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	<title>Rio de Janeiro Metblogs &#187; luiz paulo rocha</title>
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	<pubDate>Sun, 30 Nov 2008 07:56:25 +0000</pubDate>
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		<title>Eletrônica</title>
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		<pubDate>Mon, 10 Mar 2008 21:21:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

		<category><![CDATA[Exposições]]></category>

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		<description><![CDATA[
Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo - Rio de Janeiro, RJ - Tel.: (21) 3131.3060.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://img.metblogs.com/rio/files/2008/03/oi.jpg" title="oi.jpg"></a><img src="http://img.metblogs.com/rio/files/2008/03/oi.jpg" alt="oi.jpg" /></p>
<p align="justify">Oi Futuro: Rua Dois de Dezembro, 63 - Flamengo - Rio de Janeiro, RJ - Tel.: (21) 3131.3060.</p>
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		<title>Viva Raul!</title>
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		<pubDate>Wed, 05 Mar 2008 22:01:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Bares]]></category>

		<category><![CDATA[casa da cachaça]]></category>

		<category><![CDATA[lapa]]></category>

		<category><![CDATA[mem de sa]]></category>

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		<description><![CDATA[Uma das grandes características da cidade do Rio de Janeiro, e talvez seja melhor dizer do povo que nela habita, vem a ser a inigualável facilidade com que se encontra gente de todo tipo sempre disposta a entabular amistosa conversação nos pé-sujos que se espalham por toda parte. Eu já andei por vários cantos do país e alguns [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p align="left"><font size="2" face="Verdana">Uma das grandes características da cidade do Rio de Janeiro, e talvez seja melhor dizer do povo que nela habita, vem a ser a </font><font size="2" face="Verdana">inigualável facilidade com que se encontra gente de todo tipo sempre disposta a entabular amistosa </font><font size="2" face="Verdana">conversação nos pé-sujos que se espalham por toda parte. Eu já andei por vários cantos do país e alguns outros </font><font size="2" face="Verdana">fora dele e digo que não há nada igual. Sou capaz de lembrar de conversas engraçadíssimas </font><font size="2" face="Verdana">que tive com estranhos, conversas de uma noite ali encostado </font><font size="2" face="Verdana">no balcão do botequim. A última aconteceu na Casa da Cachaça. Pra quem não sabe, a Casa da Cachaça é um minúsculo </font><font size="2" face="Verdana">boteco na Mem de Sá que vende, é claro, cachaça. Eles têm lá uma enorme quantidade de marcas, pra consumo local ou não. </font><font size="2" face="Verdana">Muito bem. Eu estava no meu canto bebendo uma cerveja e fazendo hora antes de seguir pra outro local, apenas </font><font size="2" face="Verdana">observando a farra naquele bar do outro lado da rua. Pra quem não sabe também, tem um bar de nordestinos &#8211; em </font><font size="2" face="Verdana">sua maioria &#8212; bem em frente à Casa da Cachaça. O lugar é bombado através de potentíssimas junkie boxes </font><font size="2" face="Verdana">que tocam todos os tipos de forrós, xaxados e baiões. Como todos sabem, esse gênero de música</font><font size="2" face="Verdana"> é, nada mais, nada menos, a música árabe, mais sincopada e com </font><font size="2" face="Verdana">temática mais mundana. Mas se você fechar os olhos e cantarolar