Archive for the ‘coisas’ Category

Blogs sobre o Rio de Janeiro

Este bilhete recebido e divulgado pela jornalista, cronista, fotógrafa e blogueira Cora Rónai lista uma bela coleção de links de fotologs sobre o Rio de Janeiro.
Eu acrescentaria o Rio que mora no mar, que fica fora do grupo, mas me parece dentro do espírito do levantamento da história de um Rio de Janeiro que não quer perder o título (autoatribuído, é verdade) de Cidade Maravilhosa.

Não se pode agradar a todos.

Não sei como tantos reclamam dos aeroportos do Rio de Janeiro e seus entornos, onde outros se sentem em casa.

Sem teto no entorno do aeroporto Santos Dumont. As fotos são de Marco Antônio Cavalcanti para O Globo.

Sem teto no entorno do aeroporto Santos Dumont. As fotos são de Marco Antônio Cavalcanti para O Globo.

Nada de novo no front?

Foto de Luiz Antonio Gravatá

Foto de Luiz Antonio Gravatá


Luiz Antonio Gravatá não precisava ter ido ao Oriente Médio (como de fato foi, em férias bem documentadas em seu blog) em busca dos sinais da guerra.

Ele pôde documentá-la ao vivo no conforto de seu apartamento, como pode ser visto aqui.

Rio de Janeiro, século XXI

Não se pode jogar.

Não se pode fumar.

Não se pode beber.

Comer, só se for uma saladinha orgânica.

Daqui a pouco a reprodução humana se dará exclusivamente por meio de inseminação artificial.

Ao menos, como talvez lembrasse o Tim Maia, ainda se pode mentir um pouco.

E o Natal chegou

As luzes da cidade não negam. Os shoppings – da Barra, especialmente – brigam para ver quem chama mais atenção, não só pela iluminação, mas também pela breguice. Haja lâmpada, pisca-pisca e dourado. De doer a vista. Criatividade, pra que? E nada de economia. A era do apagão se foi e o que importa mesmo é o brilho e esplendor, minha gente. E sem essa de “sáude, amor, paz”. Muito consumo e feliz rombo novo. É o que deseja o bom velhinho.

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foi no Baixo Gávea, um barraco generalizado, coisa de casal em fim, traição, eu acho. a gente não entendia nada, uns palavrões soltos, aquele aglomerado em volta e uma garrafa de cerveja voou estilhaçando no meu pé. claro, cagada em pau de arara. era uma semana da porra, azar rolando no ar. uma desgraça essa vida de gente que desconta mágoa em alheios. ele estava no bar da frente, divididos pela rua – eu numa esquina, ele na outra. e frequentávamos as noites dos mesmos dias. inacreditável toda a coincidência pós barraco de bêbado e garrafa no pé. e eu além daquilo tudo gritando meu horror. ele chegou discreto, querendo ajudar. eu sonhava acordada um jeito de não sentir dor. ele limpou os cacos, fez um curativo de guardanapo com band-aid e escreveu o telefone no papel. só notei em casa. um número por cima do sangue. liguei. deixei chamar três vezes. desliguei. ele ligou de volta. eram 04:30h. pra que usar de tanta educação pra destilar terceiras intenções. daí para a paixão foi fácil. acordos possíveis. envolvimento. sexo bom. o Baixo Gávea era nosso cupido e nosso inferno. nos desentendemos como já era de se esperar. a imbatível precisão dos três meses. se sustentar, vira amor ou dependência sentimental. eu me recusava a acreditar naquilo tudo. mas desgastou. ciúmes, crises, questões freudianas entre nós dois. os garçons já perguntavam – cadê o cara? e eu fui sumindo do território que adorava. como a gente conta que deu fim? era a conspiração social anti-casais. e ninguém nunca havia perguntado sobre nós dois. mas agora era praxe. e eu sorria amarelo. a emoção acabou. depois eu descobri o que era toda aquela tortura. a falta que faz. e eu que não gostava de Cazuza, cabia perfeita – prendia o choro e aguava o bom do amor.

Eu uso óculos!

O mundo mudou pra mim depois que comprei meu óculos escuro. Antes, o sol parecia ser muito mais imponente, incomodava meus sensíveis olhos verdes cor de pasto em que vaca caga, me sentia mais visível ao ser observado pelos outros, já que os outros sempre sabiam pra onde estava olhando. Na praia, então?! Nossa, era luz que vinha do céu, era luz que vinha da areia.
Resolvi, então, num belo dia, comprar um óculos escuro. Feito! Tipo aviator, barato, mas com proteção UVB e UVA, hein! (Em tempo: não compre óculos no camelô – seus olhos não merecem tanto mal)
E a vida mudou maravilhosamente. O sol não parece mais ser tão potente quanto antes – é só uma mera bola gigante de fogo enchendo meu saco – meus olhos já não se incomodam com a claridade absurda de um meio-dia ou por causa do raio de sol que insiste em entrar por entre a cortinha do ônibus e perturbar meu sono pela manhã e, o melhor de tudo, posso olhar pra tudo e para todos (aqui, leia-se bundas, seios e outras partes femininas) sem ser notado!

