ali na merda própria, merda marrom, meio aguada, um cheiro que me deixava a um segundo de vomitar meu almoço infeliz com meu ex-marido. Naquela época, as crianças moravam com ele, o que todo mundo achava muito estranho, mas eu preciso confessar que eu gostava muito, Jaime sempre foi um ótimo pai. E eu, uma mãe mediana. Me aproximei do homem cagado e choroso como quem se prepara para cutucar uma espinha que já causa vergonha de sair de casa. Sabemos que não devemos, mas cutucamos. Ah, cutucamos. Porque somos putos, putos, putos. Uns putos. Não devia, pois minha vida já é bem caótica, mas era tudo tão feio, tão horroroso, era tanta merda, que era tudo lindo por demais, beleza de salivar e aumentar o tamanho do coração de uma mão fechada para todo o tronco humano. Caminhei até ele, e as pessoas ficaram chocadas com a louca que entrou na jaula do leão, da onça, do hipopótamo. Mas as pessoas são curiosas, não querem que a pessoa vá, mas já que a pessoa está indo, ora&#8230; vamos ficar aqui e observar, só um pouquinho? Vamos, ué. Eu ficaria, Jaime ficaria, as crianças ficariam, todos nós, os putos. Ficariam. Observando. Estava solteira há tempos, o amor nunca chegava até a mim, fazia sérias propagações mas nunca o sentia, de fato, na fibra dos meus dedos. E era o que eu queria. Amor na fibra dos dedos. E isso lá existe? Era o que eu queria. O homem ainda chorando e eu nessa época, tinha lenços de papéis na bolsa, achei sofrido demais. Constrangedor demais. Queria ser certeira, queria tirar toda a merda, sem ter que passar 75 paninhos molhados e essências e incensos e isso aquilo outro. Agachei, agora já pouco incomodada com o cheiro da merda - afinal, o que era a vida, o metrô, o cu dos meus filhos, o beco da minha rua, a boca de meu ex marido? - ele percebeu um corpo estranho próximo ao dele, parou de chorar e esperou por aquilo que também eu esperava: minhas palavras. Achei de bom grado, dizer-lhe: Quer namorar comigo? Eu era a criança que os lobos criaram, não tem essa história? O zoológico, as pessoas, que acompanhavam tudo pois assim é a vida, fizeram silêncio criador de cancros, de úlceras, provocadores de aneurismas, esse era o silêncio. Pois não concebiam o amor vindo da merda. Mas eu era tão cheia de vida, e tudo me parecia tão sincero e real e certo. O homem sorriu dentes que o faziam ser mais bonito e disse entre babas de lágrimas: &#8220;Perdi minha estação&#8221;.<br />
&#8220;Pra tudo, há voltas&#8221;, lhe disse com sorriso de quem sua frio nas mãos. Dei-lhe um beijo no olho esquerdo e depois comentei com amor nas fibras dos dedos: merda é adubo.</p>
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