alguma coisa como &#8220;ramaji </font><font size="2" face="Verdana">alah amadjih al-ramah&#8221;, como eu fiz ali enquanto ouvia ao fundo um forró ou um xaxado vai pensar que está bebendo arak em Riad</font><font size="2" face="Verdana">. Sobretudo porque abre os olhos e vê três cabras dançando lado a lado, fazendo uma coreografia de pernas e </font><font size="2" face="Verdana">braços retorcidos que lembram muito aqueles <a href="http://www.youtube.com/watch?v=bqy-rTaw0HE">kurdos do youtube</a>. Bem, eu estava lá comprovando a teoria musical do </font><font size="2" face="Verdana">oriente-médio-nordestino e eis que avisto um tipo peculiar entre os presentes. Um sujeito baixinho de uns sessenta </font><font size="2" face="Verdana">e tantos anos, longas barbas brancas, colete e um boné de revolucionário francês. Daqueles de feltro marrom. Parecia aquele personagem </font><font size="2" face="Verdana">do Angeli. Viva Rauuuuuuuuullllll!!! gritou ele. Viva Rauuuuuuuuullllll!!! berrava. Eu levantei meu copo, o de Seleta, </font><font size="2" face="Verdana">e retribuí a sua empolgação sem gritar: Viva Raul! Ele sorriu e veio bater o seu copo de cachaça no meu. É o Raul Seixas que </font><font size="2" face="Verdana">você está homenageando? Não!!! Respondeu com os dois olhos arregalados. O Raul Castro! Viva o Raul Castro!!! Ah!&#8230; claro. Emanuel contou </font><font size="2" face="Verdana">que tinha visitado a ilha diversas vezes. Cinco ou seis vezes. É mesmo? E o que é que tem de melhor por lá? O tratamento. Fui </font><font size="2" face="Verdana">muito bem tratado. É isso o que tem de melhor lá. Todo muito é muito bem recebido, seja quem for. Mas e a comida? Frango, só </font><font size="2" face="Verdana">comi frango&#8230; Y las chicas? Aí ele coçou a barba, deu uma risadinha e fez hummm&#8230; Ha-ha! Imagino&#8230; Então Cuba é que nem um </font><font size="2" face="Verdana">boteco carioca, não é? É, é sim. Emanuel ainda falava de Cuba mas de repente muda a expressão, fica sério, </font><font size="2" face="Verdana">vira para a pequena multidão na calçada e volta a gritar: Lula safaaaaado! Lula traidooooor!!! Na hora levei um susto mas depois ri bastante, devo </font><font size="2" face="Verdana">confessar. Como ele seguia com os impropérios eu tentei fazê-lo esquecer o Presidente e pensar nas coisas boas de Cuba. Emanuel, e que tal o rum, que tal</font><font size="2" face="Verdana"> os&#8230; Lula sem-vergonha!!! Lula corrupto!!! Desisti. Ele tinha mudado o tom e agora encarnava um </font><font size="2" face="Verdana">daqueles sindicalistas barbudos que, há algum tempo atrás, berravam palavras raivosas à porta das indústrias do país. Lembram? Esse</font><font size="2" face="Verdana"> mundo é mesmo pequeno e dá muitas voltas pela Mem de Sá.</font></p>
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		<title>Dicas Culturais (1)</title>
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		<pubDate>Fri, 15 Feb 2008 21:59:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Nome do estabelecimento: Bar Roque I
Tipo: Pé-sujíssimo
Local: Dias Ferreira, esquina com Bartolomeu Mitre, Leblon
Frequência: A mais eclética e esdrúxula possível
Pontos fracos da casa: A cerveja morna e os saquinhos de azeitona cinza
Pontos altos da casa: Não tem
Tem entretanto um somzão pendurado que toca implacável e furioso funk carioca e tem um gerente português com a [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Nome do estabelecimento: Bar Roque I<br />
Tipo: Pé-sujíssimo<br />
Local: Dias Ferreira, esquina com Bartolomeu Mitre, Leblon<br />
