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Carnaval – parte II

olivia%20palito%202.jpg Fui ao Saara e tive visões, tamanho o calor do deserto.
Comprei coisas coloridas para ver se fico animadinha, já que a situação anda fuén fuén fuén fuén.
Uma das visões foi ter visto o Popeye. Juro. Ali na Alfândega. Minha única vontade carnavalesca ainda não realizada é me vestir de Olívia Palito. Sofri o cu da vida por causa de tal apelido. Hoje em dia acho graça e queria entrar dentro da tal blusa vermelha de babados brancos e saia preta. Os 48° cariocas me fizeram delirar que o meu par estava ali.
Filetes de suor escorrendo entre os meus peitos. Me aproximei do Popeye, que na verdade era um desses homens que fica na porta das lojas chamando os clientes: “3 blusinhas, 10 reais, 3 blusinhas, 10 reais”. O delírio do oásis era tanto que estava quase pronta para dizer “Popeeeeye, olha o Brutus!”, quando senti o ar condicionado de uma loja de ferramentas, recuperei a pouca consciência que me resta e só falei: “Moço, onde é a casa Turuna?”

PS: Resolvi que amanhã irei ver as escolas mirins na Apoteose.
A mulher que faz tranças nos meus cabelos durante o carnaval, disse que todos os seus 7 netos desfilarão. Disse que é um espetáculo. E não paga para entrar. Fiquei curiosa e com vontade de dar tchau para os pequenos desfilando.

PS2: Mirim ao contrário é mirim.

O Havaí é aqui.

Mais do que carioca, o Rio tem é Havaianas. Só eu tenho três. Elas estão em todos os lugares, nos pés dos que fazem essa cidade ou estão só de passagem. Não importa se é praia ou boate, inverno ou verão, nem o ambiente de trabalho escapa. Para uns, desleixo. Para outros, condição. Para todos, o símbolo de um estado de espírito mais carioca impossível: descontração. E também democracia. Unhas feitas ou feias, pés de seda ou calejados, calcanhares com sobrenome ou não, todos desfilam com ela. Se a história de Cinderela tivesse sido ambientada no Rio, provavelmente ao invés do sapatinho, o príncipe carregaria uma sandália de tirinhas de borracha para procurar a amada. É, meus amigos, com todo o respeito ao Corcovado, mas para quem vive no Rio, mais onipresente do que o Cristo, é a Havaianas.

5 coisas

1) Sou só eu ou o Rio de Janeiro está infestado de gatos? 90% dos meus amigos cariocas têm bichanos. Eu ADORO em caps lock, mas eu espirro.

2) Depois de anos, fui ao Baixo Gávea. Minha teoria sobre o local se confirmou. Todo mundo se quer, mas ninguém faz nada. Tesão no ar… Os grupinhos de amigas num canto, conversam sobre NADA, não conseguem nem conversar olhando no olho, pois estão ocupadas olhando para o grupo dos machos, que por sua vez, também não falam sobre nada e também não se aproximam da mulherda. E nem venham com esse papo de “mas eles só estão ali para conversar…” Dá pra saber quem está conversando realmente: a) quem tá sentado ou b) quem olha no olho. O que passa com essa gente bonita, elegante & sincera? Medo? Preguiça? Ah, vai catar coquinho, vai.

3) Fui ver “Pequena Miss Sunshine” e tive uma síncope de tanto rir e ficar com cara de boba. O que isso tem a ver com Rio de Janeiro? Tá passando em vários cinemas. Há meses. Vai lá.

4) Você sabia que a lua está cheia? Não, né? Essa cidade agora vive nublada. Mas hoje o sol deu as caras. Mas que se foda o sol. Olha para lua. Cheia. Cheia. CHEIA. Só não vale uivar.

5) Trocentas peças estrearam nesse mês. Eu como atriz séria, não fui ver nenhuma. Mas ficam aqui três recomendações de peças que vi no final do ano passado e adorei:

“A Gaivota” – No Teatro Poeira (R. São João Batista, 104 – Botafogo) O grupo Cia dos Atores mais uma vez mostra excelência em suas atuações. Vale contar também que é um dos meus textos favoritos da vida. É do russo Tchecov. Saí da peça altamente transtornada e cogitei sair correndo pelada até o cemitério. Não me perguntem porquê. Como disse o Pessoa, eu, às vezes, “sou só uma sensação sem pessoa correspondente”.

“Minha mãe é uma peça” – No Teatro Leblon – Sala Fernanda Montenegro (Rua Conde Bernadotte, 26 – Leblon) É com orgulho que digo que o autor, ator e meu amigo, Paulo Gustavo simplesmente ARRASA no papel de Dona Hermínia, uma aposentada com 2 filhos adolescentes. O monólogo é de ter dor no maxilar de tanto que você vai rir.

“A ratoeira” – No Teatro Abel (Rua Mário Alves, 02 – Icaraí- NITERÓI, tá, minha gente?) “A Ratoeira” é a peça teatral que está há mais tempo está em cartaz no mundo!!! É da Agatha Christie. E o elenco também é formado por amigos, que mandam muito bem na comédia-suspense. Divertida!
No mais é isso, essa semana fechei 2 bares, e amanhã canto num lugar onde vai rolar Free Caipirinhas.
Boemia, aqui me tens de regresso…

Um beijo da Maysa.
De mulher para todos.

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