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Viva os óculos escuros!

Parabéns pra você

Aniversário da Cidade

1º de março ou 20 de janeiro?
Muitos ficam indecisos entre as duas datas. Por isso, inúmeras vezes se tem comemorado o aniversário do Rio de Janeiro no dia do santo padroeiro. Para afastar quaisquer dúvidas, fica aqui registrado sucintamente o episódio de fundação da cidade. Em 1555, os franceses invadiram o Rio de Janeiro pretendendo aqui fundar uma colônia. Em 1564, os portugueses resolveram, enfim, organizar uma expedição para expulsá-los e fundar uma cidade fortificada com o objetivo de impedir para sempre outras investidas. Estácio de Sá, sobrinho do governador Mem de Sá, chegou em terras cariocas no dia 28 de fevereiro com alguns navios e soldados, desembarcando na praia entre o morro Cara de Cão e o Pão de Açúcar. No dia seguinte, 1º de março de 1565, fundou oficialmente a cidade de São Sebastião do Rio de Janeiro, em homenagem ao rei menino de Portugal e escolheu o santo de mesmo nome para padroeiro, a quem se presta homenagem no dia 20 de janeiro.

Tirado do site da prefeitura, RÁ!

Cá entre nós, o Rio tá velho e com Alzheimer.
Mas continua com sua beleza de Sean Connery.

Vai entender.

Não odeio carnaval, apenas to deixando passar. Saca?

Acordei há uns 40 minutos atrás com a cabeça naquela lentidão,
típica dos slow motions de flashbacks de filmes e ou novelas.
Levantei toscamente, dei um gole num copo com água e vim pro computador.
Peguei meu sonzinho e pus Massive Attack. Ótimo para acordar lentamente e
para vir aqui tentar escrever sobre algo bacana (ou não).
Então, foliões blogueiros, meu carnaval ainda não começou. Se começou,
eu perdi o bonde porque ainda não aderi ao espírito Carnavalesco. Não sou
do tipo que diz “Odeio Carnaval” ou aquele papo imbecil “odeio gente feia e
suada tocando música ruim” isso é muito “pseudo europeu nazi mal amado do Leblon”.
Mas, enfim, eu geralmente tiro esses dias para curtir a solidão da minha casa, jogar os
jogos de video game mais bizarros (ainda nao fiz isso) , tentar fazer
música no computador ou na guitarra mesmo, ver mais pornografias que o
normal. Nos anos anteriores, eu até fui ha blocos e achei divertido. Mas em
2007, eu fiquei muito relaxado para saber horários das folias “bloqueiras” e to
deixando passar. Eu saí na sexta e ontem. Fui pra festinhas de roqueiros
na Pista 3 e na Casa da Matriz, respectivamente. Foi legal e tal, mas só.
Voltei bêbado as duas noites e de metrô, o que é uma benção. Quanto mais se está bÊbado,
mais rápido o metrô chega ao ponto que você vai descer. Impressionante!!!
Confesso que estou sem inspiração nesse carnaval e nesse post mas agora é
hora de comer minha lasanha da Perdigão. Espero que vocês estejam felizes e ou
bêbados agora. Usem camisinha e nao dirijam bêbados.

beijo no curpo

No Carnaval eu sou do contra

É carnaval, enfim! Época em que os cariocas ficam eufóricos. E é de se esperar, já que ganhamos, praticamente, uma semana de férias, vagabundagem total.
Fala-se no carnaval e logo pensamos: p-r-a-i-a… PRAIA! O povo todo se tostando nas areias do litoral carioca e fluminense, tão quente quanto o Inferno, rolando na areia, catando tatuí, tomando caixote, escutando dona Creide a gritar seu filho Creoswaldo pra comer um franguinho e tuuudo mais!
Protesto, Sr. Meritíssimo! Não, eu não vou à praia! Eu vou é subir a serra, meu bom rapaz! E vou além… um dos meus melhores carnavais passei em Teresópolis, diga-se de passagem que é bem longe do litoral – até as águas salgadas do oceano chegarem lá o mundo já acabou.
Subo a serra e paro em Nova Friburgo, a capital das lingeries (uh hul), e no intuito de passar um friozinho gostoso – quem sabe a sorte de grande de estar acompanhado também, né… não sou de ferro, porra!

Pois é isso… enquanto o Rio de Janeiro em massa vai se espremer nas areias das praias, enfrentar congestionamentos homéricos nas estradas, eu, garotão branquela, vou sem problema nenhum pra Freebourg passar um ótimo carnaval, regado de cerveja e boa música (principalmente rock n’ roll).

Ótimo carnaval pra todos, onde quer que passem!

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