Frequência: A mais eclética e esdrúxula possível<br />
Pontos fracos da casa: A cerveja morna e os saquinhos de azeitona cinza<br />
Pontos altos da casa: Não tem</p>
<p>Tem entretanto um somzão pendurado que toca implacável e furioso funk carioca e tem um gerente português com a famosa camisa de pano azul de gerente português, sessenta anos, óculos pesados e ralos fios de cabelo tingidos, obviamente, de preto atravessando o topo da cabeça, de um lado ao outro, de modo a disfarçar a indisfarçável calvície. Ontem, entre um atendimento e outro, o pancadão rolando, o portuga dava uma dançadinha tipo assim: andava pra frente e ia arrastando os dois pés no chão, enquanto fazia ao mesmo tempo um movimento de vai e vem alternado com os dois braços. Gestos pequenos e contidos, lá vai ele arrastando os pés e cantando: Vou subir no palco ao som do tamborzão, sou cachorrona mesmo e late que eu vou passar.</p>
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		<title>Acabou a folia</title>
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		<pubDate>Thu, 07 Feb 2008 18:48:58 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não sei quanto a vocês mas pra mim o carnaval é que nem churrascaria rodízio. A gente não dá conta de tanta fartura em tão pouco tempo. Depois, quando acaba, dá uma certa impressão de que devia ter comido mais um espetinho de coração e mais uma chuletinha ou outra. Eu sempre achei que o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="elephant.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2008/02/elephant.jpg" width="200" height="208" align="left" hspace="10" />Não sei quanto a vocês mas pra mim o carnaval é que nem churrascaria rodízio. A gente não dá conta de tanta fartura em tão pouco tempo. Depois, quando acaba, dá uma certa impressão de que devia ter comido mais um espetinho de coração e mais uma chuletinha ou outra. Eu sempre achei que o carnaval devia ser dividido em dois tempos, com um intervalo de dois dias no meio, para que todos possam trocar de roupa. Mas não, é pauleira assim mesmo.</p>
<p>Falando sério, estou achando bacana esse renascimento do carnaval de rua aqui na cidade. Cada ano que passa são dezenas de novos blocos. E a tendência é que continuem a se reproduzir. I know, it&#8217;s only sambinha, but I like it. Sobretudo porque a rapaziada está começando a reinventar a roda. Nem só de Lamartine Babo vive o folião e, a outros ritmos que já vinham se incorporando, este ano o funk deu às caras de vez.</p>
<p>Por isso, posso dizer que também colaborei humildemente &#8212; junto com uma tropa de lunáticos vestidos de mulheres feias &#8212; com a renovação da MPB. Com o auxílio de um iPod conectado a um megafone lançamos este ano os futuros hits do carnaval carioca, notadamente o som de um orgasmo feminino, os bramidos de uma manada de elefantes e a <a href="http://www.cbm.df.gov.br/?cat=4&amp;page=24">Canção da Academia de Bombeiro Militar do Distrito Federal</a>, de autoria do Coronel Arnaldo Botelho Barbosa e do Major Evanildo Borges de Moura. É preciso dizer que encontramos uma demente, no Céu na Terra, que já a conhecia e cantou integralmente a letra dessa canção.</p>
<p>Considerando isso tudo, nosso objetivo é, já no carnaval de 2009, gravar uma demo e arrebentar com o som dos orgasmos de uma manada de elefantes do Distrito Federal.</p>
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		<title>Esquentando os tamborins</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jan 2008 18:39:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ar livre]]></category>

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		<description><![CDATA[
Esse ano vamos sair de curdos. No carnaval passado a idéia era fazer um bloco de coreanos. Chegamos a baixar o hino da Coréia do Sul em mp3 &#8212; seria o nosso samba-enredo &#8212; e eu até imprimi a sua tradução, que é mais ou menos assim: &#8216;Até que as ondas do mar oriental sequem [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>
Esse ano vamos sair de curdos. No carnaval passado a idéia era fazer um bloco de coreanos. Chegamos a baixar o hino da Coréia do Sul em mp3 &#8212; seria o nosso samba-enredo &#8212; e eu até imprimi a sua tradução, que é mais ou menos assim: <em>&#8216;Até que as ondas do mar oriental sequem e que o monte Baekdusan se alonginque, Deus proteja nossa terra para sempre, nosso pais para sempre. (&#8230;) Que a Coréia, pais da rosa de Sharon, dos milhares de quilômetros de montanhas e rios magníficos, fique para sempre de pé, defendida por seu povo.&#8217;</em> Mas, não sabemos porque, ninguém aderiu ao projeto e o bloco não vingou. De fato apenas eu e meu velho amigo Yuno Virgilio &#8212; que é filho de pai japonês e mãe portuguesa &#8212; perseveramos até o último momento, sem êxito porém. Acho que atrapalhou o fato de que os integrantes do bloco coreano deveriam, de acordo com o plano, sair fantasiados de alemães e aí, fevereiro, aquele calorão, vocês sabem como é&#8230; Mas vamos simplificar. Agora o bloco é curdo. Veja como é simples a coreografia! Bastam duas pessoas com lenços. A letra segue aí embaixo pra todo mundo já ir decorando. A gente se vê no Boitatá.</p>
<p><em>Şemamê Şemamê Şemamê bûkê<br />
Domamê domamê domamê bûkê<br />
Şemam bûka mele<br />
Domam bûka mele<br />
Genim da zerdele<br />
Nehişt para mele<br />
Revî çû ser kele<br />
Şemamê tîto vît e<br />
Eslê xwe egît e<br />
Şemamê nan dîpêje<br />
Girkan hildavêje</em></p>
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		<title>O seu reveillon foi mais ou menos?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Jan 2008 17:50:00 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[Não que eu me importe muito com essas coisas, mas o fato é que por mais que eu pense o contrário, todo ano tem Natal, Reveillon e Carnaval. Não dá pra escapar dessas coisas. Pra dizer a verdade o meu reveillon foi meio chatinho. Tirando um quiche de cebola, as primeiras latas de cerveja que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não que eu me importe muito com essas coisas, mas o fato é que por mais que eu pense o contrário, todo ano tem Natal, Reveillon e Carnaval. Não dá pra escapar dessas coisas. Pra dizer a verdade o meu reveillon foi meio chatinho. Tirando um quiche de cebola, as primeiras latas de cerveja que ainda estavam geladas e duas ou três boas companhias o resto foi aquela coisinha chocha. Vai ver que pra todo mundo é assim: um quiche, três latinhas geladas e dois bons amigos&#8230; Mas tudo bem. Bola pra frente. Que venha 2008. Mas se alguém aí não gostou da sua virada de ano e ainda tem pique pra essa coisa, se liga na dica: hoje, sexta-feira, os Escravos da Mauá fazem o seu já famoso Reveillon depois do Reveillon. Vai ter queima de fogos e o caramba. Aquele sambinha simpático, as tias vendendo angú, caldinho de mocotó, quiosque de cachaça, etc e tal. A parada é ali no Largo de São Francisco da Prainha, na Praça Mauá, e começa por volta das 19 horas.</p>
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		<title>Receita de cidade nova</title>
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		<pubDate>Sat, 29 Dec 2007 22:21:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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		<description><![CDATA[
Para você ganhar uma cidade nova
da cor do pôr-do-sol no posto nove, ou da cor da sua paz,
cidade sem comparação com tudo o que tem havido
(e todo mundo sabe o que tem havido)
para você ganhar um Rio de Janeiro
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;
novo até no coração das [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="capa_disco.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/12/capa_disco.jpg" width="500" height="310" /></p>
<p>Para você ganhar uma cidade nova<br />
da cor do pôr-do-sol no posto nove, ou da cor da sua paz,<br />
cidade sem comparação com tudo o que tem havido<br />
(e todo mundo sabe o que tem havido)<br />
para você ganhar um Rio de Janeiro<br />
não apenas pintado de novo, remendado às carreiras,<br />
mas novo nas sementinhas do vir-a-ser;<br />
novo até no coração das coisas menos percebidas<br />
(a começar pelo seu interior)<br />
novo, espontâneo, que de tão perfeito nem se nota,<br />
mas nele se come, se passeia,<br />
se ama, se compreende, se trabalha,<br />
você não precisa fumar, nem cheirar, nem encher a cara de birita,<br />
não precisa escrever post em lugar nenhum<br />
(planta tem blog?)</p>
<p>Não precisa<br />
fazer lista de reivindicações<br />
para arquivá-las na gaveta.<br />
Não precisa chorar arrependido<br />
pelas besteiras consumidas<br />
nem parvamente acreditar<br />
que por decreto de esperança<br />
a partir de amanhã as coisas mudem<br />
e seja tudo claridade, recompensa,<br />
justiça entre a cidade e os cidadãos,<br />
liberdade com cheiro e gosto de pão matinal,<br />
direitos respeitados, começando<br />
pelo direito augusto de viver. </p>
<p>Para ganhar um Rio de Janeiro novo<br />
que mereça este nome,<br />
você, meu caro, tem de merecê-lo,<br />
tem de fazê-lo novo, eu sei que não é fácil,<br />
mas tente, experimente, consciente.<br />
É dentro de você que a cidade maravilhosa<br />
cochila e espera desde sempre.</p>
<p>(Adaptação do poema de Drummond)</p>
<p>foto: Monique Cabral</p>
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		<title>Merry Christmas Mr Lawrence do Árabe da Gávea</title>
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		<pubDate>Tue, 25 Dec 2007 04:23:37 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

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]]></description>
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		<title>Nas asas da Panair</title>
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		<pubDate>Fri, 21 Dec 2007 20:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Ar livre]]></category>

		<category><![CDATA[Cultura]]></category>

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		<description><![CDATA[
Em tempos de apagões aéreos Luis Fernando Kubrusly pinta aviões. LFK (não confundir com o aeroporto JFK, em Nova Iorque) está ali na saída do Metrô Carioca, logo à direita de quem sai da estação, em direção a Rio Branco. Ele me disse que antes de pintar trabalhou numa companhia de aviação e que hoje [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><img alt="avi%C3%B5es.jpg" src="http://rio.metblogs.com/archives/images/2007/12/avi%C3%B5es.jpg" width="518" height="332" /></p>
<p>Em tempos de apagões aéreos Luis Fernando Kubrusly pinta aviões. LFK (não confundir com o aeroporto JFK, em Nova Iorque) está ali na saída do Metrô Carioca, logo à direita de quem sai da estação, em direção a Rio Branco. Ele me disse que antes de pintar trabalhou numa companhia de aviação e que hoje tem quadros seus até nos Estados Unidos. Eu achei interessante aquela temática e aquele resultado de quem não passou por academias de arte e que carrega um típico saber e não-saber, o que confere ao trabalho uma certa singularidade bacana. As pinturas, a óleo e acrílicas, baseiam-se em fotografias. Na maioria das vezes mantém apenas o corpo das aeronaves e altera a pintura externa delas, trocando as cores de uma companhia por outra, mudando o cenário aqui e ali. Você pode encontrar alguns de seus trabalhos <a href="http://br.geocities.com/lufkub/arte">aqui</a>. Ele me disse para não reparar na apresentação porque era um site tosco, segundo ele &#8220;meio brucutú&#8221;. Brucutú, meu caro LFK, é esse bando que nos governa, que até hoje não resolveu <a href="http://g1.globo.com/Noticias/SaoPaulo/0,,MUL236393-5605,00.html">essa questão</a> e valha-nos Deus, porque o fim do ano chegou.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Ho-Ho-Ho!</title>
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		<pubDate>Fri, 14 Dec 2007 19:30:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>luiz paulo rocha</dc:creator>
		
		<category><![CDATA[Pessoas]]></category>

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		<description><![CDATA[O moleque experimenta o boné e a mãe diz que está lindo mas que vai estragar o topete. Ele tem aquele cabelo liso esticado para cima, com laquê. Vou ao banheiro e vejo um senhor esticando o cabelo enrolado para baixo, com água. Quem reclama de calor não pode reclamar de chuva&#8230; Ele concorda comigo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O moleque experimenta o boné e a mãe diz que está lindo mas que vai estragar o topete. Ele tem aquele cabelo liso esticado para cima, com laquê. Vou ao banheiro e vejo um senhor esticando o cabelo enrolado para baixo, com água. Quem reclama de calor não pode reclamar de chuva&#8230; Ele concorda comigo e fala que não reclama de nada. Tem 60 anos, saúde boa, é motorista de caminhão e já dirigiu por quatro países na América do Sul. A vendedora da loja de camisetas, caríssimas, é linda e me chama de querido. Eu pensei que ela estava ali porque vai viajar pro Nordeste, no Carnaval. O vendedor na outra loja usa terno, caminha muito rápido e dá umas freadas súbitas com seus sapatos finos, provocando umas derrapadinhas, sonoras, espetaculosas e meio viadas. Em outro canto, duas meninas conversam sobre as maravilhas do Lexotan. Dois negões com sotaque africano me perguntam onde fica a Lacoste. Descubro a calça Coca-Cola. Um jovem cego entra no ônibus e esbarra em mim. Pra onde você vai? Lineu de Paula Machado. Eu te aviso quando saltar. Fala ao celular e eu fico sabendo que o cego vai para um amigo oculto. O passageiro à frente mete a cara na janela e grita pruns caras no bar ao lado da Botafoguense Malas. Ô Jair! Ô Jair! Ô Mendonça! Ô Mendonça! Vai trabalhar! Jair não olha e Mendonça caga. Tá chovendo pra caralho. O cara vira pra mim e diz que vai zoar o Mendonça amanhã. Vira outra vez e fala mais baixo agora: tem um ceguinho sacana que frequenta aquele bar ali, ha-ha-ha!</p>
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